29 de outubro de 2013

Avaliação na Educação Infantil

Na Educação Infantil a avaliação do aluno é feita diariamente, através de observações e registros. O professor precisa saber quais são as dificuldades do aluno e também quais foram os seus avanços, sempre com um olhar de que estamos vivenciando um processo e partimos do princípio que o aluno sempre sabe alguma coisa.

Através dessas observações, o professor planeja suas aulas e faz as intervenções necessárias. 

É importante respeitar o erro como forma de construção do conhecimento. Muitas pessoas acham que dentro da proposta sócioconstrutivista,o aluno erra e ninguém corrige. Não é isso, apenas permitimos que a criança tente e erre, em cima disso, direcionamos o conhecimento, apontamos caminhos para a reconstrução deste erro.O professor tem o papel fundamental de mediar esse processo.
Imagem daqui

Segue abaixo, algumas sugestões para que a avaliação tenha sentido:

"Análises e discussões periódicas sobre o trabalho pedagógico. Estas ações são realizadas nos encontros periódicos. Elas fornecem elementos importantes para a elaboração e reelaboração do planejamento. Igualmente importante é dar voz à criança. Nesse sentido, a prática de avaliar coletivamente o dia a dia escolar, segundo o olhar infantil, traz contribuições fundamentais e surpreendentes para o adulto educador, ao mesmo tempo que sedimenta a crença na concepção de criança cidadã.

Observações e registros sistemáticos:
Os registros podem ser feitos no caderno de planejamento, onde cada professor/ recreador registra acontecimentos novos, conquistas e/ou mudanças de seu grupo e de determinadas crianças; dados e situações significativos acerca do trabalho realizado e interpretações sobre as próprias atitudes e sentimentos. 

É real que, no dia-a-dia, o professor/ recreador não consiga registrar informações sobre todas as crianças do seu grupo, mas é possível que venha a privilegiar três ou quatro crianças de cada vez e, assim, ao final do período, terá observado e feito registro sobre todas as crianças. 

Utilização de diversos instrumentos de registro:
Para darmos espaço à variada expressão infantil, podem-se utilizados como instrumentos de registro de desenvolvimento arquivos contendo planos e materiais referentes aos temas trabalhados, relatórios das crianças e portfólios. 

O professor deve organizar um dossiê de cada criança, guardando aí seus materiais mais significativos e capazes de exemplificar seu desenvolvimento. 

Construção de um olhar global sobre a criança 

A fim de evitar um ponto de vista unilateral sobre cada aluno, é fundamental buscar novos olhares: 
- Recolhendo outras visões sobre ela. 
- Contrastando a visão dos responsáveis com o que se observa na escola/ creche. 
- Conhecendo o que os responsáveis pensam sobre o que a escola/creche diz. 
- Refletindo sobre o que a família pensa em relação aos motivos de a criança 
comportar-se de determinada forma na escola/creche. 
- Ouvindo a família sobre como pensa que poderia auxiliar a criança a avançar em seu desenvolvimento."


(Trecho extraído do texto de Samuel de Sousa Santos, diretor da Escola Inglês Curso Escola de Idiomas Ltda)


Professora Melissa
Pérolas da Bia e mais histórias de mãe 





28 de outubro de 2013

O desafio é Conviver



Esta semana chegou em minha casa mais uma edicão da Revista Vida Simples. Sempre fico feliz quando ela chega, pois me traz muitas coisas boas pra vida. 

Pois bem, ela chegou e como não podia deixar de ser... Me alegrou! O tema que prendeu meus olhos foi Cortesia, 2ª da série de 12 virtudes tratadas pela revista.

Logo pelo início do texto me deparei com o seguinte trecho:

Dizer um simples "bom dia" é uma pequena constatação 
de que todo indivíduo é centro de um valor essencial. 
Cada gesto é um signo e por traz dele, 
há um vasto universo de filosofia.

José francisco Botelho - O editor do artigo


Em seguida sou levada a pensar sobre a história de um fidalgo - Pável Piétróvich Kirsánov - que vivia em um lugar isolado longe de todos os movimentos da sociedade de Moscou, mas mesmo assim fazia a barba todos os dias e criteriosamente escolhia sua roupa... E lá pelas tantas quando recebe visita de um parente distante e é interpelado pelo tal sobre suas atitudes estremosas de arrumação responde:

"Sei perfeitamente que o senhor julga ridículos 
meus hábitos e minha decência. 
mas tudo isso vem do respeito próprio. 
Vivo no campo, no meio do nada, sim, 
mas respeito em mim mesmo um ser humano"

O artigo segue em frente cheio de boas considerações. Mas eu fico por aqui. E chamo vocês a pensarem comigo sobre a importância que temos dado aos seres humanos que somos. E mais, sobre a importância que damos àqueles seres humanos que vivem conosco a vida. 

Às vezes parece-me que estamos entrando em um individualismo sem fim. Um buraco onde só temos espelhos foscos que nos impedem de enxergar nossas próprias imagens e por consequência as dos outros.... Será mesmo que precisamos viver neste sofrimento?

Em que nível de cortesia estamos vivendo em nossas escolas, com nossos alunos e companheiros de trabalho. Estamos respeitando os Seres Humanos como queríamos ser respeitados? 


Espero que tenham uma boa semana!
E que estas reflexões se estendam pela vida de quem as lê.



27 de outubro de 2013

Halloween na sala de aula

Halloween na sala de aula
(Anne Lieri)







Algumas escolas não gostam de comemorar o Halloween por se tratar de um costume dos Estados Unidos e alegam que nada tem a ver com o Brasil.Entretanto, essa festa pode ser adaptada á sala de aula, como cultura geral.

Contar ás crianças a origem do Halloween pode ser interessante, mas lembre-se de adequar o assunto á idade de seus alunos.

Aconselho também não se estender demais, pois as crianças tem o tempo de atenção limitado. Se puder, use alguns cartazes para ilustrar sua exposição.

A seguir peça para as crianças listarem os seus personagens preferidos (escreva no quadro o que eles disserem). Provavelmente surgirão fantasmas, morcegos, bruxas, zumbis e outros.
Eleja o mais querido pela classe.

A partir daí, desenvolva suas aulas, com base em histórias, músicas, brincadeiras e artes.
Por exemplo, se a escolha for “bruxa” procure na sala de leitura de sua escola, livros de contos sobre bruxas.

Conte as histórias no início do período, durante a roda da conversa.
Retire do texto a interpretação oral, a dramatização (eles adoram teatro), os personagens principais, a mensagem final.

Você poderá fazer a reescrita com eles, seguindo a sugestão construtivista (escrever na lousa, com as crianças ditando, fazer a leitura coletiva, imprimir o texto ou mandar que eles copiem se forem maiores e trabalhar palavras e frases depois).

Ensinar a missa ao vigário não é minha intenção, mas lembre-se de enriquecer essa experiência com sua criatividade e sem perder de vista a interdisciplinaridade.

Providencie um “Cantinho do Halloween” com uma caixa bem encapada e livros referentes ao assunto que fiquem á disposição dos alunos durante esse período de festas. Quem terminar as atividades pode ficar lendo nesse cantinho.

Coisas simples que as crianças gostam proporcionam melhor aprendizagem: Jogo de fôrca, cruzadinhas, caça palavras, completar palavras e frases, letras móveis, são algumas dicas.

Canções que falam de bruxas eles adoram e existe um acervo imenso entre as professoras. Troquem.

 No parque, reinvente as brincadeiras conhecidas. Transforme a dança das cadeiras em dança das caveiras, faça uma corrida de zumbis, o pega pega pode virar caça fantasma, a mãe da rua pode ser uma bruxinha que atrapalha quem vai atravessar, etc...

A educação artística oferece um grande leque de opções: use sucata para fazer abóboras, morceguinhos, bruxas e fantasminhas. Abuse do desenho infantil, das tintas, dos recortes e colagens.

Ao final, não se assuste se o tema render mais que o esperado e a alfabetização acontecer de forma divertida!


Dicas de sites:






 Hello kids (máscaras)

Videos de bruxa ( Bruxa venha á minha festa)

Video de bruxa  II ( Rap da bruxa)


26 de outubro de 2013

Baú de Histórias


O educador está sempre criando uma maneira de chamar atenção dos educandos pra leitura.
E uma dessa criação foi o Baú de Histórias.
No início, pegamos as histórias dos clássicos que já conhecemos como "Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos" e transformamos para a vida real. Hoje trabalhamos com histórias vivenciadas por eles ou não. Algumas histórias tem até batidas de funk. Essa tentativa de incentivar a leitura ao Ensino Fundamental I e II tornou-se uma desafio constante em minha vida.







  

Histórias inventadas partindo dos desenhos e colagens.

Era uma vez um menino que vivia passeando nos ares.
Um dia resolveu voar mais alto até cansar.
No céu encontrou uma flor. Do lado tinha uma casinha verde.
Todo mundo era amigo e feliz.
O sol se pôs a brilhar e a estrela a girar.
Muito feliz eu fiquei pois lá não havia tristeza.
Chegor a hora de ir embora. Me despedi  das amigas que fiz e muito triste fiquei pois tinha que volta pra casa. Mas toda vez que eu sinto saudade, fico passeando nos ares.
História inventada por: Gabriel (7 anos)


Era uma vez duas casas muito diferente. Uma era cheia de brinquedos e de alegria; a outra não tinha não.
Certo dia elas se encontraram por acaso em uma pracinha.
E elas começaram a conversar...
Eu sou uma casa cheio de brinquedos e de alegria, todos gostam de mim...
Eu sol uma casa que não tem brinquedos e nem alegria. Aqui dentro da casa colocam o que quiser.
Como assim? Perguntou a casa alegre:
Hoje mesmo colocaram palavrões, brigas e tristezas... Está tudo guardado pra quando precisar me vingar.
Nossa!!! Isso é muito feio. O bom é perdoar. 
Perdoar... Nada disso, todos caçoam de mim, estou cansada, agora chegou a minha vez de vingar...
Mas você é tão bonita, deixaria seus pais tristes. Que tal sermos amigos e uma ajudar a outra.
Se tornaram inseparáveis e agora estão contentes as duas casas.
História inventada por: Paula (9 anos)


No alto de uma colina tinha um castelo com duas portas e quatro janelas. Era feito de pedras e madeira.
Um passarinho que estava fazendo o seu ninho viu uma flor do outro lado do castelo.
De repente aparece uma borboleta que disse assim:
_ Vamos fazer uma corrida até no alto da colina?
_ Não posso, tenho que twerminar o meu ninho, disse o passarinho.
_ Não vamos demorar, é só uma corrida, disse a borboleta.
_ Está bem, disse o passarinho.
_ Quem ganhar vai ter um prêmio!
As duas sairam correndo...
Quem chegou primeiro foi a borboleta e o prêmio quem ganhou foi o passarinho. As duas se tornaram amigas e cada uma ajudava a outro no que precisava.
Acabou-se a história."
História inventada por: André (6 anos)


 A casa é uma lar que todos gostam de ficar.
Sou Ana tenho 12 anos, meus pais são separados e desde então vivo de favor na casa de parentes. Aprendi a crescer e me defender sozinha. Antes morava eu, minha mãe e minha avó que muito amor me deu e me ensinou o que é AMOR. Faleceu o ano passado e muito triste fiquei.
Meu pai arrumou uma madatra e ela não me quer por perto. minha mãe coitada trabalha muito e eu passo a maior parte sozinha em casa ou na escola. 
Lá fiz muitas amizades... E conheci uma professora muito especial que todas a chamamos de Tia Toninha. E ela é minha amiga mesmo, sempre se preocupa comigo e com os outros. Este ano está dando aula de ciências e fazemos muitas experiências. Ciências se tornou fácil de aprender. 
Toda quarta-feira temos uma projeto com nome Baú de Histórias lá podemos escrever nossas histórias e resolvi contar a minha.
Sou filha única. Meus pai se conheceram e se casaram porque minha mãe estava grávida de mim. No início minha mãe conta que era feliz, mas depois as coisas começaram a se complicar. Papai conheceu outra pessoa e mamãe descobriu. Foi uma choque pra ela. De tristeza ela ficou, podia vewr em seu rosto. Papai saiu de casa e já faz uma ano que não tenho contato. às vezes sinto saudade dele...
Com a morte de vovó fiquei sozinha em casa. Mamãe precisa trabalhar pra nos sustentar e sei que não é fácil pra ela. Procuro ajudar nos afazeres da casa e sou muito esforçada na escola.
Quando tirar meu Ensino Médio quero ser jornalista. Viajar pelo mundo e dar o melhor pra minha mãe.
Todo dia digo que a AMO e que é ESPECIAL.
Se sou uma pessoa feliz...CLARO tenho a melhor MÃE do mundo e muitas pessoas que me querem bem.
História de Ana (12 anos)






24 de outubro de 2013

Projeto: Vinícius de Moraes - Parte 1

E para comemorar os 100 anos de Vinícius de Moraes, a escola onde dou aula, fez uma exposição apresentando suas obras.

Eu participei também com as turmas do 1º ao 4º ano e hoje vou publicar parte do que fiz com as crianças.

Confira!

A FOCA

O PINGUIM

O GATO



Todas as poesias foram traduzidas (por mim) para o inglês e trabalhadas com os alunos. Depois, realizamos as artes e montamos os painéis.

Ficou um calçadão cheiinho de trabalhos em inglês, lindo não?

Abraços,

17 de outubro de 2013

Box Puppet

Esta atividade foi realizada com os alunos do 7º ano. 

A proposta é criar um fantoche usando alguma caixa. 

Ler as instruções de como se faz e observar e aplicar o modo imperativo faz parte do conteúdo didático do bimestre e mais, apresentar o fantoche usando frases em inglês.


Esta é a proposta do livro didático "Our Way 2 p.33" e os alunos se empenharam e fizeram lindos fantoches. Confira!


O fantoche que é uma menininha (com lacinho na cabeça e cabelos vermelhos) sou eu! 
Na hora da apresentação, uma componente do grupo fingiu ser a teacher Genis dando aula. Adorei!



Uma sugestão de atividade para aprender e se divertir.
Abraços,


16 de outubro de 2013

Falta-nos dignidade e Respeito



Ontem foi dia dos professores. 

Ouvi e li algumas reportagens sobre nossa profissão. Algumas políticas, abordando questões sobre falta de plano de carreira, baixos salários, falta do tempo para o estudo, etc....Outras matérias abordaram o assunto de forma tão poética que quase chorei. Nos jornais acompanhei a manifestação dos professores pelo Brasil, reivindicando o JUSTO, aquilo que ficou esquecido,aquilo que foi jogado fora: "A dignidade e o respeito pelo professor".

Não há profissional no Brasil e no mundo que não tenha iniciado seus estudos com a ajuda de um professor No entanto, esse profissional está em falta. De acordo com a diretora-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a atratividade da carreira só será possível com mudanças estruturais que ofereçam ao professor um salário inicial atraente, a valorização social da profissão e melhores condições de trabalho. 

Atratividade da carreira docente no Brasil, 2009 pela Fundação Carlos Chagas, pesquisa realizada em 18 escolas públicas e particulares, em oito cidades de grande ou médio porte nas cinco regiões do País com alunos do 3º ano do ensino médio, totalizando 1.501 respostas. De acordo com os participantes:
  • 67% sequer consideram a hipótese de seguir a carreira docente
  • 52% já pensaram em ser docentes, mas comente  
  • 39% querem ser professores

Segundo o relatório final da pesquisa, os jovens que pensaram em ser professores e desistiram apontam a baixa remuneração como o fator decisivo para a escolha. Alguns alunos acreditam até que a profissão de docente está fadada ao desaparecimento. Matéria na integra aqui
Eu apoio todas as manifestações, pois acredito que é possível mudar uma profissão tão digna e tão humana.                                                                        
 Só posso dizer que não há um professor que                                                                                       não o seja, senão por amor. 
E amor é o que nos faz trabalhar a cada dia, planejar nossas aulas, pegar na mão de cada criança para ensinar as primeiras letras. Espero e sonho com o dia que nossa profissão será mencionada como a mais importante e digna, mas não só em palavras, com fatos. 
Beijocas
Cris Chabes