31 de agosto de 2013

Livro pra baixar - A galinha que sabia ler


Olá leitores do Educação em Foco,

Como vocês sabem a literatura é muito importante para as nossas crianças. 
Pensando nisso recomendo a você a ler  o livro de Sandra Aymone, "A galinha que sabia ler".  

Como uma galinha que vive em uma estante de livros pode ajudar o herdeiro de um sítio a aprender a cuidar dos rios e das florestas? 
Ficou curioso? 
Então, embarque na aventura e venha conhecer uma galinha pra lá de esperta!

Este livro está sob domínio público e possui a devida licença da autora para ser disponibilizado gratuitamente.
A Galinha que sabia ler



29 de agosto de 2013

Os animais da Fazenda

Na culminância do Projeto Os Animais, a turminha EI30 do EDI Tania Lenz conheceu os animais da fazenda. Aprenderam onde vivem, comem, suas características e imitaram seus sons! E tudo embalado ao som da música O Seu Lobato.

Vamos cantar? 

O Seu Lobato tinha um sítio, ia, ia, ô
E neste sítio tinha uma vaquinha, ia, ia, ô
Era mú, mú, para cá
Era mú, mú, para lá
Era mú, mú para todo lado
ia, ia, ô
 
 
O Seu Lobato tinha um sítio, ia, ia, ô
E neste sítio tinha um porquinho, ia, ia, ô
Era cóin, cóin, para cá
Era cóin, cóin, para lá
Era cóin, cóin para todo lado
ia, ia, ô
 O Seu Lobato tinha um sítio, ia, ia, ô
E neste sítio tinha uma ovelhinha, ia, ia, ô
Era mé, mé, para cá
Era mé, mé, para lá
Era mé, mé para todo lado
ia, ia, ô
 O Seu Lobato tinha um sítio, ia, ia, ô
E neste sítio tinha um patinho, ia, ia, ô
Era quá, quá, para cá
Era quá, quá, para lá
Era quá, quá para todo lado
ia, ia, ô
 O Seu Lobato tinha um sítio, ia, ia, ô
E neste sítio tinha um cavalinho, ia, ia, ô
Era pocotó, para cá
Era pocotó, para lá
Era pocotó para todo lado
ia, ia, ô
 Ia, ia, ô
Ia, ia, ô

Agradecimento especial Tia Bianca




Postagem enviada por Alessandra.
Alessandra é  professora, historiadora e jornalista.
http://blogdaprofessoraale.blogspot.com.br/


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27 de agosto de 2013

Trabalhando com Material Dourado

Comecei a usar com meus alunos do 1 ° ano o material dourado, também denominado  "material das contas", um excelente recurso para trabalharmos a matemática de maneira desafiadora e divertida ao mesmo tempo.

O material dourado foi criado pela médica e educadora Maria Montessori para que as crianças pudessem perceber através de um material concreto como é o sistema de numeração decimal e para facilitar a compreensão  sobre as operações(adição, subtração, multiplicação e divisão).

Esse material é normalmente confeccionado em madeira e composto por cubos, placas, barras e cubinhos.

Para que as crianças conhecessem melhor e tivesse mais intimidade com este material, deixei que brincassem de forma livre e foi um sucesso. Criaram ruas, casinha, estrada, prédios, cubinhos viraram joaninhas e a construção virou arte.


O próximo passo foi utilizar os cubinhos e barrinhas para fazer agrupamentos de 10 em 10, a cada 10 cubinhos, trocamos por uma barrinha. Vivenciando o conceito de unidades e dezenas.

Também aproveitamos o material para as atividades de adição e subtração, com o material concreto as operações puderam ser melhor compreendidas.


Com o material dourado podemos criar diversas atividades. Logo trarei outras dicas...

Professora Melissa


25 de agosto de 2013

Os erros mais comuns na educação dos filhos

Os erros mais comuns na educação dos filhos

(Anne Lieri)



imagem daqui.

É comum na relação familiar os pais cometerem erros na educação dos filhos.

Vejam abaixo as atitudes mais comuns:


- Desautorizar o outro na frente da criança
Se o pai diz “não” e a mãe diz “sim”, a criança ficará confusa, sem saber o verdadeiro limite das coisas.


- Não dar um bom exemplo
A melhor maneira de educar é através do exemplo e, se os pais mandam a criança fazer alguma coisa, mas agem ao contrário em sua vida pessoal, ela irá sentir que o que os pais pedem não precisa ser obedecido, já que eles próprios não agem corretamente.


- Ceder á birra da criança
Uma criança que faz birra está testando a autoridade dos pais.
Converse com seu filho explicando que a birra não o levará a nada e, não ceda, pois vai haver um momento que ele entenderá e vai parar com esse comportamento.


- Não dar explicações
Quando dizemos não á criança, precisamos explicar a ela o porquê desse não. Com carinho, em linguagem simples e adequada, ela irá entender e acatar, sem revolta.


- Contar pequenas mentiras
Pais que mentem terão filhos mentirosos.
Pequenas mentiras como a do bicho papão que vai pegar o menino que não comer salada, não leva a nada e uma das consequências é a falta de confiança nos pais.


- Ameaçar a criança
Ameaçar a criança com punições, chantagens, mentiras não ajudam em nada a educação dos filhos.
Os pais perdem a moral porque não podem cumprir as ameaças absurdas que inventam para proibir uma atitude e a criança não aprende a finalidade de agir corretamente.


- Falar mal do companheiro (a) na frente dos filhos.
Especialmente em casais separados isso é muito comum e não acrescenta nada de bom na vida da criança, que se sente dividida entre o pai e a mãe.



Se você se encaixou em alguma dessas situações procure corrigir agora para que seus filhos não sofram as consequências no futuro.



  Síntese do texto de Letícia Gonçalves que você poderá ler na íntegra clicando aqui.



19 de agosto de 2013

Aprendendo com a Professora Maluquinha


Confesso a vocês que tenho paixão pelo livro Uma professora muito maluquinha do Ziraldo. E este livro se tornou ainda mais especial quando na época do Curso Normal nós o transformamos em uma peça teatral. 

Até hoje lembramos das histórias e nos divertimos bastante. Aquela professorinha muito nos ensinou...

Veja o trailler do livro que virou filme:



Estou lembrando desta história hoje, porque ao ver as atualizações do twitter me deparei com este artigo Uma professora muito Maluquinha: Aprendi com o filme

Rosana Rogeri, dona do texto, enumera 10 coisas que aprendeu com o filme e nos leva a refletir sobre as várias facetas de nosso devir docente. Algumas que em meio a tantas turbulências do dia a dia nem mesmo chegamos a recordar. 

Veja as 10 lições que Rosana Rogeri nos propõe:

1. Sinta
2. Descomplique, não ocupe um pedestal.
3. Faça parcerias você mesmo
4. Saia da sala de aula e da escola
5. Cante com eles
6. Busque novos horizontes
7. Seja criativo
8. Faça de seus alunos campeões
9. Nunca se descuide do conteúdo e não se preocupe com o reconhecimento
10. Confie em seus alunos. 


Depois de ler todo o artigo fiquei a pensar no papel que diariamente exercemos na vida de nossos alunos e das pessoas que convivem conosco nas escolas por onde passamos. 

O que será que estamos deixando como legado para estas pessoas. Com que tipo de aprendizagem estamos nos preocupando? Aprendizagem para a vida ou apredizagem para status?

Vale muito a pena relfetir sobre este assunto não é mesmo?

Espero que gostem. 

Docência "in loco"  é o site da Rosana. Visitem!!!

Boa semana

17 de agosto de 2013

Letramento em língua estrangeira

A LDB assegura a oferta obrigatória de línguas estrangeira para o ensino fundamental e médio. Porém, a lei não garante a qualidade de um ensino - aprendizagem. Pesquisas foram feitas e nos revela que o ensino de língua estrangeira tem sido conduzida de maneira equivocada. A finalidade dessas línguas nos currículos escolares, é de conhecer o outro, possibilitando a sua compreensão. Se esse não é o propósito, não cabe a inclusão de línguas estrangeiras nos currículos escolares.

Há anos, o ensino de língua estrangeira nas escolas regulares, tem sido direcionadas por gramática, desconsiderando a práticas sociais que envolvem a linguagem. Mas o que é letramento? 
É a criação de novas palavras e as velhas dão sentidos a outras palavras. É a primorar a leitura e a escrita das palavras em diferentes contextos.
por causa disso, muitos materiais didáticos fora e ainda são produzidos sem privilegiar a leitura e a escrita. É preciso repensar na elaboração desses recursos, que não atendem a realidade de hoje.
Por isso, na sala de aula o professor de LE deve realizar leituras críticas, e que não veja um texto só como pretexto para o ensino de gramatica e de vocabulário.



15 de agosto de 2013

Alfabetização: Reagrupamento por Nìveis - Uma prática que faz avançar.


TODA QUINTA E SEXTA-FEIRA REALIZAMOS O REAGRUPAMENTO INTRACLASSE NO 1º B. SÃO MOMENTOS RICOS EM QUE A INTERVENÇÃO É MAIS PRÓXIMA, DE FATO, POIS REAGRUPO AS CRIANÇAS POR NÍVEIS: PS2, SILÁBICOS, ALFABÉTICOS E ALFABETIZADOS 1. A PROPOSTA PÓS-CONSTRUTIVISTA LEVA A SÉRIO ESSES INSTANTES.

FOMOS À SALA DE LEITURA E LI O 3º EPISÓDIO (CAÇADAS DE PEDRINHO): OS HABITANTES DA MATA SE ASSUSTAM. - NO FINAL DESTE POST,  HÁ INFORMAÇÕES DE COMO TUDO COMEÇOU. 

RECONTAMOS ORALMENTE A HISTÓRIA E AO VOLTARMOS À NOSSA SALA EU DISTRIBUI A FICHA DIDÁTICA COMUM A TODOS OS GRUPOS (RECONTO ATRAVÉS DE ILUSTRAÇÕES). 
DEPOIS, FUI DE GRUPO EM GRUPO APRESENTANDO AS FICHAS ESPECÍFICAS.

HOJE, PRECISEI DAR MAIS ATENÇÃO AOS PRÉ-SILÁBICOS. A META ERA DE QUE, NO FINAL DE ABRIL, ELES ESTIVESSEM, NO MÍNIMO SILÁBICOS. MAS, DOS 18 QUE HAVIAM NO INÍCIO DO ANO LETIVO, AINDA TEM TRÊS QUE PERMANECEM NO MESMO NÍVEL.  TRABALHAMOS COM O JOGO DA MEMÓRIA DOS ANIMAIS E ORIENTEI O GRUPO ACERCA DA FICHA ABAIXO:
FOI UM TRABALHO LONGO, ENTRETANTO, PERCEBO ALGUNS AVANÇOS.
PARA OS SILÁBICOS CRIEI ESTA FICHA:
OS ALFABÉTICOS REALIZARAM A ATIVIDADE ACIMA E MAIS ESTA:
OS ALFABETIZADOS 1 REALIZARAM AS DUAS ANTERIORES E MAIS ESTA:
TRABALHEI COM ELES AINDA O USO DA LETRA CURSIVA MAIÚSCULA PARA O INÍCIO DE FRASES.

PENSEM NUM TRABALHO CANSATIVO, MAS NÃO ABRO MÃO DESTA PRÁTICA! E AMANHÃ TEM MAIS! 

PORÉM, COMO TUDO COMEÇOU?

NO DIA 18, POR OCASIÃO DO DIA  DO LIVRO INFANTIL, APRESENTEI PARA A TURMA A BIOGRAFIA DE MONTEIRO LOBATO. ALGUNS JÁ SABIAM QUE ELE FOI O CRIADOR DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO.

RETIREI DO BAÚ A SURPRESA DO DIA: UM PASSAPORTE QUE DÁ ACESSO À SALA DE LEITURA DA ESCOLA CLASSE 56 DE CEILÂNDIA -DF, NOSSA ESCOLA.

UM PEDAÇO DE PAPEL SIMPLES, CONFECCIONADO ÀS PRESSAS, COM O QUE SE TINHA DISPONÍVEL, MAS COM UMA CARGA DRAMÁTICA MUITO SIGNIFICATIVA.

O ALVOROÇO FOI TREMENDO. E LÁ FOMOS NÓS, CONHECER O AMBIENTE ENCANTADOR, CERCADO DE LIVROS.

É BOM LEMBRAR QUE, SÓ O FATO DE SAIR DA SALA DE AULA JÁ FAVORECE A ABERTURA PARA NOVAS APRENDIZAGENS. É O NOVO QUE DESPONTA! ALGUÉM, POR CERTO, VAI SER AFETADO POR ESSE MOVIMENTO.

JÁ NA SALA, EXPLIQUEI-LHES SOBRE A IMPORTÂNCIA DE SE RESPEITAR A DISPOSIÇÃO DOS LIVROS; DE NÃO MEXER NELES DE FORMA INCONSEQUENTE; DE SABER USAR O ESPAÇO PARA QUE OS SABERES ACONTEÇAM.

E, ENFIM, APRESENTEI-LHES O LIVRO "CAÇADAS DE PEDRINHO":

CONTEI-LHES APENAS O PRIMEIRO EPISÓDIO:
O EPISÓDIO VAI ATÉ A PÁGINA 17.
VOLTAMOS PARA A SALA, RECONTAMOS ORALMENTE A HISTÓRIA E ELES REALIZARAM ALGUMAS FICHAS DIDÁTICAS: ANÁLISE DA PALAVRA ONÇA (LETRAS INICIAL E FINAL, NÚMERO DE LETRAS, QUANTAS VEZES A BOCA SE MOVIMENTA PARA PRONUNCIAR A PALAVRA, ETC). COLORIRAM UMA ILUSTRAÇÃO EXTRAÍDA DA NET:
SOLICITEI QUE ELES COLORISSEM OS ESPAÇOS ENTRE AS PALAVRAS NOS TÍTULOS.
NA SEGUNDA VISITA À SALA DE LEITURA LI A  HISTÓRIA A VOLTA PARA CASA.
 EIS A FICHA:
A TURMA MONTOU O NOME DO RABICÓ COM O ALFABETO MÓVEL. A PROPÓSITO, OS ALUNOS ESTÃO ENCANTADOS COM A COMILANÇA DESTE PORQUINHO. SEM FALAR NAS RISADAS QUE DERAM AO OUVIR, NA HISTÓRIA QUE ELE É BEM MEDROSO.
PARA ENCERRAR A SEMANA, AS CRIANÇAS IRÃO PRODUZIR SEUS TEXTOS, AMANHÃ, ANTES  DO REAGRUPAMENTO.
CRIEI ESTAS FICHAS COM MUITO CARINHO E ESPERO QUE ELAS POSSAM SER ÚTEIS ÀS COLEGAS ALFABETIZADORAS.



Postagem enviada por Edna.
http://www.cantinhodaedna.com


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14 de agosto de 2013

Autista: o que precisamos aprender com eles.

imagem do google

Em 2008 recebi uma aluna em minha turma de 1o. ano com diagnóstico de autismo e psicose infantil, mas só li esse laudo 2 semanas depois de observá-la em sala. Antes disso não sabia nada sobre o que ela tinha. A mãe quando me entregou a filha na porta da sala, somente disse que havia um laudo com maiores informações na secretária e SÓ.
IS era meiga, quieta, não gostava de olhar diretamente nos olhos, não conversava com as crianças ou comigo, não gostava das brincadeiras, ficava sozinha no recreio,na sala escrevia muitas vezes seu nome ou alguma outra palavra. Então resolvi ler o laudo e em casa corri para a internet e li muita coisa sobre o assunto. 

Tentei associar alguma informação ao comportamento dela, busquei um curso sobre autismo e me matriculei na pós em psicopedagogia. O que queria era compreender melhor minha aluna e poder ajudar a todos sem distinção.

Ao final do ano ela pouco evoluiu no que diz respeito a aprendizagem, mesmo frequentando em horário contrário a sala de recursos, mas conversava com os amigos, ficava com uma amiga no recreio, sorria para mim, gostava de vir a escola e contava algumas coisas de sua vida, exemplo que tinha um cachorrinho chamado TOTY e que ele era muito bagunceiro.

Ela ainda está na escola mas somente na sala de recursos. Vejo ela passar e ainda sorrio ou falo com ela mas sei que a falta dos laços diários afastam o autista das pessoas.

O Dr. Dráuzio Varella, neste final de semana fez uma apresentação sobre esse assunto no Fantástico (acesse o vídeo aqui) e eu acredito que a informação ajuda a desmistificar essa e outras sindromes e ajudar os professores e outras pessoas a interagir com a criança autista, afim de ajudá-la. 

Recomendo também a leitura do livro 


Uma história de superação capaz de inspirar leitores de todos os tipos
Folha de São Paulo
"Brilhante: A Inspiradora Historia de uma Mãe e seu Filho Gênio Autista", escrito por Kristine Barnett, conta como a mulher que mantinha uma creche na garagem de sua casa estimulou o desenvolvimento intelectual do filho de um modo sem precedentes.

Jake foi diagnosticado com autismo quando tinha três anos. Sua mãe, Kristine Barnett, ouviu dos especialistas que ele nunca seria capaz de ler e que, com sorte, amarraria os próprios sapatos aos 16 anos.
Elogiado pelo jornal "The Washington Post" como um "relato incrível", o título chega ao Brasil pela editora Zahar. Leia trecho de "Brilhante".
Beijocas
Cris Chabes

13 de agosto de 2013

Escrita Espelhada

É muito comum a preocupação de algumas famílias em relação à escrita da criança no momento da alfabetização. Normalmente as crianças escrevem as letras  e os numerais ao contrário, isto é, de trás pra frente, o que chamamos de "escrita espelhada" isso acontece entre os 3 e 7 anos e não é motivo de preocupação para os pais.


É uma fase de construção e algumas crianças arriscam escrever de todas as formas.
É preciso ainda que elas construam o conceito de direção(direita/esquerda) e percebam que a nossa escrita se faz da esquerda para a direita.
Utilizando jogos e brincadeiras que trabalhem o corpo e a percepção de direção, o professor vai aos poucos  oferecendo meios para que a criança consiga perceber a escrita correta.
É importante que os pais não fiquem preocupados e também não fiquem corrigindo o tempo todo, mostre um modelo e peça que observe se está igual, se a letra ou o numeral está virado para o mesmo lado e deixe a criança livre para fazer as suas tentativas.



 

11 de agosto de 2013

Pais de todo jeito

Pais de todo jeito

(Anne Lieri)


Imagem daqui.

Tem pai de tudo que é jeito
Pai herói e pai vilão,
Pai torto e pai direito,
Pai com grande coração.



O pai que não tem medida
Ama os filhos de montão!
Todo pai nos dá a vida
É forte como um leão!



Tem pai que é cuca fria,
Outros super preocupados,
Pai que é cheio de mania,
Pai que é bem humorado.



Não importa a maneira
Que o pai da gente tem
Todo pai é de primeira
Faz muita falta também!



 imagem daqui.



Nós do blog " Educação em foco" parabenizamos todos os pais pelo seu dia! 

9 de agosto de 2013

Como lidar com estudantes desinteressados?

A cada ano escolar decorrido, percebo que os alunos se apresentam mais desinteressados com os estudos. A impressão que passa é que eles gostam muito da escola, dos colegas e dos professores, mas não gostam de estudar.
Isso me preocupa e me deixa, muitas vezes, entristecida. Por quais motivos isso acontece? Aquela questão de que a aula não é dinâmica e os desmotiva, para mim não "cola" mais. Arrumo inúmeras estratégias para tornar a aula dinâmica, diferente e fazê-los participar mais, interagir, construir, mas percebo que muitos não querem saber de nada disso.
A escola, no sentido pedagógico, tornou-se um "castigo" para muitos estudantes. Virou um lugar de encontrar os amigos, de conversar e combinar outras atividades. Os conteúdos ficam para segundo plano. Muitos "estudam" para tirar a nota mínima exigida pelo colégio porque "está bom assim". É a "lei do mínimo esforço", "é pouco, mas o suficiente para passar de ano".
Semana passada, tive a oportunidade de conversar sobre isso com duas salas de 8º ano. Perguntei o que eles pensavam sobre as provas aplicadas pelo colégio, se eram difíceis, ou se eles identificavam algum problema no colégio e se tinham sugestões de mudanças. Em nenhum momento eles culparam os professores ou o colégio, mas sim (palavras deles), "a preguiça e a falta de vontade nossa, porque estudar é chato".
Um aluno disse que "tanto a escola quanto os professores já fazem demais pelos alunos e não há mais nada a ser feito, são eles que precisam se conscientizar". Mas quando eu perguntei qual a sugestão deles para mudar isso, a resposta foi: "não sabemos". Quando perguntei o que os professores poderiam fazer para ajudar, a resposta foi: "nada". E quando perguntei o que os pais poderiam fazer para ajudar, a resposta também foi "nada".
Se os alunos têm consciência do seu desinteresse, de que forma a escola pode se tornar interessante? Eles não sabem responder.
Estamos num beco sem saída, então? A educação está destinada ao fracasso? Nós professores fazemos pouco?
Há uma luz no fim desse túnel?
 
Bom fim de semana!
 
Elaine


7 de agosto de 2013

Quem Educa os Educadores?


A folha de São Paulo deste domingo, 04/08/2013, trouxe um encarte especial com o tema "Quem Educa os Educadores" e nele uma série de matérias que abordam a formação dos professores e a realidade da escola.

Veja o perfil dos professores que atuam na educação básica brasileira
folha de São Paulo, 04/08/2013
A LDB prevê desde 1996 a formação gradual de todos os professores, exigindo desde 2006 a contratação de novos docentes apenas com a graduação em Pedagogia para os anos iniciais (1o. a 5o. ano) e licenciatura para os outros anos. No entanto, ainda hoje, 24% dos docentes que estão em sala de aula não fizeram curso universitário. Ha inclusive, quem nem tenha concluído o ensino médio (8,4 mil dos  2,1 milhões docentes). Mesmo assim ainda faltam docentes nas escolas. Há pelo menos 170 mil vagas para professores de matemática, química e biologia. 

Abaixo alguns dados levantados pelo Inep e pelo MEC

  • Perfil: Maioria dos professores é composta de mulheres entre 30 e 50 anos. 78% trabalha em uma unica escola.
  • Remuneração: Piso nacional é de R$ 1.567,00, mas as disparidades entre o salário dos docentes chega a 200%.
  • Formação: 62% concluíram pedagogia presencial contra os 57% em cursos a distância.
  • Currículo: 90% com teoria pertinente a graduação e apenas 10% na prática com estágios. Link do vídeo com dados 
O secretário da educação de São Paulo, Aluísio Mercadante, em entrevista a folha, disse que "Os professores chegam às escolas com bom conhecimento de sua disciplina, mas não sabem como ensinar" e completa "Não dá para formar um professor só lendo Piaget". 

Tudo isso me fez pensar sobre a minha própria formação e atuação com meus alunos. Durante a faculdade tinha a impressão de que o conteúdo não era o suficiente NUNCA, visto que havia muitos teóricos e estudávamos pouco sobre cada um. Alguns professores estavam há tanto tempo fora da sala de aula, atuando com as crianças, que não conseguiam mais aliar a teoria a prática, ficando no plano da ideologia. A aula de prática de ensino era a única que ensinava a montar uma aula ou um planejamento, tinha que ser ....certo?

Após muito tempo atuando consegui entender Vigotsky com a ZDP e Piaget com suas fases do desenvolvimento infantil, observando o trabalho das crianças em sala de aula. Talvez a falha seja minha, talvez não, mas o fato é que minha vontade sempre foi voltar para a universidade e ensinar! 

O senador Blairo Maggi (PR-MT) apresentou um projeto de lei que determina a obrigatoriedade da residência pedagógica (igual a médicos) para obtenção do título de professor. O projeto ainda não tem data para ser votado, mas já podemos nos posicionar, antes que o destino da educação se restrinja apenas ao formação do professor. Países como a Finlândia já adotam esse modelo. 

Deixe aqui sua opinião sobre isso: Sua formação foi suficiente para sua atuação em sala? Fez estágios? Eles foram complementares a sua formação? 

Abraços
Cris Chabes


5 de agosto de 2013

Narrativas memorialísticas - No seminário Vozes

Olá pessoal,

Nos dias 2,3 e 4 do mês  de Setembro deste ano ocorrerá  na Universidade Federal Fluminense - Niterói a V Edição do Seminário Vozes da Educação



O evento criado em 1996 pela Faculdade de formação de Professores da UERJ  busca promover a reconstrução da Memória e da História da Educação. E tem reunido durante todos estes anos professores e estudantes preocupados com estes tempos de educar que estamos vivendo.

Lembro-me que há algum tempo conversei com vocês sobre as nossas memórias... Lembam? (aqui). Na ocasião falei de um livro ( Narrativas Memoralísticas: Por uma arte Docente na Escolarização da Literatura.) que havia comprado recentemente e que me tinha chamado bastante atenção. 


Não fiz a resenha como havia me comprometido, mas li o livro e até utilizei algumas ideias dele em minha monografia. Sem falar, que conheci um pouco mais a Patrícia Porto ( escritora do livro) que atualmente é uma das minhas poetas preferidas. conheçam (aqui)

Pois bem, estou retornando ao livro da Patrícia e falando sobre o Seminário, porque no dia 3 setembro, durante o Seminário, haverá o relançamento do livro. Sendo portando este post um convite a todos que se identificarem com o tema a que estejam presentes ao Seminário ( inscreva-se aqui) e se puderem prestigiarem esta fantástica escritora que tem muitas coisas boas para nos falar e fazer refletir.

Eu já fiz minha inscrição e também estarei no Seminário apresentando um trabalho. Na verdade um artigo surgido a partir da minha monografia! 

Será um prazer encontrar vocês por lá!

Fica a dica!
Att

3 de agosto de 2013

Défcit de Atenção - Sinais que os pais devem ficar atentos

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença que atinge principalmente as crianças. E muitosnão percebem e outros enxergam problemas onde eles não existem. 
 — Sintomas mais comuns:
Desatenção: perdem facilmente o foco com seus pensamentos ou ambiente que tenha algum barulho.

Perda de objetos: material escolar, livros cadernos, com bastante frequencia.

Falta de paciência para a realização das tarefas escolares: não consegue manter a atenção por muito tempo e não termina de copiar as tarefas sugeridas.

Movimentação constante: é o que chamamos de hiperatividade. É comum que estejam sempre em movimento, principalmente mãos e pés. Levanta toda hora na sala e sobe em tudo. Como dizem "está ligado na tomada".
]

Passeios e brincadeiras: tem dificuldade de participar das atividades com calma e silêncio. Gostam de brincadeiras mais agitadas, correr, pular, etc.

Paciência: são impulsivas e não consegue esperar a vez de falar, de brincar, na fila, não espera a pessoa terminar a pergunta para responder.

Desatenção: são destraídas, esquece facilmente o que foi pedido para fazer e esquece recados a serem dados. Vive no mundo da lua.

Impulsividade: é explosiva e não conclui um pensamento. Brincadeiras com  as outras crianças sempre gera briga e discursões.
A Organização Mundial de Saúde (OMS),  segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência.
Isso serve como alerta chegou a hora de procurar uma ajuda de um profissional.