31 de maio de 2013

Projeto "Livro e Game" moderniza literatura brasileira

Olha que proposta interessante! Achei, vasculhando na internet, um projeto chamado "Livro e Game", que traz como proposta o trabalho com grandes obras da nossa literatura, como "O Cortiço", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "Dom Casmurro". São jogos interativos, que levam o estudante a navegar pelos aspectos mais importantes de cada história.

Entrei no jogo do livro "O Cortiço", porque era a história da qual me lembrava mais, e achei legal. Além disso, o site tem um espaço para um curso de formação para professores, para que o educador possa se familiarizar com o ambiente e trabalhar o projeto em sala.

Vale a pena dar uma conferida! Quem trabalha com literatura no Ensino Médio pode aproveitar bastante!

Bom fim de semana!
Elaine
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28 de maio de 2013

A escola que sempre sonhei...


Há alguns anos tive a oportunidade de assistir a uma palestra do grande Rubem Alves (escritor,educador e psicanalista) quanta sabedoria em uma pessoa só. Na época trabalhava em uma escola municipal e já era uma sonhadora...sonhava com o dia em que as escolas pudessem ser menos chatas, menos teóricas, onde os alunos tivessem vez, que sentissem prazer em estudar e principalmente, conseguissem ver que o aprendizado era realmente pra vida.


Foi quando eu conheci o livro "A escola que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir" que narra uma visita do autor (Rubem Alves) a uma escola em Portugal, logo no início já me emocionei, uma aluna foi quem apresentou a escola ao Rubem Alves e na sua descrição fiquei encantada...ah que bom seria se tivéssemos uma escola assim por aqui... 

Segue abaixo o trecho do livro no qual uma aluna apresenta a escola da ponte para Rubem Alves: 

“Não temos classes separadas, 1º ano, 2º ano, 3º ano... Também não temos aulas, em que um professor ensina a matéria. Aprendemos assim: formamos pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reunião-nos com uma professora e ela, conosco, estabelece um programa de trabalho de 15 dias, dando-nos orientação sobre o que deveremos pesquisar e os locais onde pesquisar. Usamos muito os recursos da Internet. Ao final dos 15 dias nos reunimos de novo e avaliamos o que aprendemos. Se o que aprendemos foi adequado, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto."

Ditas essas palavras ela abriu a porta e, ao entrar, o que vi me causou espanto. Era uma sala enorme, enorme mesmo, sem divisões, cheia das mesinhas baixas, próprias para as crianças. As crianças trabalhavam nos seus projetos, cada uma de uma forma. Moviam-se algumas pela sala, na maior ordem, tranquilamente. Ninguém corria. Ninguém falava em voz alta. Em lugares assim normalmente se ouve um zumbido, parecido com o zumbido de abelhas. Nem isso se ouvia. Notei, entre as crianças, algumas com síndrome de Down que também trabalhavam. As professoras estavam assentadas com as crianças, em algumas mesas, e se moviam quando necessário. Nenhum pedido de silêncio. Nenhum pedido de atenção. Não era necessário. À esquerda da porta de entrada havia frases escritas com letras grandes,afixadas na parede. A menina explicou: "Aprendemos a ler lendo frases inteiras". Lembrei-me que foi assim que eu aprendi a ler. Minha primeira cartilha se chamava "O Livro de Lili". Na primeira página havia o desenho de uma menininha com o seguinte texto, que nunca esqueci: "Olhem para mim ./ Eu me chamo Lili. / Eu comi muito doce. / Vocês gostam de doce? / Eu gosto tanto de doce!" Imaginei que a diferença, talvez, fosse que o texto do "Livro de Lili" tinha sido escrito por uma pessoa no seu escritório. E que as frases que se encontravam escritas na parede da "Escola da Ponte" eram frases propostas pelas próprias crianças, frases que diziam o que elas estavam vivendo. Aprendiam, assim, que a escrita serve para dizer a vida que cada um vive. Pensei que é assim que as crianças aprendem a falar. Elas aprendem palavras inteiras, pois somente palavras inteiras fazem sentido. Elas não aprendem os sons para depois juntar os sons em palavras. "Mas é importante saber as letras na ordem certa", ela continuou, "porque é assim que se aprende a ordem alfabética, necessária para o uso dos dicionários". 



E vocês, acham que é possível uma escola assim? 

27 de maio de 2013

"Precisamos dar tempo para os bebês serem bebês”

Olá Pessoal, 

Hoje vamos falar um pouco sobre os Bebês. Resolvi trazer este tema aqui, pois há algum tempo ouvi uma colega de trabalho mencionar que professores que trabalham em creches e Educação infantil querem, na verdade, menos trabalho. É CLARO que não concordei até porque penso que as séries iniciais seja a base de todo o restante da vida escolar de um indivíduo. 

Por isso penso ser importante pensarmos sobre as considerações feitas em um artigo publicado pela  Revista EI Educação Infantil, o qual algumas partes compartilho abaixo. Confira:

OS SABERES DOS BEBÊS


As descobertas realmente são recentes e, por isso mesmo, desconhecidas até mesmo por educadores. “Até os anos 70 compreendíamos os bebês como sujeitos muito passivos, mas os estudos atuais mostram que eles chegam ao mundo com um equipamento muito completo para realizar ações neste mundo”, resume a professora Maria Carmem Barbosa, pesquisadora e docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das maiores especialistas em educação de bebês no Brasil. O novo entendimento sobre a primeiríssima etapa da infância, no entanto, tem refletido em como a sociedade e a própria escola veem os bebês.

“Ao mesmo tempo em que os bebês estão se tornando visíveis, há uma preocupação acerca dos discursos que decorrem dessa ‘popularidade’”, reflete Paulo. O especialista se refere ao discurso da estimulação precoce, consequente, principalmente, das recentes descobertas da neurociência. “Nesse sentido há dois pontos de vista: o de que o bebê não é frágil, com o qual concordo, e o discurso de antecipar o desenvolvimento para dar mais subsídios à criança no futuro, sobre o qual sou contra. Precisamos dar tempo para os bebês serem  bebês”, defende. “Uma pessoa que se propõe a estar com bebês tem de ter a esperança da espera: é preciso ver se ele responde. É ter esperança para ver o que ele vai fazer”, define.


Cérebro em formação
  
Partindo do princípio da educação feita a partir e para a criança, as descobertas acerca do desenvolvimento dos bebês podem ser de grande valia para os educadores e a escola. A neurociência mostra que uma criança chega ao mundo com incríveis 100 bilhões de neurônios. Mais importante do que a quantidade é o que será feito deles. Até os 18 meses, os excessos são podados e as sinapses começam a ser construídas. Até os 3 anos, o cérebro está em formação. É nesses primeiros três anos de vida, portanto, que a interação com o ambiente e a estimulação permitem a construção das sinapses – que é o mesmo que dizer a construção do aprendizado. “Quanto mais cedo um bebê é estimulado, mais rápido se formam as sinapses”, explica a neuropedagoga Irene Maluf. “E quanto mais sinapses eu tenho sobre determinado assunto, mais facilidade terei nele no futuro.”


(...)

Os pequenos também são altamente solidários. Cientistas italianos colocaram gravação com choro de outros bebês para ver a reação dos pequenos ouvintes. Eles abriam o berreiro quando ouviam o choro do outro, mas não quando o choro era deles mesmos. Empatia pura. Indo mais além, uma pesquisadora da Universidade de Washington testou a atenção de crianças de nove meses para língua estrangeira. Quando eles ouviam um DVD com outra língua, não notavam, depois, quando alguém falava nesse outro idioma. No entanto, quando eles eram estimulados por uma professora de língua estrangeira, passaram a perceber quando as pessoas ao seu redor não estavam falando sua língua natal. A conclusão é que o aprendizado para línguas só funciona quando há interação social. 

  
Currículo para bebês



Uma das principais características da educação de bebês é que os educadores dessa fase precisam de uma formação específica, o que inclui aprender com seus alunos diariamente. Primeiro, é preciso decodificar a linguagem deles através de todas as suas manifestações. “O bebê, que já procura o olhar da mãe ao ser amamentado, tem sempre a necessidade de chamar a atenção do adulto, seja através do olhar, do choro, do riso ou quando começa a engatinhar, indo em direção aos mais velhos”, destaca Lígia Ebner Melchiori, professora doutora do Departamento de Psicologia da Unesp e autora do livro Linguagem de bebês: manual de estimulação (Editora Juruá). Quando estão no berçário e se reconhecem entre seus pares, ficam muito entusiasmados e estabelecem contato. “Eles tentam interagir com gritinhos, toques, olhares e sorrisos”, complementa Maria Carmem. “Eles são grandes comunicadores”, define.


Segundo, é preciso entender que os bebês aprendem com absolutamente tudo. Tacyana Karla é uma das autoras do livro Os saberes e as falas de bebês e suas professoras (Editora Autêntica), resultado de uma experiência realizada na segunda metade da década de 2000 na rede municipal do Recife. (...)

Organização do espaço

Para atiçar toda a capacidade investigativa dos pequenos cientistas é preciso que o ambiente seja rico em informações e organizado de forma que os próprios alunos o explorem. Uma sala limpa, iluminada, com fácil acesso aos materiais, segura, porém desafiadora, é um convite para os bebês fazerem suas próprias descobertas. Maria Carmem recomenda para bebês mais novos o uso de espelho, tapetes, rolinhos e almofadas que ajudem a sustentá-los e que favoreçam seus movimentos. 

Mas, embora importante, não é a infraestrutura que faz a diferença no dia a dia de um berçário, mas a ternura, o afeto e a criatividade das educadoras. “Não é preciso nem brinquedo caro”, afirma a professora Lígia, da Unesp, com conhecimento de causa.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui



E você o que pensa sobre a importância do trabalho na Educação Infantil? deixe seu comentário!


Uma Ótima Semana a Todos


26 de maio de 2013

A educação infantil pode ensinar a Universidade

A Educação Infantil pode ensinar a Universidade.

(Anne Lieri)



Imagem daqui.

O que vocês, pais, sentem quando seu filho tira uma nota vermelha na prova?

Essa semana minha filha me ligou com essa notícia e, como ela é bem estudiosa ficou tremendamente chateada com a nota 5,3 em Cálculo.

A questão que a perturbava era que sabia toda matéria, prestou atenção ás aulas e não concordou com algumas correções feitas pelo corretor da prova atribuindo pontos ás respostas. (Não é o professor da disciplina que corrigi,  mas outro.)

Além disso, toda a sala foi mal.

A primeira coisa a fazer num caso desses é pedir revisão de prova e aconselho o professor a corrigir junto ao aluno.

A segunda é não se cobrar tanto e, perceber que uma nota não é o fim do mundo e poderá recuperar mais adiante.

O que me chama atenção nesse caso é: como foi planejada essa avaliação? Será que foi o professor que elaborou ou mandou algum estagiário? O objetivo foi medir o acompanhamento da sala ou distribuir notas vermelhas?

Muito falamos nesse blog sobre a avaliação e não sei como funciona na Universidade, mas acredito que seja igual ás séries iniciais.

Para que serve avaliar, senão saber como os alunos entenderam o conteúdo e replanejar as aulas de acordo com o resultado?

Não tenho mestrado, nem doutorado, não sei nada de Cálculo, mas até que ponto a avaliação ainda é usada como instrumento de poder?

Infelizmente, ainda existe o conceito de que “o bom professor é o exigente que dá notas baixas.”.

Um dos motivos por eu ter optado pela educação infantil é que a avaliação é feita através de um relatório de observação da criança e não reprova, apenas nos dá diretrizes para reelaborar o planejamento.

É muito mais trabalhoso para o professor, que precisa estar sempre observando os alunos e anotando para fazer o relatório depois.

Esse relatório é lido pelos pais e pela coordenadora pedagógica. Entretanto é o professor que faz uma reflexão sobre a criança percebendo seus acertos e erros, reforçando onde achar necessário.

Talvez isso seja inviável numa faculdade, mas creio ter passado da hora dos educadores repensarem sua maneira de avaliar.

Nesse sentido penso que as Universidades têm muito a aprender com a educação infantil.




25 de maio de 2013

Problema com dislexia em sala de aula


Atualmente, temos convivido com casos de crianças com dificuldades em sala aula e muitas têm encaminhamentos que levam à suspeitas diversas. Uma dessas suspeitas  é a dislexia.
O professor por não saber como lidar com isso, fica esperando uma posição  que, na sua maioria  leva tempo, pois envolve psicólogos, fonos, psicopedagogos fechar um diagnóstico para poder trabalhar com a criança.
E pensando nas dificuldades de você  professor que está lendo agora, eu costumo fazer alguns "testes" quando tenho dúvidas de qual caminho seguir, principalmente quando estou na alfabetização. 
Os disléxicos geralmente têm muita dificuldade na decodificação de escrita e de símbolos gráficos, o que compromete muito a aprendizagem da leitura e escrita e a compreensão.
Como há muitos professores que também gostam de trabalhar com atividades diversificadas e sei que há uma grande quantidade de fonos, psicopedagogas e psicólogas que visitam o blog, achei legal disponibilizar duas atividades para disléxicos. 
Para ter acesso a elas é preciso acessar o link Educar - O primeiro passo. São simples, mas mesmo assim espero ter contribuído de alguma forma para o seu trabalho. 
Boa aula!

24 de maio de 2013

Deficit de atenção na França e nos Estados Unidos é diferente?

Recebi por e-mail essa matéria e quis compartilhar com vocês. Gostaria de saber a opinião dos amigos que seguem o blog sobre o que está sendo tratado nesse artigo, que é do site Cultivando o Equilíbrio.

Achei pertinente o assunto tratado, afinal de contas, devemos olhar com muito carinho para nossas crianças. Vejo que, em alguns casos, os diagnósticos de déficit de atenção, hiperatividade, déficit de processamento auditivo são dados muito rapidamente, e isso me preocupa, principalmente quando entra medicação na história. Eu entendo que a medicação se faz necessária em alguns casos, mas, muitas vezes, acredito que existem alternativas melhores e mais saudáveis para a criança.

Claro que cada caso é único e deve ser analisado com muita atenção, por isso esse texto me interessou. Bom, antes de continuar, clique no link abaixo para ler a matéria, o título já é bem chamativo: Por que as crianças francesas não têm deficit de atenção?

Qual a opinião de vocês? Acharam o tema pertinente ou discordam totalmente do que foi tratado?

Bom fim de semana!
Elaine
Imagem do Google

22 de maio de 2013

Lição de casa! Ufa!!!!

Lição de casa sempre foi entendida pelo professor como um complemento da lição de classe, mas pelo aluno nem sempre essa visão é clara. Algumas vezes ele recebe a tarefa a fazer sem muito entusiasmo.
Na última reunião de pais, falei do desafio e responsabilidade das crianças do 3o. ano com relação as lições propostas.

Educar para Crescer
Exemplo: Estamos trabalhando com as questões ortográficas do uso da letra R nas palavras na classe. Na leitura de um texto e procurando as palavras em grupo as crianças perceberam que o R se posiciona em diferentes lugares da palavra e tem sons diferentes. Montamos um painel com regras definidas pela classe para cada som. TRABALHO = R no meio da sílaba; CORRER = os dois RR dão um som forte; CADEIRA = R na sílaba final da palavra; RECADO = R na primeira sílaba; FORTE = R no final da sílaba; PARADO = R na sílaba do meio da palavra. De lição de casa eles deveriam pesquisar outras palavras para colarmos no painel. Daí veio uma das muitas desculpas: "Professora não fiz por que não achei nenhuma palavra"; Escrevi essa frase na lousa e perguntei aos alunos se nas palavras escritas havia o R. Todas perceberam que sim. Então pedi para que observassem o ambiente da sala e nomeando os objetos me dissessem quais tinham o R. O mesmo foi feito lembrando dos objetos que podem compor uma cozinha e outros cômodos da casa, demonstrando que nem sempre precisamos de livros e revistas para fazer uma tarefa de casa. 

Educar para Crescer
Voltei para casa pensando em como abordar o assunto com os alunos após a reunião, já que nem sempre os pais podem ajudar: "Professora não tenho tempo de fazer as lições com ele, ou professora eu não tenho muitos livros para pesquisa em casa". 
Comecei a ler a respeito e encontrei um material muito interessante na Revista Nova escola que vou usar para fazer um debate sobre o assunto com os meus alunos. Depois conto o resultado para vocês. 

Outra abordagem muito interessante que li vou compartilhar parte aqui

Educar para Crescer
"A complexidade das tarefas e o tempo necessário à sua realização têm de estar de acordo com a idade, .......", defende a professora Maria Eulina. Se você pede como tarefa a leitura de um texto que foi entregue em sala, a garotada não requer ajuda para cumprir o combinado. No entanto, uma pesquisa sobre um tema específico, sem indicação de materiais de consulta e de explicações sobre os procedimentos a adotar para realizá-la, provavelmente vai demandar o socorro dos pais - o que não é recomendável. 

Conhecendo bem as condições de vida.........  Eles possuem em casa um espaço propício aos estudos, com uma mesa, boa iluminação e sem interferência da TV, por exemplo? Precisam comprar algum tipo de material?... Como é a rotina deles fora da escola? Saber se eles têm livros e acesso à internet é outra tarefa sua. 


Educar para Crescer
A correção da lição também é algo muito importante para o aluno. Ele precisa saber se está realizando tudo de acordo com o solicitado pela professora. Eu tenho o hábito ( estou com 3o. ano) de fazer a correção coletiva no dia seguinte e tem funcionado bem. Eles leem  vão ao quadro resolver as questões, compartilham a maneira como resolveram as questões. 




E você professor, como você planeja a lição de casa? Que atividades você costuma pedir para que os alunos realizem em casa? Como você corrige essa tarefa? 

Se você é pai de aluno como vê essa questão? Que sugestão tem para nos dar?

Dois pais da minha sala deram como sugestão para poder localizar as páginas do livro que deveriam ser realizadas, um formulário na contra capa com o número das páginas e a data de entrega. Isso facilitou a localização da tarefa.

Conte-nos sua experiência! 

Abraços 
Cris Chabes


21 de maio de 2013

Orientações para o Mediador Escolar

Imagem retirada do Google
Semana passada postei sobre o papel do Mediador Escolar, relembre aqui
O mediador ajuda o professor nas situações em que o aluno com algum déficit ou alguma síndrome precisa em sala de aula.

Hoje volto a falar sobre este tema e trago as orientações dadas em relação às situações sociais e comportamentais que constam no Manual elaborado pelos profissionais do Instituto Priorit

  • Mediar às situações sociais ensinando a criança como participar, compartilhar e interagir no grupo.
  • Minimizar a tendência da criança ao isolamento social, facilitando sua interação.
  • Ensinar a criança a abordar o outro na tentativa de interação, estimulando o contato visual e a utilização dos cumprimentos usuais.
  • Desviar a atenção da criança das manias, rituais e atividades repetitivas e estereotipadas.
  • Intervir adequadamente nas reações comportamentais drásticas diante de mudanças na rotina ou no ambiente escolar.
  • Ensinar a criança a olhar para o grupo e a observar o comportamento das outras crianças estimulando a imitação. O mediador pode direcionar o olhar da criança apenas falando ao seu ouvido ou mesmo virando seu rosto e corpo delicadamente para onde estão os outros.
  • Observar detalhadamente cada situação, com o objetivo de prevenir comportamentos inadequados, antecipando verbalmente ou através de informações visuais o que vai acontecer.
  • Minimizar e intervir em situações que causam desconforto sensorial, explicando o ocorrido.
  • Ensinar a criança a se acalmar, e, caso necessário, levá-la a um ambiente mais tranqüilo.
  • Usar histórias ou representações para explicar soluções e possibilidades de ações em situações sociais específicas.
  • Estimular a empatia, o vínculo e o prazer no convívio social.
  • Encorajar a criança a solicitar ajuda do professor ou dos próprios colegas.
  • Evitar o acesso aos objetos ou materiais que fazem parte dos interesses restritos da criança e que a afastam do grupo ou das atividades propostas.
  • Aproveitar, dentro do possível, os interesses restritos da criança tornando-os uma fonte motivadora de contato social.
  • Tornar a vida da criança previsível através da estruturação de rotinas, reduzindo o imprevisível que muitas vezes geram birras e/ou comportamentos inadequados.
  • Organizar, sempre que necessário, a seqüência das atividades diárias através de informações visuais (cartões com fotos, desenhos ou imagens) para reduzir o nível de ansiedade da criança.
  • Ensinar noção de tempo, utilizando um relógio, um calendário de fácil compreensão ou a através da própria organização da rotina.
  • Sempre que possível, ensinar a criança a se colocar no lugar do outro, refletindo também sobre o pensamento e os sentimentos das pessoas.
  • Estimular a criança, após uma situação de conflito, a refletir como o seu comportamento ou atitude atingiu o grupo, um colega ou professor especificamente, orientando-a a pedir desculpas, caso haja necessidade.
  • Estimular a criança a refletir sempre sobre estratégias alternativas para resolver determinada situação.
  • Ensinar as habilidades sociais de como se apresentar, como pedir algo e como se expressar em determinadas situações sociais.
  • Oferecer o reforço positivo (verbal ou gestual) sempre que a criança apresentar um comportamento correto e adequado.
  • Ignorar, corrigir ou redirecionar um comportamento incorreto ou inadequado. Sempre que necessário dizer para a criança o que se espera dela em cada situação.
  • Auxiliar a criança no desenvolvimento de sua autonomia, iniciativa e compreensão    daquilo que está fazendo ou do que precisa fazer.              

São orientações que servem para todos nós educadores ao trabalharmos com crianças que apresentam dificuldades.




                                                                                                                   Professora Melissa






20 de maio de 2013

O amor é contagioso - Uma história Real




Você, com certeza, já deve ter ouvido falar e até mesmo assistido ao filme Patch Adams. Acertei?!! Pois bem, e com certeza você também deve saber que esta é uma história real vivida por um médico norte-americano que ficou famoso por sua fora "inusitada de tratamento aos enfermos.

Bem, Eu já conhecia ao filme, mas foi nesta última semana que fiquei ciente de que esta era uma história real.  E resolvi compartilhar aqui com vocês porque tenho certeza que este é mais um lado da educação que temos que cuidar. 

O mundo tem perdido as cores para algumas crianças que na flor da idade são surpreendidas por algumas doenças crônicas e quando não há quem olhe por elas o transtorno fica ainda mais difícil de ser enfrentado. Então, por que não levá-los de volta às cores da vida. 

Uma simples brincadeira vale muito, veja:



Na realidade não lembro somente das crianças, lembro-me também dos adultos e dos adolescentes que diariamente frequentam os hospitais de nossas cidades e que precisam de pessoas corajosas e preparadas para ajudá-las em mais este desafio. 

Patch Adams foi um desses corajosos, mas temos com exemplo também os professores que trabalham em classes hospitalares e tornam possível a execução da Pedagogia Hospitalar que aos poucos vem sendo difundida em nosso pais e tem como objetivo garantir ao enfermos continuidade nos estudos mesmo estando nos hospitais ( leia mais aqui)



Outro grupo bastante interessante são os Doutores da Alegria que, seguindo o modelo de Petch Adans levam o brilho de um sorriso aos hospitais e aos coração de quem tem o prazer de assisti-los. Confira:


E você, o que pensa sobre estas práticas. Já as conhecia? Conhece alguém que faz este tipo de trabalho? e o filme já conhecia?


Boa semana e reflexão à todos





19 de maio de 2013

Educação sexual na educação infantil


Educação sexual na educação infantil

(Anne Lieri)




imagem daqui.

Quando falamos em educação sexual nas escolas, imediatamente aparecem as pessoas que são contra.

Confesso que eu também era mas, quando fiz o curso de educação sexual para educação infantil, compreendi o quanto é importante essa orientação nas escolas.

Passei para minhas colegas tudo que aprendi e tivemos resultados incríveis com nossos alunos!

Considero benéfico esse curso para as crianças, desde que os professores tenham tido uma orientação.

Eu trabalhava com crianças de seis anos e tinha um sério problema na sala: a curiosidade quanto ao gênero sexual.

Os meninos corriam atrás das meninas, levantavam suas saias, as perseguiam no banheiro... era um inferno!

Através de histórias específicas sobre o assunto e com abordagem apropriada para a idade, expliquei as diferenças e... pasmem! Acabou o problema!

Satisfeita a curiosidade, a criança se sente tranquila e não quer saber mais. Fica satisfeita e o assunto se torna banal.

Ninguém vai passar para os alunos, filmes de relações sexuais!

Infelizmente muitos pensam assim e, é muito importante uma reunião explicativa para os pais antes de começar.

A educação sexual proporciona um conhecimento melhor do próprio corpo, o respeito ás diferenças, o aumento da autoestima, dentre outras coisas.

Quando uma criança aprende que o corpo é seu e ninguém deve manipulá-lo sem a sua permissão e desejo, trabalhamos a prevenção da pedofilia, comum em toda parte do país.

Por este motivo, precisamos nos libertar de preconceitos, conhecer o assunto e saber como será ministrado, antes de nos posicionar contra alguma coisa.





18 de maio de 2013

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


O problema de abuso contra crianças e adolescentes ainda aflige a muitos países. E acontece a todas as classes sociais. Muitas dessas crianças e adolescentes são sequestradas, drogadas, espancadas, estranguladas e mortas por membro da própria família ou de algum conhecido.

Mas, o que venho observando é que aumentou o número de denúncia e o governo vem incentivando muito para que isso aconteça através da propaganda. E é através da denúncia é que pode-se fazer todo o trabalho sigiloso de acolhimento à vítima. Então, denuncie, não tenha medo e lembre-se que pode acontecer com um membro de sua família. 

17 de maio de 2013

A inclusão escolar e o cotidiano da sala de aula

Há muitos anos fala-se sobre a inclusão escolar. Desde o ano passado, tenho vivenciado experiências com uma aluna que é cadeirante e teve um tipo de paralisia cerebral. Quando me tornei uma de suas professoras, no 8º ano, fiquei muito preocupada e aflita, não me considerava preparada e ainda não me considero plenamente, sempre acho que falta algo. Falar sobre inclusão é bem diferente da prática cotidiana.

O nosso país está realmente preparado para essa tarefa? Não falo somente de escolas públicas, mas de particulares também. Estava pesquisando sobre o assunto e achei esse vídeo, que aborda a questão através da professora Elaine Correa, do CEU Navegantes, em São Paulo. Através de sua própria experiência, ela trata do assunto. O vídeo é bem interessante:



Amigos professores, gostaria de saber a opinião de vocês sobre o assunto e também perguntar como vocês, que têm alunos de inclusão, trabalham com os alunos. Se possível, utilizar esse espaço para uma troca de experiências. E também saber como os pais lidam com a questão.

Bom fim de semana!
Elaine

16 de maio de 2013

Aula de inglês para Educação Infantil #6 - Toys

Para trabalhar o vocabulário sobre os TOYS: TRAIN, DOLL, BALL, PLANE, fiz uma bolsinha para os alunos e dentro, coloquei os brinquedos recortados em cartolina.

Molde dos TOYS desenhados livremente por mim.

TOYS feitos em cartolina. Escolhi as cores que estávamos trabalhando em aula.

As BAGS foram feitas com papel A4 e a alça de cartolina.

Cada aluno ganhou uma BAG com os TOYS DENTRO.


Muito há o que se explorar usando a BAG. Meus alunos amaram e de forma lúdica aprenderam mais um vocabulário em inglês, usando frases simples, como "My train is red", "I love my ball", "I have a doll", etc.




See you!




15 de maio de 2013

Professora ou Tia?

- Tia, veja se a minha lição está legal?
- Me desculpe, eu sou sua professora, não sua tia. Quanto a sua lição.......

Professora ou Tia?


imagem do google


O costume de chamar a professora de “tia” vem da década de 60. As mulheres, ao buscar afirmação profissional, recorriam às escolas para cuidar de seus filhos e, de certa forma, segundo relato de mães, entregar os filhos à tia e não à professora lhes aliviava a culpa. Contudo, esse tratamento dissimula a relação de autoridade. 

A criança precisa diferenciar universos e perceber que cada espaço tem seus próprios valores, concluíram os pedagogos. As escolas com método sócio construtivo, começaram a rever o tratamento nos anos 70 e pensar no profissional da educação como um educador que interage com o aluno e o conhecimento, sem perder o envolvimento emocional. 


imagem do google


Algumas escolas adotam e permitem o tratamento de professoras pelas crianças por “tias”, o que é um erro enorme, pois isso prejudica o desenvolvimento da maturidade dos alunos, cria um vínculo entre professora e aluno que não contribui em nada com o ensino-aprendizagem, além de fazer com que as educadoras percam a referência do nome e o seu valor da profissão.

As crianças, com o tempo acabam percebendo por si que professora é a pessoa que educa, ensina brincadeiras, criar, inventar; enquanto que a tia é a irmão da mãe ou do pai.

imagem do google

Paulo Freire (1997) afirma que “a tarefa de ensinar” não deve transformar “a professora em tia de seus alunos da mesma forma como uma tia qualquer não se converte em professora de seus sobrinhos só por ser tia deles. Ensinar é profissão que envolve certa tarefa, certa militância, certa especificidade no seu cumprimento enquanto ser tia é viver uma relação de parentesco”. 


Referência bibliográfica: FREIRE, Paulo. “Professora sim, tia não”. São Paulo: Olho d’Água, 1997. 

Beijocas
Cris Chabes

14 de maio de 2013

Qual o papel do Mediador Escolar?

Um assunto um pouco polêmico e importante para discutirmos é a questão do Mediador Escolar, um educador que pode ser contratado pela escola ou pela família para acompanhar e orientar os trabalhos escolares das crianças com alguma deficiência.

Acredito ser de grande importância a presença desses professores para um melhor desempenho dos alunos no grupo, um apoio para o professor regente e um elo de ligação entre o professor e o aluno.

Muitos professores se preguntam: qual o verdadeiro papel do mediador? O que o mediador escolar pode fazer para ajudar no trabalho em sala?

Tenho participado de alguns encontros com vários educadores aqui no Rio e em um deles recebemos um manual, um norteador para que possamos acompanhar o trabalho deste profissional. Esse documento foi elaborado pelo instituto Priorit (Aline Kabarite-fonoaudióloga e Roberta Marcello-psicóloga) e pela mediadora Vanessa de Freitas Schaffel. 


Qual o papel do mediador escolar?

  • Atuar no ambiente escolar, dentro da sala e demais dependências da escola,e também nos passeios extras (fora da escola) que ocorrerem dentro do horário da mediação.
  • Ser assíduo e pontual, respeitando os horários, as regras e normas da instituição escolar onde faz a mediação.
  • Ser discreto e profissional evitando envolver-se em assuntos que não dizem respeito ao trabalho de mediação.
  • Lembrar sempre que o que ocorre no ambiente escolar deve ser compartilhado e  discutido apenas com os profissionais envolvidos, equipe pedagógica e terapeutas responsáveis pela orientação.
  • Solicitar apoio e supervisão da equipe responsável sempre que sentir necessidade, evitando passar problemas e dificuldades pertinentes à mediação aos responsáveis.
  • Avisar com antecedência, sempre que possível, caso precise faltar para que a equipe terapêutica possa decidir junto à escola e aos responsáveis qual o procedimento indicado.
  • Vestir-se adequadamente, utilizando sempre roupas que possibilitem uma fácil movimentação; evitar usar saias, shorts, blusas decotadas, sandálias, sapatos com salto, relógio, anéis, brincos grandes, colares, pulseiras e unhas grandes que possam vir a machucar a criança.
  • Estabelecer um contato diário com o responsável (família), caso necessário utilizar uma agenda ou um caderno “leva e traz”, para que ambos possam trocar  informações sobre o dia a dia da criança.
  • Entregar os registros semanais e mensais pontualmente, participando das supervisões, grupos de estudo e treinamentos com as terapeutas responsáveis.
  • Conversar com o professor explicando, sempre que necessário, os porquês dos  procedimentos e intervenções realizados no ambiente escolar.
  • Entrar em contato com os terapeutas responsáveis caso perceba a necessidade de uma reunião extra com o professor ou equipe pedagógica.
  • Manter sempre a atenção da criança voltada para as ordens e informações dadas pelo professor.
  • Orientar o grupo de colegas da sala a não valorizar ou mesmo ignorar as estereotipias e outros comportamentos inadequados.
  • Atuar no momento da entrada ou saída escolar, direcionando a criança ao grupo  e ensinando-a como se comportar naquele momento, estimulando o cumprimento da rotina e das ordens dadas pela professora.
  • Durante o recreio mediar à relação da criança com os seus colegas nas brincadeiras e situações sociais.
  • Dirigir-se com a criança ao banheiro, caso haja necessidade, auxiliando-a em seus hábitos de higiene promovendo assim maior independência e autonomia. Caso exista na escola um profissional específico para auxiliar os alunos nesse momento, o mediador estará apenas por perto, intervindo caso ocorra algum conflito ou dificuldade entre eles.
  • Manter-se sempre junto ao grupo e ao professor de sala, cumprindo, dentro do possível, toda a rotina e as atividades pedagógicas.
  • Atuar em parceria com o professor dentro de sala de aula.