30 de abril de 2013

Vestibular aos 6 anos?



Na revista Gestão Escolar deste mês veio uma matéria dizendo que a Justiça Federal proibiu a realização de testes e provas de caráter classificatório ou eliminatório para o ingresso no Ensino Fundamental! Em São Paulo esta lei já está valendo,mas aqui no Rio muitas escolas ainda aplicam esse tipo de seleção.

Na minha opinião essas provinhas e testes jamais deveriam ter existido, as escolas com o objetivo de selecionar os "melhores" acabam não dando oportunidade para os demais. Além de estressar a criança com aulas particulares durante todo o ano com atividades de treino mecânico e sem sentido, muitas vezes a escolha é feita sem ter um olhar particular para a criança!

Até entendo a preocupação da família em querer que seus filhos estudem nas escolas ditas como "fortes" e de bons resultados no ENEM, mas isso não garante um futuro melhor para ninguém! Como bem diz o texto "Os processos seletivos provocam ansiedade, pressão e em muitas vezes o fracasso!" 

E vocês, mãe, pai e educadora, o que acham dessas seleções aos 6/7 anos?

Que fique a reflexão...

Professora Melissa

28 de abril de 2013

A educação na estrada


A educação na estrada

(Anne Lieri)



Imagem  daqui.


Hoje comemoramos o dia da educação e nosso blog, não poderia deixar de comentar a respeito.

Somos professoras, brasileiras e adoramos nossa profissão.

A educação é nossa vida e acreditamos que ela é a base para um país desenvolvido.

Apesar dos índices de analfabetismo, evasão escolar e repetência terem diminuído nos últimos anos, estamos muito aquém de ser um país com a educação que desejamos.

Ainda há muitas crianças fora da escola, com deficiência na aprendizagem, dificuldades de acesso, de transporte, alimentação e algumas precisam trabalhar para ajudar os pais.

Sabemos que quanto maior a instrução, melhores chances no mercado de trabalho, mas nosso país ainda caminha a passos lentos e, se existem bons resultados em algumas regiões, muito devemos a iniciativas particulares de educadores e pessoas da comunidade.

Enquanto não houver a consciência de que a educação é um processo que começa em casa e, o governo não favorecer a independência das famílias para que aumente o acesso á escola, teremos pouco a festejar nesse dia.

Que ao invés de esmolas, vejamos nos próximos anos, atitudes eficazes para a erradicação da pobreza e do analfabetismo.

Ao contrário das estatísticas, não creio que o Brasil seja um país que saiu da miséria. Não é o que vejo em sala de aula.

Enquanto houver desvios de dinheiro público, é sinal que a educação ainda não ganhou esse jogo e há uma extensa estrada a caminhar.

27 de abril de 2013

Um Bom Professor, Um Bom Começo

Saber o que ensinar é fundamental na profissão de um bom professor. Além do domínio pleno do conteúdo, deve-se mostrar que conhece bem o assunto a ser apresentado para os alunos.  

Se o professor não conhecer as diferentes estratégias e metodologias de ensino, de nada adianta dominar a teoria.

As novas tecnologias, só fazem sentido se o professor sabe aonde quer chegar e sabe que determinados conteúdos curriculares podem ter sua aprendizagem facilitada por meio do uso desses ou daquele recurso digital. O docente deve saber criar oportunidades para o aluno aprender com todas as ferramentas de ensino, sejam velhas ou novas.

Para ser professor, não basta gostar de ensinar, tem que gostar também de aprender.  Deve estar sempre se atualizando em relação à aprendizagem das crianças e, como ensiná-las da melhor forma. É preciso conhecer diferentes perfis de estudante e respeitar as diferenças sociais, culturais, étnicas e raciais. Saber ouvir é a ferramenta principal do professor, não pode esquecer de demonstrar interesse por ouvir os alunos. Essa ferramenta ajuda a ganhar a confiança deles além criar vínculos de amizade.

Saber trabalhar em equipe é fundamental e é também um aspecto relevante no trabalho do professor, o que inclui estabelecer parcerias com outros professores que pode ser da mesma escola ou não. Saber também usar e lidar com avaliações de diferentes tipos é imprescindível para aprendizado da turma.



26 de abril de 2013

Cyberbullying: como orientar nossos alunos?

Nesse mundo tecnológico em que vivemos, é muito comum ver crianças e adolescentes com celulares, tablets, dentre outros aparelhos, conectados na internet o tempo todo. No meu caso, que trabalho em colégio particular, nossa briga para que eles desliguem os celulares é muito grande.

Ontem, por acaso, surgiu em uma turma de 8º ano a questão do cyberbullying. Estava falando para eles sobre a liberdade de expressão, defendida pelos filósofos iluministas do século XVIII, e fiz um paralelo com a atualidade, relacionando essa ideia iluminista ao fato de muitos hoje acharem que, na internet, tudo pode ser dito.

Apareceu uma discussão muito legal sobre liberdade de expressão, falta de ética, direitos e cyberbulling. Muitos expressaram suas opiniões e disseram que as pessoas que praticam esse tipo de bullying deveriam ser punidas de alguma forma, pois este é um fato muito grave, que pode destruir a vida de uma pessoa. Inclusive acabei citando alguns casos que foram veiculados pela mídia de jovens que cometeram suicídio por causa das ofensas sofridas.

A conversa foi bem legal. O assunto inicial da aula, o Iluminismo, ficou para outro dia. Mas achei importante alertá-los sobre os perigos da internet. Participar de redes sociais é legal, mas devemos ter consciência de que aquilo que postamos precisa ser feito com responsabilidade.

Achei um vídeo, disponibilizado pela organização Criança mais Segura, que ilustra bem o que meus alunos e eu conversamos. A frase que encerra o vídeo resume bem a fala dos meus alunos.



Bom fim de semana!
Elaine


22 de abril de 2013

Alfabetização sociconstrutivista

Um texto divertido em formato de receita que mostra um pouco como deve acontecer a alfabetização dentro da proposta socioconstrutivista:



Alfabetização socioconstrutivista®
Ler cuidadosamente antes de usar.
Uso pediátrico e adulto.

Composição:
Planejamento ................................................100 mg Dedicação......................................................100 mg
Intervenção-mediação ................................100 mg Credibilidade.................................................100 mg Mobilização....................................................100 mg
Diversidade de textos ................................100 mg
Amor ..............................................................100 mg


Informação ao professor
O processo de alfabetização precisa ser reconstruído. Para isso, devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem o nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. O professor deve ser mediador e saber como a criança aprende. É importante o trabalho em grupo. Caso surjam dúvidas desagradáveis durante a alfabetização, aconselha-se estudar mais e planejar melhor, selecionando novas atividades que favoreçam uma alfabetização eficiente.

Indicações
É indicada a todas as crianças, sem distinção de idade, cor, raça, religião ou classe social, e a jovens e adultos que ainda não tenham feito uso do medicamento.

Contra-indicações
Não tem.

Precauções
O trabalho deve estar centrado nos textos. É fundamental trabalhar com textos diversificados. Mas esse trabalho, para ser eficaz, depende da intervenção que o professor vai fazer.

Reações Adversas
Professores que não acreditam na capacidade da criança de aprender e não acreditam que ela aprende construindo seu conhecimento devem ser advertidos da possibilidade de a criança não se alfabetizar com sua ajuda.

Posologia
Textos diversificados, atividades de acordo com o nível de aprendizagem que a criança se encontra, num total de pelo menos quatro horas diárias. Advertimos que quando as atividades não são administradas em conformidade com as doses preconizadas e não são mediadas corretamente pelo professor, não se promove alfabetização significativa.

Uso sob prescrição pedagógica.




Responsável técnica: Professora Ligia F. Jacomini Machado Mandaguari – Paraná – Brasil

Texto extraído do Curso de Professores Alfabetizadores(Profa)



Recreio também é coisa séria! concorda?


Já reparam como nossas crianças gostam de correr durante o recreio.  Nada contra a correria, pois sei que uma corrida boa e planejada pode ser saudável para a saúde, mas correr por correr e correr... Pode não ser tão saudável assim e acabar gerando alguns problemas,  e dentre eles, aqueles famosos acidentes do recreio...




Pensando nestes acidentes, nós lá da escola resolvemos criar, dentro do plano de gestão, um projeto para o recreio. Juntamo-nos em grupos para refletir as necessidades da escola e estruturar brincadeiras, atividades para que nossos alunos tenham mais opções de atividades durante do recreio e possam aproveitá-lo de forma saudável e produtiva.


Em nossas pesquisas constatamos que a palavra recreio é uma derivação da palavra recrear que vem do Latim recrearee e indica a possibilidade de proporcionar recreio, de divertir, causar alegria, prazer de brincar.




De acordo com Cavallari; Zacarias (1994, p. 15), apud Neuenfeldt (2005): “o momento, ou a circunstância que o indivíduo escolhe espontânea e deliberadamente, através do qual ele satisfaz (sacia) seus anseios voltados ao seu lazer". E o lazer conforme nos diz Dumazedier (1980, p. 109) apud Neuenfeldt (2005):

É o tempo que cada um tem para si, depois de ter cumprido, segundo as normas sociais do momento, suas obrigações profissionais, familiares, sócioespirituais e sociopolíticas. É o tempo vital que cada um procura defender, contra tudo que o impede de ocupar-se consigo mesmo.

Essas informações nos levam a enxergar o recreio além daquela aparente idéia de um espaço de descanso para os professores e "liberdade" para os alunos fazerem o que bem entenderem, pois como sabemos a escola é um espaço de aprendizagens e se soubermos aproveitar bem todos os seus espaços teremos com eles muitos sucessos.

Recreio é um espaço onde por meio de brincadeiras e interações criam-se laços afetivos e laços sociais então, nada melhor do que aproveitar este espaço da melhor maneira possível não é verdade?



Bom, lá na escola dividimos as atividades conforme as séries. Cada recreio terá atividades específicas e que serão modificadas no decorrer do ano letivo.

Brincar é coisa séria e merece ser bem pensado. Concordam?
Diz ai, o que você pensa sobre este assunto? Tem alguma experiência para contar?


Deixo aqui algumas referências utilizadas para a elaboração deste projeto lá na escola:


Boa semana

21 de abril de 2013

Avaliação em Foco: O diálogo na educação de jovens e adultos


O diálogo na educação de jovens e adultos
(Sara dos Santos Rodrigues)


Cada vez mais os jovens e adultos procuram a escola para garantir trabalho, sobrevivência e participação social efetiva.

A meta é dar continuidade aos estudos.

Mesmo assim, como explicar a retenção e evasão crescentes desse nível de ensino?

Ao encontrar atividades infantilizadas, com certeza haverá a desmotivação e o aluno não perceberá o objetivo do que está sendo ensinado.

Nesse momento o professor deve dialogar sobre a importância de cada conteúdo para o dia o dia do estudante.

Entretanto, a escola deve estar preparada para os diversos motivos que levam a evasão, dependendo da região, do clima, da idade, problemas de saúde e outros.

Nesse caso, a conversa sobre horários alternativos de estudo se faz necessária.

A avaliação também é um fator de desistência. Inúmeras vezes quando se depara com uma prova muito extensa o aluno se sente impotente.

Desmistificar duras lembranças da infância e da adolescência fará com que eles se sintam mais seguros nesse momento.

É interessante frisar que em todo momento da vida somos avaliados e esse é um instrumento que mostra quanto aprendemos e quanto devemos melhorar.

Um desses instrumentos de avaliação é o diálogo. O professor pode conversar individualmente ou em grupo para saber quais são as dificuldades e avanços de cada um.

Conhecer as histórias de vida de seus alunos propicia um trabalho significativo em que o professor estará ensinando, aprendendo e refletindo.

Concluímos, então, que o diálogo e um processo de ensino-aprendizagem significativo para jovens e adultos são importantes para seu desenvolvimento pessoal e profissional, garantindo sua permanência na escola.


Resenha- Anne Lieri
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”
Imagem - Marcela Weiberger




Assine já a Revista Avaliação em Foco.
Mais informações no site: http://avaliacaoemfoco.com.br/


20 de abril de 2013

Avaliação em Foco: Muito além dos números: a relação dos professores com avaliação em larga escala

Alessandra Camargo, Professora, Psicopedagoga, Diretora e Graduada em Letras, fala sobre o método de avaliação em larga escala que está sendo aplicado nos últimos anos pelos relatórios de Análise Operacional lançado pelo Instituto Nacional de Pesquisas em Educação - INPE. Alessandra reflete sobre esse instrumento avaliativo e suas possíveis implicações onde o foco desses relatórios está mais pautado na logística de aplicação, do que propriamente nas análises pedagógicas.

É uma proposta por um sistema de avaliação de larga escala em que algumas determinadas medidas podem  dar positiva ou negativamente na educação. Quando se trabalha com a ideia de escala, está trabalhando com medidas de padrões e parâmetros. 

O que esses dados representam para o professor? Segundo a autora do texto,não é preciso ir muito a fundo para constatar que a maioria dos professores não sabe o que fazer com os índices das avaliações de que falamos.Constata-se que ter números em mãos não foi e nunca será suficiente para que haja mudança educacional significativa no sentido amplo da palavra.

Essa é uma questão que tem que ser discutida, pois aparentemente está se referindo ao currículo escolar. Nesse caso, o currículo está sendo visto como um currículo pré-definido e todo mundo terá que fazer igual. É o caso da Prova Brasil, onde é aplicado a todos os alunos no 5º e 9º anos do ensino fundamental. Outra é o ENEM onde estabelece um paralelo pra traçar o conhecimento que irá acontecer no ensino médio.

Eu percebo que embora seja um tema controverso, as avaliações em larga escala possibilitam um olhar externo sobre o ensino realizado nas escolas públicas onde permite uma elaboração de políticas educacionais.

Professora Melissa




Resenha- Melissa Machado
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”


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19 de abril de 2013

Avaliação em Foco: Avaliar ou verificar a aprendizagem escolar - o que praticam os docentes?

Avaliação é uma palavra presente no cotidiano escolar, sabemos disso. E sabemos também que as discussões sobre o tema são constantes, afinal de contas, não podemos fugir desse processo.

A questão discutida no artigo da revista Avaliação em Foco é justamente a forma como nós professores fazemos essa avaliação: é meramente quantitativa ou qualitativa?  O professor verifica ou avalia?

A questão da verificação para cumprimento do regimento escolar ou de provas como a Provinha Brasil, a Prova Brasil e outras não leva em consideração todos os aspectos da aprendizagem do aluno. Muitas vezes nos são mostrados números frios, que não podem simplesmente nos servir como meras estatísticas: a questão da avaliação como parte do processo de aprendizagem se apresenta como fundamental para os professores.

Devemos utilizar esses números como parte de um replanejamento constante, efetivo, significativo para nossos alunos. Devemos levar em consideração a qualidade, e não somente a quantidade. A avaliação de forma contínua e cumulativa, como nos mostra a LDB, muitas vezes fica somente na teoria. Nos vemos rodeados por notas e diários que servem como um ferramenta burocrática que, por muitas vezes, não leva em consideração a individualidade de nossas crianças.

Verificar se a aprendizagem foi significativa é sim um processo trabalhoso, claro, que exige recriação e replanejamento constantes. Mas é uma boa forma de conhecermos melhor o público com o qual lidamos. Para mim, é a humanização do processo de aprendizagem.

Bom fim de semana!
Elaine



Resenha- Elaine Serrano
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”


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18 de abril de 2013

Avaliação em Foco: Projeto interdisciplinar - Édipo Rei


A palavra interdisciplinaridade é conhecida pelos professores, mas na prática, realizar um projeto interdisciplinar está muito longe de muitas escolas, pois demanda criatividade, tempo, trabalho em equipe e muita boa vontade...


Imagina elaborar um projeto interdisciplinar para discutir sobre Édipo Rei, de Sófocles, da cultura grega? Sim, exatamente isso o que você leu. 

Professores se juntaram e desenvolveram um projeto interdisciplinar com este tema, envolvendo o maior número de disciplinas: LITERATURA, HISTÓRIA, ARTES, MATEMÁTICA, FILOSOFIA, CIÊNCIAS NATURAIS, SOCIOLOGIA, EDUCAÇÃO FÍSICA, LÍNGUA INGLESA E GEOGRAFIA. 
Quer saber mais sobre esta proposta? Leia em Avalição em Foco.



Resenha - Genis Borges
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”

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17 de abril de 2013

Avaliação em Foco: Avaliação da Aprendizagem e os Resultados das Avaliações Externas

Li uma matéria muito interessante na revista Avaliação em Foco, cujo tema é “Avaliação da Aprendizagem e os Resultados das Avaliações Externas: Um diálogo necessário para a qualidade educacional” escrita por Valéria Siqueira.

Essa matéria veio de encontro como os estudos, que nós professores realizamos nas unidades escolares sobre os resultados das avaliações aplicadas pelo governo do estado de São Paulo, a PROVA BRASIL e o SARESP, nestes dias de planejamento.

imagem google
Toda avaliação, formal ou informal, é um instrumento de verificação do quanto o aluno já sabe, mas também reflete a qualidade do sistema de ensino. “A avaliação da aprendizagem, portanto, é essencial para o desenvolvimento do trabalho pedagógico, avaliando a aprendizagem dos alunos e construindo oportunidades de reflexão e análise da realidade dos fatos, bem como criando espaços e diretrizes para ações posteriores.”

A partir dos resultados obtidos na avaliação de larga escala realizada pelo governo, conseguimos observar o maior e menor números de acertos e erros obtidos em cada questão e com isso analisar e elaborar novas formas de explicar aquele conteúdo.
“A avaliação realizada em sala de aula ou avaliação da aprendizagem se baseia, sobretudo, na relação professor e aluno e tem caráter formativo, continuo, utilizando instrumentos variados.”
imagem do google
Conseguimos analisar nossa prática, nossa compreensão sobre o que “nós” já sabemos para ensinar nosso aluno. Importante aceitar que mesmo o professor, está em movimento, ou seja, está sempre aprendendo.  Por isso analisar o resultado das avaliações é tão importante.
Vale lembrar que a educação não trabalha para aplicar provas, mas tem como base para elaborar um plano de ensino o conteúdo que “também” está contido nessas avaliações e que são os mesmos apresentados pelo MEC.

“É necessário entender a funcionalidade da avaliação em larga escala, cujo objetivo não é avaliar a aprendizagem de cada aluno individualmente, tampouco substituir a avaliação formativa que deve ocorrer em todo trabalho docente. Na verdade, a avaliação em larga escala permite uma visão do sistema escolar como um todo e possibilita um diagnóstico sobre determinada mostra de alunos.”

O que falta tornar público é a abertura e análise de como os resultados são aferidos, visto que há sempre uma incógnita sobre o “valor” concedido a escola.  Como é composta a nota? É analisado e aferido na nota final o contexto social e econômico daquele grupo de alunos? É considerado o trabalho individual realizado com os alunos, que mesmo sem laudo, apresentam déficit na aprendizagem e por isso não conseguem realizar a avaliação, sozinhos?
imagem do google
“Enquanto seus resultados se prestarem ao julgamento de professores, alunos e instituições, suas possibilidades de uso para a melhora da qualidade de ensino serão muito limitadas e continuaremos a produzir resultados que embora intensos de informações não sejam consumidos pela comunidade escolar”

O nosso trabalho não se resume a aplicar avaliações ou trabalhar em função delas, mas em construir com o aluno uma reflexão sobre o conhecimento, mediando quando necessário esse saber, construindo a cada dia, se necessário, novas estratégias para ensinar.

Observação: os grifos são parte da matéria da revista, acesse e leia mais. 


Resenha - Cris Chabes
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”


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