31 de março de 2013

A importância dos contos de fadas


A importância dos contos de fadas na educação infantil
(Anne Lieri)

Imagem daqui

Os contos de fadas são fundamentais para a formação da personalidade da criança.

Num mundo em constante movimento, os contos oferecem uma estrutura intacta que se transmite de pai para filho no decorrer dos séculos.

Essa estrutura das histórias que começa com “Era uma vez” e termina com” e foram felizes para sempre” transmite á criança grande segurança emocional.

Segundo a professora de psicologia da educação da PUC, Neide Saisi, respondem às necessidades, angústias, medos da criança e, de forma inconsciente explicam a realidade.

De acordo com Piaget, as crianças adquirem valores morais não só por internalizá-los ou observá-los de fora, mas por construí-los interiormente através da interação com o meio ambiente. Nesta fase, ouvir histórias (principalmente os contos), entre outras atividades, é possibilidade real de desenvolvimento e aprendizagem.

Os contos de fada possibilitam a formação da criança quando ela tenta elaborar dentro de si seus medos, inseguranças, raivas, rivalidades, inferioridades e outros sentimentos.

Ela percebe, dentre outras coisas, que a realidade pode ser transformada e que depende de sua atitude e sua coragem a resolução de conflitos.

Portanto, ao ler ou contar um conto de fadas na sala de aula, a professora contribui para o desenvolvimento da atenção, imaginação, criatividade, afetividade e desenvolvimento intelectual de seus alunos, além de ser importante instrumento de alfabetização.



(BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2004.).


30 de março de 2013

Trabalhando a Higiene


Professora também tem suas magias...

Quem nunca ouviu falar da Fada dos Dentes. Eu contava essa história para os meus filhos. E carrego comigo até hoje. Diz a lenda que com a perda do dente a criança deve receber um presente simbólico. Mas será que é verdade? Toda criança que perde um dente, é orientado a jogar no telhado, ou então embrulhá-lo e colocá-lo debaixo do travesseiro. Com a minha pesquisa nas livrarias, encontrei uma livro que pode ajudar você educador a trabalhar com os pequenos na sala de aula sobre Higiene Bucal.

Deixo aqui a minha dica de dois livros.



Meu dente caiu!!!

O livro é de Vivina de Assis Viana, mostra a história de Chuim e sua preocupação com o primeiro dente que caiu.






Zezeca

Este é um outro livro de Magna Diniz Matos que mostra o quanto devemos ter cuidados com nossos dentes para se evitar que a Zezeca, uma cárie, faça sua casinha na nossa boca.

Atividades de higiene e cuidado com os dentes, é só clicar no link abaixo e fazer o download das atividades.

Boa aula!!

http://www.educar-oprimeiropasso.com/2013/03/trabalhando-higiene.html



29 de março de 2013

Mensagem de Páscoa

Decidi hoje deixar um pouco a escola de lado (e as correções de prova que estão me consumindo todo o tempo) e falar sobre o significado da Páscoa, que, infelizmente, virou mais uma data comercial, perdendo seu significado original, de uma história tão bonita.
Para não ficar escrevendo um texto longo e cansativo, deixo aqui o link de uma matéria que achei interessante:
E achei também um vídeo muito bonitinho, que foi postado por Marcos Meier, no youtube, que é uma encenação feita por crianças, que contam a história da Páscoa baseada no Novo Testamento.



28 de março de 2013

Aula de inglês para Educação Infantil #1 - Cards

É impressionante a quantidade de emails que recebo de professores que começaram a lecionar para a Educação Infantil e se sentem perdidos com os pequeninos.

Reservo um tempo para fazer consultoria online, principalmente pelo facebook, pois sei exatamente da carência que é conseguir algum material de estudo para professores de língua estrangeira para as crianças entre 0 a 6 anos.

As perguntas mais frequentes que recebo são:
- Como ensiná-los?
- Que tipo de atividade fazer com as crianças?
- Como prender a atenção deles por mais de 10min?

Quando a gente faz faculdade de Letras, não é ensinado à nós nada referente à Educação Infantil, tirando a parte de didática que é abrangente e não tem foco específico à criança que passará 30min ou 50min participando de uma aula de inglês com apenas 2 anos de idade, por exemplo.

Pensando nessa carência, relacionei algumas atividades que realizo com meus alunos durante as aulas. São dicas fáceis, atraentes e que certamente ajudarão as aulas terem real significado para as crianças e auxiliarão os professores no desafio diário de 'prender' atenção dos pequenos.

Então, vamos à primeira sugestão de atividade:


Trabalhando com CARDS

Sugestão: Você pode criar seu próprio *Kangaroo ou qualquer outro banner onde serão colocados os cards com o vocabulário estudado. Os cards não tem nada escrito, pois as crianças ainda não estão no processo de visualização das palavras, mas contem apenas as imagens que representam o vocabulário.

Em cada aula é retirado todos os cards do *Kangaroo e eu recordo com as crianças o vocabulário seja através de frases, músicas ou citando as palavras. A medida que isso é feito, cada criança coloca um card no banner.

As crianças adoram esta atividade e logo que eu chego, sempre alguma já retira os cards e me dá, pois esta atividade já se tornou rotina em nossas aulas. Conforme o vocabulário vai aumentando, vou incluindo outros cards.




* Este banner é parte integrante da coleção "Cookie and Friends" da ed. Oxford.



27 de março de 2013

Psicogênese da língua escrita e a didática



Olá amigos do Educação em foco, nas últimas semanas acompanhamos as aulas sobre A Psicogênese da Escrita e Leitura, elaboradas por Telma Weiz, com a colaboração do MEC. 

Hoje vamos assistir as explicações da educadora sobre o pensamento da criança em cada fase da alfabetização.

Espero que vocês tenham gostado.
Um grande abraço 

26 de março de 2013

Lenda: A Vitória Régia

Como já mencionei aqui,estamos trabalhando com o Projeto "Moro num país tropical" e a primeira região a ser estudada pelos pequenos foi a Região Norte, focamos nas lendas indígenas  e uma das que mais chamou a atenção das crianças foi a lenda da Vitória Régia:

"Os pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.
E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas."

Após ouvir a história, mostramos imagens da planta e depois cada turma confeccionou uma utilizando material descartável.


Mais dicas e sugestões no blog Professora Melissa.





25 de março de 2013

Tecnologia e suas implicações sociais



Recebi este texto  como indicação para leitura durante o período em que estava escrevendo minha monografa. Quem me indicou foi minha  Orientadora Rosane Marendino. Compartilhei lá n Educar para transformar e hoje trago o aqui para nossa reflexão. pois, durante a leitura do texto fiquei a refletir sobre a urgente necessidade que temos de olhar mais detalhadamente para essa realidade que estamos vivendo. 

A educação tecnológica é um fator irreversível e se não nos adequarmos a ela teremos mais alguns séculos de desordem, complicações e infelizmente insucesso em nossa educação.


Compartilho então com vocês, pais, professores, alunos esta reflexão,para que nós enquanto cidadãos possamos cumprir a parte que nos cabe nessa luta por uma educação para a vida.


O papel da internet no futuro da educação

Texto de : Luciana Maria Allan

(...)

A internet oferece aos estudantes uma infinidade de possibilidades. De clique em clique, os alunos vão acumulando endereços, imagens e textos que se sucedem de forma ininterrupta. Entre tantas conexões possíveis, o excesso de informação pode levar a um não aprofundamento de temas, ocasionando dificuldades em escolher o que é significativo, relevante e confiável. Neste contexto, cabe às instituições de ensino trabalhar não mais com a transmissão de conteúdos estanques, mas sim, com o desenvolvimento de competências e habilidades que permitam a estes alunos refletir, aprender a pesquisar, analisar informações e identificar a veracidade das mesmas, formar idéias, discuti-las com seus pares, enfim, colocar os resultados das pesquisas mais em confronto, de forma a questionar as afirmações encontradas.

A internet utilizada como aliada contribui para o processo de formação pessoal e profissional dos jovens. Dominar os recursos tecnológicos e intermediá-los com a aprendizagem de conteúdos multidisciplinares desenvolve competências necessárias para se inserir e manter-se no mercado de trabalho. Atualmente, ter ou não acesso à informação processada e armazenada na web pode se constituir em elemento de identidade ou de discriminação na nova sociedade que se organiza. (grifos meus) Desta forma, incluir estratégias de ensino que façam uso deste recurso significa preparar o estudante para o mundo tecnológico e científico, aproximando as instituições de ensino do mundo real e contextualizado.



A habilidade de selecionar conteúdos, interpretar adequadamente uma informação, fazer uma leitura crítica do meio, dominar os recursos de busca nas diferentes mídias, produzir textos e comunicar-se de forma rápida e eficiente utilizando as ferramentas digitais contribuem significativamente para formar um bom profissional. A internet estimula a curiosidade, incentiva o trabalho desenvolvido em equipe (colaboração), promove agilidade na execução de tarefas, reduz custos e incita o senso de organização (tanto do tempo como da seleção de informações) - sem dúvida, competências extremamente valorizadas no mercado de trabalho.

Ao dedicar quase quatro horas de seus dias à internet, os jovens estão com a oportunidade de ampliar enormemente suas possibilidades de educação e formação, pois podem, por meio de cursos gratuitos, tutoriais, blogs e afins, aproximar-se de outros estudantes, trocar experiências culturais, estudar outro idioma, aprofundar conhecimentos com mestres e especialistas capazes de contribuir com novas idéias e conceitos para o trabalho de pesquisa, por exemplo.



Porém, a dedicação quase que exclusiva à participação em sites de relacionamento e programas de comunicação instantânea podem limitar a oportunidade que nossos jovens têm de absorver todos os benefícios que a aproximação via rede pode trazer.

Sendo assim, é fundamental que as instituições de ensino, e em especial os professores, fomentem um uso mais elaborado da internet, ampliando o repertório de possibilidades que a rede oferece, instituindo estratégias de ensino que promovam a aprendizagem efetiva, contribuindo para a construção de conhecimento e formação de cidadãos autônomos."


Extraído: Educar Para crescer online


Boa semana a todos

24 de março de 2013

A Páscoa e o ensino religioso


A Páscoa e o ensino religioso nas escolas
(Anne Lieri)



Imagem daqui.

Um dilema para as professoras nesta época de Páscoa é como trabalhar esse assunto sem abordar a questão religiosa de forma tendenciosa.

A ética profissional encaminha o educador para uma atitude laica em sala de aula, visto que o Brasil é um país democrático com relação às escolhas religiosas.

Por este motivo sugiro uma abordagem filosófica do tema, de acordo com a idade da criança.

A partir do significado de “vida nova” muitas conversas podem ser realizadas com os alunos, inclusive direcionando-se para os relacionamentos entre os colegas.

Utilizar a interdisciplinaridade é aconselhável, abordando diversos aspectos (histórico, científico, linguagens, matemática e outros).

Sempre de maneira lúdica a Páscoa pode ser um assunto bastante rico.

Seja através de jogos, artes plásticas, encenações ou músicas, cabe á professora enfatizar o aspecto cultural da Páscoa em nossa sociedade.

Um tema muito gostoso de trabalhar e cada um pode e deve usar toda sua criatividade no momento do planejamento.



 imagem daqui

23 de março de 2013

Interpretação e Produção de Texto - Dengue


A dengue é sempre um assunto bom para abordarmos em sala de aula, ainda mais com essa epidemia que anda assolando nossas casas. Imaginei que seria interessante uma atividade que englobasse uso de dicionário, interpretação e produção de texto, usando como conteúdo a dengue. Aproveitando assim para dar uma sondagem nos alunos e saber realmente o que estão fazendo para combater esse mosquito.

Como é uma atividade múltipla, você pode adaptar à sua série. Acredito que, a partir do quarto ano, pode-se usar tranquilamente a atividade múltipla sem muitas alterações. 
Espero que goste. 


Boa aula!

Toninha Borges





22 de março de 2013

Como anda a saúde dos nossos alunos?



Estou assustada com a quantidade de alunos que estão passando por graves problemas de saúde ultimamente. São coisas que a gente só ouvia em adultos e que parecem estar atingindo com força total adolescentes e crianças, numa velocidade espantosa.

Nesses últimos dois anos, já tive alunos internados com crises severas de enxaqueca, que faziam exames para descobrir se tinham algo mais grave, vários casos de apendicite, colesterol e triglicérides em níveis elevadíssimos para um jovem, desmaios, tonturas frequentes, problemas oftalmológicos que necessitam de cirurgia e até um caso de uma aluna que faleceu em decorrência de leucemia.

O que está acontecendo com nossos jovens? O número de meninas que sofrem de cólicas menstruais fortes e cistos no ovário também é preocupante. Muitos tomam vários remédios e vivem adoentados.

Será que a culpa é do excesso de hormônios presentes em alguns tipos de alimentos? Será que é dos corantes, conservantes, fast food, salgadinhos e refrigerantes? O excesso de atividades de algumas crianças, que acaba gerando stress, também contribui para isso?

O estilo de vida moderno, com celulares, tablets e computadores, também tem trazido algumas consequências: muitos jovens que vivem com fones de ouvido, como se fossem extensão do corpo, ouvindo músicas num volume altíssimo, terão problemas auditivos muito cedo. Os olhos também não vão suportar esse excesso de luminosidade e cores e vão apresentar problemas também.

Essa situação me deixa angustiada, de verdade. Ainda não sou mãe, mas o carinho que tenho por meus alunos faz com que me preocupe com a saúde deles também. Não sei se existem estudos nessa área, mas as coisas caminham para um futuro muito ruim.

Vocês percebem alguma situação assim ou será que eu estou exagerando?

Bom fim de semana!
Elaine


21 de março de 2013

"Fala Multiplicador" entrevista Genis


Olá amigos, sou Irivan, idealizador do Educadores Multiplicadores. Hoje,  estamos dando início a um novo quadro naquele espaço. Estamos nos referindo ao “Fala Multiplicador”, onde um Educador Multiplicador é convidado a participar de uma entrevista. Essa interação nos oportuniza conhecer e aproximar, cada vez mais, os Multiplicadores parceiros.
O entrevistado de hoje é a nossa amiga Genis do blog Educação em Foco. Lembrando que tem mais entrevistados no Educadores Multiplicadores, confira!
Vamos à entrevista, aproveite!
E.M. Fale um pouco de você. Quem é Genis?
Cristã, mãe, esposa, blogueira, professora, 36 anos. Sou uma mulher sonhadora, otimista, apaixonada pela vida e muito feliz. Adoro batata frita, chocolate, sorvete, sorriso de criança, conversa sem compromisso e passear em família.
E.M. Você atua como professora? Conte-nos um pouco do que faz como profissional.
Sou professora há mais de 18 anos e atualmente ministro aulas de inglês em duas escolas particulares para a Educação Infantil e Ensino Fundamental 1ª e 2ª etapas.
E.M. Sabemos que a tecnologia é aliada da Educação. Nos últimos anos, temos visto que alguns estados/cidades estão distribuindo tabletes para alunos/professores e equipando as escolas com sala de informática com acesso a internet. Você acha que os alunos e professores estão preparados para tirar proveito destas ferramentas?
O treinamento para estes profissionais e a conscientização dos alunos para  uso dessas ferramentas tecnológicas para agregar o conhecimento tem crescido cada dia mais. Na escola onde trabalho, por exemplo, temos treinamento e em cada sala de aula tem uma lousa digital, computador, acesso à Internet e equipamento de som. Os alunos já compreendem a importância dessas ferramentas nas aulas e eu estou muito otimista em relação à tecnologia, pois as aulas se tornam mais atraentes e produtivas. Devemos estar à frente do nosso tempo.
E.M. Se você não fosse Professora/Educadora, que outra profissão você exerceria?
Não consigo me imaginar em outra profissão.
E.M. Você acha que os profissionais da educação são bem visto pela sociedade? A Sociedade sabe e reconhece o papel desses profissionais?
As pessoas sabem a importância dos profissionais da educação, mas não valorizam. A pior situação é atribuírem quase que 100% a educação das crianças e adolescentes aos professores. A família principalmente, pensa que a educação de seus filhos é responsabilidade da escola.
E.M. Você acha que o Professor tem sua parcela de culpa em deixar ou permitir que a sociedade não o valorize?
Não tem como generalizar, mas o que tenho visto são professores se 'igualando' aos alunos, perdendo controle em sala de aula e dando motivos pra serem mal falados, causando ainda mais uma desvalorização à sua imagem.
E.M. Os governos sabem o deve ser feito para melhor a educação no País: Valorizar os profissionais da educação, oferecer os recursos disponíveis e assistência pedagógica para um bom aprendizado. Em sua opinião, por que eles não fazem?
Permitindo que o povo tenha acesso à educação de qualidade, acabarão com os 'fantoches'. Quanto mais informação, menos pessoas ignorantes existirão e isso não interessa aos políticos.
E.M. “Comenta-se que, os professores não comungam das mesmas opiniões, principalmente, quando é para fazer greve e paralisações, disseminando a ideia de que a classe de professores é desunida”. O que você pensa a respeito?
Eu sempre escutei falar de que os professores não eram unidos e hoje fazendo parte dessa família, vejo que realmente isto acontece. Além da desunião, há também a falta de ética. Precisamos nos unir mais para conseguirmos uma melhoria em todos os aspectos.
E.M. Como você gostaria que fosse o ambiente escolar, especialmente, a sala de aula? O que ela, sala de aula, deveria ter para que o trabalho (de educar) fosse melhor aproveitado?
Como professora de inglês, eu sonho ainda em ter minha própria sala de aula com um ambiente voltado para a língua estrangeira.

E.M. Em sua opinião, qual a razão para tanta violência na escola? Qual o real motivo (sua opinião) para com o desrespeito enfrentado pelos professores durante as aulas?
 A família está muito ausente e os valores estão se perdendo a cada dia.
E.M. Algumas escolas estão sem segurança e sem liberdade de “punir” o aluno quando necessário, de maneira rígida, porém educativa. O que você pensa sobre o projeto de lei que puni o aluno quando agredir o professor/educador? 
É necessário sim ter uma lei de punição para resguardar o professor, mas mais importante do que isso é um tratamento do caráter do aluno.
 
E.M. O que a motivou a criar um blogue? Qual a finalidade dele?
Compartilhar meus projetos, ajudar como fonte de pesquisa e contribuir para uma educação de qualidade.

E.M. O que você mais gosta na arte de blogar? Qual a parte mais difícil?
Conhecer novas pessoas nesse mundo tão grande que é a internet me fascina. Quando recebo um email de algum educador pedindo dicas ou agradecendo por uma informação, me deixa muito feliz. A parte mais difícil é ter tempo para poder conciliar família, trabalho e blog.
E.M. Seu blogue proporciona parcerias entre blogs, certo? Qual a forma de divulgação que mais gosta de usar para divulgar seu blogue?
Nossa página no facebook tem crescido muito e tem sido uma das maiores formas de divulgação. 
E.M. O que você acha das boas parcerias entre blogues?
Bons parceiros trazem crescimento e eu apoio a troca de links com blogs comprometidos com a educação.
E.M. Onde você busca inspiração para elaborar suas postagens? Que fontes você costuma pesquisar para embasar suas postagens?

Minhas postagens são baseadas nas minhas experiências em sala de aula.
E.M. Se você puder nos contar, quais são seus projetos profissionais para 2013?

Com a proposta de receber alunos com necessidades especiais em nossas escolas, farei uma nova pós graduação para atender melhor esses alunos.
E.M. Quais são os projetos para o seu blogue? Você tem outros blogues, quais?

Recebemos novas educadoras no blog que vieram somar com suas experiências profissionais. A cada dia temos procurado levar informação com qualidade, sempre preocupadas com a educação.
Meus outros blogs são: reciclandocomamamae.com e mamaesemrede.com.
E.M. Deixe dicas para os Multiplicadores de como um(a) blogueiro(a) deve fazer e do que não deve fazer para ter um bom blogue.

Primeiro de tudo: Diga não ao plágio! Crie suas próprias postagens com autenticidade.
Retribua as visitas deixando comentários e seguindo os blogs.
E.M. Deixe seus agradecimentos aos seus leitores e seguidores.

Obrigada ao Irivan que apoia o blog como parceiro e me presenteou com esta entrevista.
À todos os leitores que passam sempre por aqui levando consigo um pouquinho de informação educacional meu 'muito obrigado'. Sem vocês, esse blog não teria sentido.
Queremos agradecer a você, Multiplicadora Genis, pela entrevista. Dizer que você e as colaboradoras deste espaço, e também Multiplicadoras, têm dado uma enorme força e contribuição para o crescimento e divulgação do Educadores Multiplicadores.
Deixo também convites aos professores e profissionais da educação, que tenham blogues com conteúdos voltados para a educação, a fazerem parte da família Educadores Multiplicadores.
Muito obrigado a você e aos seus leitores.

20 de março de 2013

O que está escrito e o que se pode ler - parte 4



Queridos amigos do Educação em Foco trago para vocês a última aula dessa sequência de  aulas demonstrando como a criança pensa a Escrita e Leitura das palavras. 

Telma Weiz nos dá uma aula sobre a Psicogênese da Língua Escrita, vale a pena conferir. 

Vídeo elaborado pelo MEC. 

Boa aula
Abraços

19 de março de 2013

Alfabetizar com quantos anos?

Uma das grandes preocupações dos pais e da sociedade é sobre o momento de alfabetizar, o governo brasileiro lançou uma campanha dizendo que a meta é alfabetizar até o  3 ° ano, eu já alfabetizei crianças com  5 anos e também com 10 anos, são completamente diferentes, a criança que chega no Ensino Fundamental sem conseguir ler e escrever, já chega desestimulada, desanimada e esperar até o 3 ° ano para completar este ciclo é apostar no fracasso. Uma Educação Infantil de qualidade, cercada de estímulos de leitura e escrita é a base para a formação de um aluno leitor, a criança chega ao primeiro ano curiosa, apaixonada pelas letras e assim, com todo um trabalho envolvente, de reflexão, a criança se alfabetiza. Trago abaixo a reflexão do João Batista Araujo e Oliveira (educador e presidente do Instituto Alfa e Beto) para que possamos debater sobre o assunto.

Imagem retirada do site do mec


​"O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que é para alfabetizar as crianças até o final do 3º ano. Já a secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, afirma que, na cidade, a alfabetização deve ocorrer até os seis anos, no 1º ano. Paula Louzano, da Universidade de São Paulo (USP), apontou, no programa Bom Dia Brasil, que deve ser aos seis anos, como na escola privada. O IBGE afirma que 15% dos alunos do 3º ano são analfabetos. E os dados da Prova Brasil de Língua Portuguesa indicam que cerca de 60% dos alunos do 5º ano não conseguem fazer uso da língua. Certamente, não se está falando da mesma coisa.

​Eis o cerne da questão: o que é alfabetização? O que é alfabetizar? Como saber se o aluno está alfabetizado? Por que tanta polêmica em torno disso?

​A questão é ideológica, e precisa ser debatida nesses termos. A comunidade científica internacional não tem dúvidas sobre o que seja alfabetizar. Se o ministro quiser, encontrará na Capes ou entre seus antigos colegas do Ministério de Ciência e Tecnologia quem lhe informe sobre a Ciência Cognitiva da Leitura. Os países que têm nota boa no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) sabem o que é alfabetizar e quando se faz isso. Em todos eles, isso se dá em um ano, começa e acaba no 1º ano da escola. Finlândia e Itália levam seis meses, França pouco mais de um ano por causa da ortografia, não da leitura. Só os países de língua inglesa – ricos ou pobres – demoram mais devido à complexidade de seu código alfabético. Se quiser, o ministro tem como se informar.

​Por que o Brasil não se alinha com esse entendimento? Porque as Faculdades de Educação consideram – desde a década de 1980 – que alfabetizar nesse sentido compartilhado internacionalmente é algo menor, mecânico, depreciativo e, sobretudo, algo que não pode ser ensinado e avaliado como tal? O que nos credencia à tamanha arrogância?

​Se não houvesse tanta ideologia, seria fácil resolver a questão. Bastaria um programa de ensino que prescrevesse o que deve ser ensinado no 1º ano e como isso seria avaliado – na escrita e na leitura inclusive na fluência de leitura. Se o Brasil quisesse avançar mais depressa, também exigiria que as escolas ensinassem usando os métodos de alfabetização comprovadamente eficazes. Esses existem, são conhecidos e a diferença que fazem é enorme. O ministério afirma o contrário, mas está equivocado e com isso prejudica o país. O resto – todo o resto – é questão de programa de ensino de Língua Portuguesa ou de outras coisas – certamente não existe alfabetização matemática e o contorcionismo verbal faz mais mal à saúde mental do que o cigarro para o pulmão.

​Na recente votação na Câmara dos Deputados sobre o desastrado programa da alfabetização na Idade Errada, um terço dos deputados se opôs à medida. É inédito. Cabe ao Senado aprofundar o debate.

O governo pode estar bem com grupos da universidade, mas está perdendo sintonia com a sociedade. É pouco provável que o ministro esteja na pasta daqui a três anos para avaliar o tamanho do desastre. Ele pode até ganhar a batalha agora. Mas o Brasil perde a guerra."

E você professor? O que acha dessa campanha?


18 de março de 2013

Tecnologias invadem as salas de aula e dão certo!


GOOGLE IMAGENS

Há alguns dias publiquei lá em meu blog alguns incentivos publicados pela  UNESCO (aqui) para integrar as tecnologias nas salas de aula. algum tempo depois, lendo algumas atualizações no Facebook fui presenteada com uma indicação da página Tecnologia e Educação. Compartilhei lá em meu blog e hoje venho aqui compartilhar com vocês. Vejam:

A página  indicava uma reflexão sobre uma matéria apresentada pelo Fantástico no domingo (3/03) e nos trazia as seguintes  considerações:

"O programa Fantástico é um termômetro de popularidade. Se um tema está lá é porque ganhou muita relevância.
No último programa, em 3 de março, há uma reportagem sobre a influência de novas tecnologias nas escolas. Há um pouco de tudo e vale a pena dar uma olhada."

Fui lá, assisti e resolvi compartilhar essa maravilha com vocês. Creio que esta matéria seja uma resposta à pergunta que muitos educadores ainda fazem sobre as verdadeiras possibilidades que as tecnologias podem trazer para as escolas. 

Ainda há muito o que se fazer e sabemos que nem todas as realidades são mostradas na íntegra, mas sabemos também que existem professores lutando por condições melhores de educação em nosso país e infelizmente para uns e felizmente para outros, hoje em dia não podemos falar em educação sem falar em tecnologias.

A tecnologia faz parte de nossa cultura e nossa cultura deve estar e ser respeitada pela escola. É certo também que elas ainda não tenham chegado a todas às escolas, todas as casas, todos os lugares, mas é este o caminho/espaço que se tenta atualmente preencher. Por isso torna-se mais do que urgente para nós enquanto educadores nos envolvermos com estas ferramentas a fim de proporcionar maiores interações e quem sabe  aprendizagens mais significativas à nossa geração!


Veja o vídeo com a matéria do fantástico. Clique no link abaixo:


Boa semana a todos
Vanessa Veira

Bom fim de semana a todos

17 de março de 2013

O papel da família nos tempos de hoje


O papel da família nos tempos de hoje
(Anne Lieri)

imagem daqui


Quando jovem achava que todos os problemas do mundo poderiam ser resolvidos através da educação.

Hoje ainda penso assim, mas sem a ilusão de que um simples professor em sala de aula conseguirá esse prodígio.

É fundamental o trabalho em equipe da sociedade.

As atrocidades que temos visto nas escolas demonstra que vivemos tempos de crueldade e violência.

Onde encontrar a solução para tamanha agressividade de nossos alunos?

Á princípio, na família.

A família é o primeiro contato social que a criança tem. Se ela estiver desestruturada e sem diretrizes, logicamente as crianças se tornarão confusas e inseguras.

Nesse sentido acredito que a escola poderia auxiliar promovendo encontros de pais e professores com palestrantes que dissertassem sobre um assunto de interesse da comunidade.

Entretanto, é no seio familiar que os valores devem ser estabelecidos, o amor perpetuado e os limites explicados.

.Valores podem e devem ser ensinados, começando em casa com uma semente.

Sem essa sementinha teremos crianças cada vez mais agressivas e não haverá escola que faça milagre!

16 de março de 2013

Professor-Visual é tudo


É fato dizer que valorizamos muito as coisas visuais. Tudo o que nos cerca é feito com apelos visuais, pois isso atrai o ser humano. Cores, posições, estampas, detalhes e tudo o mais que puder chamar nossa atenção é usado pela mídia. 

O único profissional que ainda não percebeu isso é o professor – alguns deles, claro.

Mesmo que o professor não tenha estudado sobre apelos visuais, é fácil percebê-los e fazer uso deles na sala de aula. A simples palavra em destaque pode chamar a atenção dos alunos pra quele conteúdo. Nossos olhos captam com mais facilidades informações contidas em cantos superiores esquerdos, por exemplo. Todo mundo assiste TV, mas perceberam que a maior parte das marcas costuma colocar seus logos no canto superior da folha, do lado esquerdo, já que é o primeiro lugar para onde provavelmente a pessoa irá olhar. Propagandas de relógios por exemplo, é bem comum colocar os ponteiros marcando o horário 10h10min,  a posição dos ponteiros abertos chamam muito mais a atenção, ainda mais com a abertura para cima.

Muitas das vezes, o professor dá um determinado conteúdo, até o aluno não aguentar mais ver aquilo e ainda por cima o aluno continua a ter dificuldade sobre o assunto. Muda-se então a maneira de explicar aquele conteúdo e as dúvidas persistem, e dessa vez acabam ficando pior do que estava. A velha frase não entendeu nada do que a professora explicou. Bastaria então naquele momento, apenas introduzir o conteúdo de maneira mais chamativa. Isso serve pra qualquer disciplina.

Alguém de vocês se lembra das folhas sem graça que preencheram em seus anos escolares? De como o professor ensinou a dividir pela primeira vez? De como sua professora ensinava a produzir textos? E as aulas de história, geografia e ciência?

Tem coisas que jamais esquecemos e outras que procuramos nem lembrar. É comum na maioria das perguntas que fiz a resposta serem não. Pois eu tenho resposta para cada uma delas e não são nadas agradáveis. A grande maioria dos conteúdos era ensinada de maneira pouco atraente, mecânica e completamente fora da realidade do aluno. Na maioria das vezes uma imagem fala mais do que mil palavras dada.

Hoje o professor pode criar situações que envolvam teatro, material muito colorido e principalmente conhecimento real daquilo que está sendo aplicados, esses são itens fundamentais à boa apreensão do conteúdo de quem assiste à aula.
Quando falamos em Material Concreto, logo os professores associam Material Concreto às séries iniciais. Vamos mudar essa maneira de pensar a vida é cheia de concreto e precisa de um ‘colorido’ sempre, senão cai na monotonia e desmotivação. Aulas com bastantes apelos visuais, bom conhecimento e atividades diversificadas que realmente envolvam os alunos são a chave principais para um bom desempenho das crianças em suas vidas no futuro.

Observe com cuidado no dia-dia da criança, os detalhes que lhe chamam a atenção nos lugares pelos quais ela passa o recreio, aulas de recreação como Educação Física, aulas de arte e de música são muito boas nessas horas. Brinque mais as cores em sua aula façam um diferencial. Aquela partezinha importante que deve chamar mais a atenção de seus alunos e isso representa uma grande diferença na aprendizagem de sua turma.

Boa Aula!

Toninha Borges