26 de novembro de 2013

"Não podemos perder bons professores!"

A revista Nova Escola, edição de novembro/2013, trouxe uma matéria muito interessante sobre a profissão de Professor, destacando o desinteresse pela profissão daqueles que ainda nem ingressaram e exoneração crescente daqueles que já estão na rede pública em diversos estados e municípios.
Um estudo realizado pela Fundação Varkey Gems, com 21 países (pesquisa quantitativa com mil entrevistados por país) sobre o  status que os professores têm em seu país, o Brasil só fica atrás de Israel na pior valorização do professor. 


De acordo com essa pesquisa na China 50% dos pais encorajam seus filhos a seguir a carreira de professor, contra 20% no Brasil.  As respostas apontam que Valorização nada tem haver com formação, mas sim com o Profissional e sua atuação. 

No Brasil, em Curitiba, Andréa do Rocio Caldas realizou uma pequisa com professores da rede municipal sobre os fatores que levam ao abandono da profissão,  "baixos salários, problemas psicológicos e físicos, infraestrutura precária, violência no ambiente de trabalho, pressão e cobrança por resultados, falta de apoio dos familiares e desvalorização da profissão pela sociedade. 

De acordo com a pesquisa da Fundação 88% dos  entrevistados concordam que o professor deve ser remunerado de acordo com o desempenho dos seus alunos, por outro lado, o maior número de respostas indicam que a sociedade sabe que os alunos não respeitam os professores, e portanto esses acabam desmotivados para permanecer na profissão.


"Sem perspectivas convidativas de formação, carreira e condições de trabalho" será muito difícil  reverter esse quadro" (Nova Escola) e acredito que será muito difícil valorizar o professor, seja do ponto de vista da sociedade ou do estudante do curso de pedagogia ou licenciatura. Aqueles que ingressam na universidade para seguir a carreira o fazem pensando nos concursos públicos e na estabilidade da carreira, sem sequer se preocupar com a carreira profissional. Assim aceitam ganhar, inicialmente, o salário oferecido, sem cogitar a formação constante para atualização e melhoria na qualidade do ensino. Ao longo dos anos de atuação sentem-se oprimidos pelo sistema que os considera inaptos, aplicando avaliações aos alunos e atribuindo a culpa dos resultados apenas ao professor. Na sequencia vem a desmotivação com a profissão e a procura por novos trabalhos, daí a exoneração. 

             Notícias do Portal G1
            Fundação Valkey Gems 

Beijocas
Cris Chabes


7 comentários:

Ana de Geo disse...

Mas ouvimos dos próprios professores: "Não queira ser professor, não queira isso pra sua vida". Eu só lamento.
Acredito ser a profissão mais importante de todas. Mas muito desvalorizada realmente.
Boa matéria. Beijo.

Desirée Tapajós disse...

Nossa isso é muito triste como queremos uma país melhor, sem investir na educação e consequentemente sem investir nos profissionais da educação.

Tri-beijos Desirée
http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

Anne Lieri disse...

Cris,é mesmo um circulo vicioso a situação dos professores! Enquanto os governos não investirem de fato na qualidade de ensino será muito lenta uma mudança,infelizmente! bjs,

Gilberto Cantu disse...

Oi Cris, olá "meninas".
Realmente é muito triste a nossa situação.
Insistimos por vocação.
Um abraço carinhoso a todas.
Paz e Luz.

Cris Chabes disse...

Olá Gilberto, espero que um dia a sociedade nos valorize por nosso trabalho e vocação
Abçs
Cris Chabes

Anônimo disse...

Embora eu também tenha abandonado a profissão, sempre repito esta expressão, que a educação vive a bancarrota e o magistério já não é mais atraente e nem ideológico...

Genis Borges disse...

Pois é amiga, o magistério está acabando e fico impressionada com as estagiárias que recebemos, meninas despreparadas, desinteressadas, sem amor e nenhum pouco de vocação. Vejo que o magistério tem ficado na lista da "falta de opção".
Dura e triste realidade.
Bjus.