7 de agosto de 2013

Quem Educa os Educadores?


A folha de São Paulo deste domingo, 04/08/2013, trouxe um encarte especial com o tema "Quem Educa os Educadores" e nele uma série de matérias que abordam a formação dos professores e a realidade da escola.

Veja o perfil dos professores que atuam na educação básica brasileira
folha de São Paulo, 04/08/2013
A LDB prevê desde 1996 a formação gradual de todos os professores, exigindo desde 2006 a contratação de novos docentes apenas com a graduação em Pedagogia para os anos iniciais (1o. a 5o. ano) e licenciatura para os outros anos. No entanto, ainda hoje, 24% dos docentes que estão em sala de aula não fizeram curso universitário. Ha inclusive, quem nem tenha concluído o ensino médio (8,4 mil dos  2,1 milhões docentes). Mesmo assim ainda faltam docentes nas escolas. Há pelo menos 170 mil vagas para professores de matemática, química e biologia. 

Abaixo alguns dados levantados pelo Inep e pelo MEC

  • Perfil: Maioria dos professores é composta de mulheres entre 30 e 50 anos. 78% trabalha em uma unica escola.
  • Remuneração: Piso nacional é de R$ 1.567,00, mas as disparidades entre o salário dos docentes chega a 200%.
  • Formação: 62% concluíram pedagogia presencial contra os 57% em cursos a distância.
  • Currículo: 90% com teoria pertinente a graduação e apenas 10% na prática com estágios. Link do vídeo com dados 
O secretário da educação de São Paulo, Aluísio Mercadante, em entrevista a folha, disse que "Os professores chegam às escolas com bom conhecimento de sua disciplina, mas não sabem como ensinar" e completa "Não dá para formar um professor só lendo Piaget". 

Tudo isso me fez pensar sobre a minha própria formação e atuação com meus alunos. Durante a faculdade tinha a impressão de que o conteúdo não era o suficiente NUNCA, visto que havia muitos teóricos e estudávamos pouco sobre cada um. Alguns professores estavam há tanto tempo fora da sala de aula, atuando com as crianças, que não conseguiam mais aliar a teoria a prática, ficando no plano da ideologia. A aula de prática de ensino era a única que ensinava a montar uma aula ou um planejamento, tinha que ser ....certo?

Após muito tempo atuando consegui entender Vigotsky com a ZDP e Piaget com suas fases do desenvolvimento infantil, observando o trabalho das crianças em sala de aula. Talvez a falha seja minha, talvez não, mas o fato é que minha vontade sempre foi voltar para a universidade e ensinar! 

O senador Blairo Maggi (PR-MT) apresentou um projeto de lei que determina a obrigatoriedade da residência pedagógica (igual a médicos) para obtenção do título de professor. O projeto ainda não tem data para ser votado, mas já podemos nos posicionar, antes que o destino da educação se restrinja apenas ao formação do professor. Países como a Finlândia já adotam esse modelo. 

Deixe aqui sua opinião sobre isso: Sua formação foi suficiente para sua atuação em sala? Fez estágios? Eles foram complementares a sua formação? 

Abraços
Cris Chabes


2 comentários:

Vanessa Vieira disse...

Oi Cris. Belo post. Esse assunto é importantíssimo. Também sentia a mesma coisa que vc enquanto estava na universidade.

Abraço grande!

Toninha Borges disse...

Cris educador não deve parar nunca de estudar essa é a minha opinião. Ler então é fundamental. Tenho Pedagogia, Administração, Marketing e recentemente fiz um curso de Psicopedagogia pe la Prefeitura de Barra Mansa estou aquardando meu certificado. E com isso procuro sempre me atualizar. Mas conheço professora da rede que nem faculdade tem apesar de ser obrigatório, não está levando muito a sério e quem é o maior prejudaco são eles mesmo.
Bju
Toninha
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