14 de agosto de 2013

Autista: o que precisamos aprender com eles.

imagem do google

Em 2008 recebi uma aluna em minha turma de 1o. ano com diagnóstico de autismo e psicose infantil, mas só li esse laudo 2 semanas depois de observá-la em sala. Antes disso não sabia nada sobre o que ela tinha. A mãe quando me entregou a filha na porta da sala, somente disse que havia um laudo com maiores informações na secretária e SÓ.
IS era meiga, quieta, não gostava de olhar diretamente nos olhos, não conversava com as crianças ou comigo, não gostava das brincadeiras, ficava sozinha no recreio,na sala escrevia muitas vezes seu nome ou alguma outra palavra. Então resolvi ler o laudo e em casa corri para a internet e li muita coisa sobre o assunto. 

Tentei associar alguma informação ao comportamento dela, busquei um curso sobre autismo e me matriculei na pós em psicopedagogia. O que queria era compreender melhor minha aluna e poder ajudar a todos sem distinção.

Ao final do ano ela pouco evoluiu no que diz respeito a aprendizagem, mesmo frequentando em horário contrário a sala de recursos, mas conversava com os amigos, ficava com uma amiga no recreio, sorria para mim, gostava de vir a escola e contava algumas coisas de sua vida, exemplo que tinha um cachorrinho chamado TOTY e que ele era muito bagunceiro.

Ela ainda está na escola mas somente na sala de recursos. Vejo ela passar e ainda sorrio ou falo com ela mas sei que a falta dos laços diários afastam o autista das pessoas.

O Dr. Dráuzio Varella, neste final de semana fez uma apresentação sobre esse assunto no Fantástico (acesse o vídeo aqui) e eu acredito que a informação ajuda a desmistificar essa e outras sindromes e ajudar os professores e outras pessoas a interagir com a criança autista, afim de ajudá-la. 

Recomendo também a leitura do livro 


Uma história de superação capaz de inspirar leitores de todos os tipos
Folha de São Paulo
"Brilhante: A Inspiradora Historia de uma Mãe e seu Filho Gênio Autista", escrito por Kristine Barnett, conta como a mulher que mantinha uma creche na garagem de sua casa estimulou o desenvolvimento intelectual do filho de um modo sem precedentes.

Jake foi diagnosticado com autismo quando tinha três anos. Sua mãe, Kristine Barnett, ouviu dos especialistas que ele nunca seria capaz de ler e que, com sorte, amarraria os próprios sapatos aos 16 anos.
Elogiado pelo jornal "The Washington Post" como um "relato incrível", o título chega ao Brasil pela editora Zahar. Leia trecho de "Brilhante".
Beijocas
Cris Chabes

2 comentários:

Profª Lourdes disse...

Olá querida amiga, cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos
sobre o canteiro que somos.
Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe. Estou aqui semeando a minha sementinha da amizade. Desculpe mais uma vez está com o comentário colado. Motivo: o frio está grande e quem tem reumatismo não sabe qual a articulação que dói mais, este tem sido um dos meus problemas, mas vou superando as dores.São pedras que venho retirando do meu caminho, confiando em Deus que tudo passará.
Uma linda noite e um amanhecer na paz. Abraçosss
Lourdes Duarte

Toninha Borges disse...

Lindo Cris o post. Adoro esse tipo de tema.
Bju
Toninha
http://www.educar-oprimeiropasso.com/
http://toninha-ferreira.blogspot.com.br/