26 de junho de 2013

O que pensam os jovens sobre a escola

Uma reportagem publicada na revista Nova Escola sobre a crise no ensino médio, revela dados surpreendentes sobre o que os jovens pensam com relação à escola.

 "A pesquisa mostrou que os jovens não veem sentido em muitos dos conteúdos ensinados em sala e reclamam que os professores não usam a tecnologia durante as aulas. Outras questões levantadas são a falta de correspondência entre a realidade da escola e a vivida por esses adolescentes fora do ambiente educacional - em razão das intensas mudanças ocorridas na família, na cultura e nos meios de comunicação ....... A pesquisa foi coordenada por Haroldo da Gama Torres. A metodologia baseou-se em uma abordagem quali-quanti, sendo focado 6 grupos de São Paulo e Recife com mil questionários.  

Observem alguns dados coletados
  • O número de matriculas no ensino médio público é declinante
  • Os jovens expressam a necessidade de manisfestar sua identidade: (dão grande importância à dimensão lúdica = divertir-se, brincar, zoar
  • Em SP 73% dos jovens começam a trabalhar antes dos 17 anos contra 39% em Recife e todos valorizam mais o trabalho que o estudo. Os pais ao contrário valorizam mais a escola, no entanto compõem a renda familiar com o salário do filho.
  • Todos os entrevistados estão conectados a internet e usam as redes sociais e a escola apenas para os relacionamentos com os amigos.
  • Menos de 50% dos jovens usam a internet dentro da escola
  • Para a grande maioria a escola é percebido como local desorganizado e inseguro. Os professores são considerados indulgentes ou ausentes.
  • Mais de 70% não entende a utilidade dos conteúdos de matemática e português, entre outras disciplinas.
Médias da nota de 0 a 10 atribuída pelos entrevistados à escola

Imagem da FVC


Do total de entrevistados 46,6% pertencem a famílias com renda familiar média de R$1,5 mil reais e compõem um grupo que privilegiam o acesso aos equipamentos tecnológicos. 70% tem acesso a internet de casa e 57,7% o fazem por meio de tablets e celulares. 

Especialistas sugerem formas de articular o que eles pensam da escola com a realidade da educação brasileira:
  • Aproximar a escola do universo dos alunos integrados também ao projeto político pedagógico
  • Garantir professores presentes e preparados, oferecendo plano de carreira
  • Proporcionar aprendizados significativo, com aulas dinâmicas e praticas
  • Melhorar a infraestrutura 
  • Usar as novas tecnologias com propósito pedagógico
  • Zelar pela segurança
  • Diversificar modelos de formação
Acessando o link da Fundação Victor Civita você tem acesso ao relatório na integra da pesquisa.

Para mais informações sobre este e outros
Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita, acesse:


Beijocas
Cris Chabes

3 comentários:

Toninha Borges disse...

Eles não gostam de estudar, não gostam de socializar, reclamam de tudo e nada tá bom. Em sua maioria estão desmotivados com a educação, acham a matéria e professora chata. Eles associam assim. Temos que mudar nossa postura e procurar diversificar a nossa maneira de aula. Este ano, estou como professora de Ciências e Matemática e uma aula faço a teoria e a outra a prática. Como não temos laboratório na escola procuro levar atividades de que podem ser trabalhadas em sala mesmo. Já na disciplina de matemática eles já formaram um grupo onde fazem música para facilitar na hora da memorização de algum conteúdo depois que levei uma vídeo. Aderiram isso as outras matérias tb, e tem trazido resultados positivos, mas é claro que em todo lugar tem suas exceções.
Bju
Toninha

Genis Borges disse...

Meu Deus, dados assustador, mas que já conhecemos pela realidade do dia a dia escolar!
É preciso um reforma educacional já!!

Bjus, Genis
http://www.reciclandocomamamae.com/
http://www.mamaesemrede.com/

Anne Lieri disse...

Cris,um texto muito bom e preocupante!A escola precisa se atualizar depressa,pois estamos perdendo muitos jovens!Precisamos mesmo de muito incentivo para reconquistar esses meninos!bjs,