14 de maio de 2013

Qual o papel do Mediador Escolar?

Um assunto um pouco polêmico e importante para discutirmos é a questão do Mediador Escolar, um educador que pode ser contratado pela escola ou pela família para acompanhar e orientar os trabalhos escolares das crianças com alguma deficiência.

Acredito ser de grande importância a presença desses professores para um melhor desempenho dos alunos no grupo, um apoio para o professor regente e um elo de ligação entre o professor e o aluno.

Muitos professores se preguntam: qual o verdadeiro papel do mediador? O que o mediador escolar pode fazer para ajudar no trabalho em sala?

Tenho participado de alguns encontros com vários educadores aqui no Rio e em um deles recebemos um manual, um norteador para que possamos acompanhar o trabalho deste profissional. Esse documento foi elaborado pelo instituto Priorit (Aline Kabarite-fonoaudióloga e Roberta Marcello-psicóloga) e pela mediadora Vanessa de Freitas Schaffel. 


Qual o papel do mediador escolar?

  • Atuar no ambiente escolar, dentro da sala e demais dependências da escola,e também nos passeios extras (fora da escola) que ocorrerem dentro do horário da mediação.
  • Ser assíduo e pontual, respeitando os horários, as regras e normas da instituição escolar onde faz a mediação.
  • Ser discreto e profissional evitando envolver-se em assuntos que não dizem respeito ao trabalho de mediação.
  • Lembrar sempre que o que ocorre no ambiente escolar deve ser compartilhado e  discutido apenas com os profissionais envolvidos, equipe pedagógica e terapeutas responsáveis pela orientação.
  • Solicitar apoio e supervisão da equipe responsável sempre que sentir necessidade, evitando passar problemas e dificuldades pertinentes à mediação aos responsáveis.
  • Avisar com antecedência, sempre que possível, caso precise faltar para que a equipe terapêutica possa decidir junto à escola e aos responsáveis qual o procedimento indicado.
  • Vestir-se adequadamente, utilizando sempre roupas que possibilitem uma fácil movimentação; evitar usar saias, shorts, blusas decotadas, sandálias, sapatos com salto, relógio, anéis, brincos grandes, colares, pulseiras e unhas grandes que possam vir a machucar a criança.
  • Estabelecer um contato diário com o responsável (família), caso necessário utilizar uma agenda ou um caderno “leva e traz”, para que ambos possam trocar  informações sobre o dia a dia da criança.
  • Entregar os registros semanais e mensais pontualmente, participando das supervisões, grupos de estudo e treinamentos com as terapeutas responsáveis.
  • Conversar com o professor explicando, sempre que necessário, os porquês dos  procedimentos e intervenções realizados no ambiente escolar.
  • Entrar em contato com os terapeutas responsáveis caso perceba a necessidade de uma reunião extra com o professor ou equipe pedagógica.
  • Manter sempre a atenção da criança voltada para as ordens e informações dadas pelo professor.
  • Orientar o grupo de colegas da sala a não valorizar ou mesmo ignorar as estereotipias e outros comportamentos inadequados.
  • Atuar no momento da entrada ou saída escolar, direcionando a criança ao grupo  e ensinando-a como se comportar naquele momento, estimulando o cumprimento da rotina e das ordens dadas pela professora.
  • Durante o recreio mediar à relação da criança com os seus colegas nas brincadeiras e situações sociais.
  • Dirigir-se com a criança ao banheiro, caso haja necessidade, auxiliando-a em seus hábitos de higiene promovendo assim maior independência e autonomia. Caso exista na escola um profissional específico para auxiliar os alunos nesse momento, o mediador estará apenas por perto, intervindo caso ocorra algum conflito ou dificuldade entre eles.
  • Manter-se sempre junto ao grupo e ao professor de sala, cumprindo, dentro do possível, toda a rotina e as atividades pedagógicas.
  • Atuar em parceria com o professor dentro de sala de aula.



9 comentários:

Donetzka Cercck Lavrak Alvarez disse...

Excelente post,Toninha! a Isso se chama educação!

Já lecionei também e aqui vc tira muitas dúvidas de professores.É ótimo ler o que posta.

Recebi sua atualização e já vim rapidinho.

Estou recebendo atualizações deste ,mas do papo de mãe não recebo.

Continua com "Template Free"..rsrs


Beijos e linda semana


Donetzka

Ana Bailune disse...

Há muitos anos, lembro-me que minha Tia amanda - professora da primeira série - estava sempre acompanhada da Tia Tânia, que participava das aulas recolhendo e entregando os cadernos, apagando o quadro, levando a gente ao banheiro... não sei se era mediadora (eu era pequena demais para entender) mas sei que teve uma presença marcante na nossa vida.

Genis Borges disse...

Este post é da professora Melissa.
Abraços, Genis

Genis Borges disse...

Olá Mel, importante a função desse profissional que muito contribui em sala e fora dela, para o melhor desenvolvimento do(s) aluno(s).
Grande beijo, Genis

Anne Lieri disse...

Não conhecia essa função nas escolas.Deve ser um tipo de auxiliar da professora? Pelo que li, achei que é um profissional que faz muita falta e pode fazer a diferença na melhoria da qualidade de ensino.bjs,

melissa disse...

Anne,ele cuida ,auxilia e orienta as crianças com algumas síndromes, como o autismo! Bjs

cris chabes disse...

Eu ia adorar ter um profissional desses na escola.
A coordenação exerce essa função mas acaba por ficar sobrecarregado.
Beijocas
Cris Chabes

Toninha Borges disse...

Gostaria tb que na escola onde leciono tivesse esse profissional.
Bju
Toninha

Anônimo disse...

Gostaria de saber se há um modelo de contrato entre mediador e a família da criança?
E quais são os direitos trabalhistas que o mediador tem?