27 de maio de 2013

"Precisamos dar tempo para os bebês serem bebês”

Olá Pessoal, 

Hoje vamos falar um pouco sobre os Bebês. Resolvi trazer este tema aqui, pois há algum tempo ouvi uma colega de trabalho mencionar que professores que trabalham em creches e Educação infantil querem, na verdade, menos trabalho. É CLARO que não concordei até porque penso que as séries iniciais seja a base de todo o restante da vida escolar de um indivíduo. 

Por isso penso ser importante pensarmos sobre as considerações feitas em um artigo publicado pela  Revista EI Educação Infantil, o qual algumas partes compartilho abaixo. Confira:

OS SABERES DOS BEBÊS


As descobertas realmente são recentes e, por isso mesmo, desconhecidas até mesmo por educadores. “Até os anos 70 compreendíamos os bebês como sujeitos muito passivos, mas os estudos atuais mostram que eles chegam ao mundo com um equipamento muito completo para realizar ações neste mundo”, resume a professora Maria Carmem Barbosa, pesquisadora e docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das maiores especialistas em educação de bebês no Brasil. O novo entendimento sobre a primeiríssima etapa da infância, no entanto, tem refletido em como a sociedade e a própria escola veem os bebês.

“Ao mesmo tempo em que os bebês estão se tornando visíveis, há uma preocupação acerca dos discursos que decorrem dessa ‘popularidade’”, reflete Paulo. O especialista se refere ao discurso da estimulação precoce, consequente, principalmente, das recentes descobertas da neurociência. “Nesse sentido há dois pontos de vista: o de que o bebê não é frágil, com o qual concordo, e o discurso de antecipar o desenvolvimento para dar mais subsídios à criança no futuro, sobre o qual sou contra. Precisamos dar tempo para os bebês serem  bebês”, defende. “Uma pessoa que se propõe a estar com bebês tem de ter a esperança da espera: é preciso ver se ele responde. É ter esperança para ver o que ele vai fazer”, define.


Cérebro em formação
  
Partindo do princípio da educação feita a partir e para a criança, as descobertas acerca do desenvolvimento dos bebês podem ser de grande valia para os educadores e a escola. A neurociência mostra que uma criança chega ao mundo com incríveis 100 bilhões de neurônios. Mais importante do que a quantidade é o que será feito deles. Até os 18 meses, os excessos são podados e as sinapses começam a ser construídas. Até os 3 anos, o cérebro está em formação. É nesses primeiros três anos de vida, portanto, que a interação com o ambiente e a estimulação permitem a construção das sinapses – que é o mesmo que dizer a construção do aprendizado. “Quanto mais cedo um bebê é estimulado, mais rápido se formam as sinapses”, explica a neuropedagoga Irene Maluf. “E quanto mais sinapses eu tenho sobre determinado assunto, mais facilidade terei nele no futuro.”


(...)

Os pequenos também são altamente solidários. Cientistas italianos colocaram gravação com choro de outros bebês para ver a reação dos pequenos ouvintes. Eles abriam o berreiro quando ouviam o choro do outro, mas não quando o choro era deles mesmos. Empatia pura. Indo mais além, uma pesquisadora da Universidade de Washington testou a atenção de crianças de nove meses para língua estrangeira. Quando eles ouviam um DVD com outra língua, não notavam, depois, quando alguém falava nesse outro idioma. No entanto, quando eles eram estimulados por uma professora de língua estrangeira, passaram a perceber quando as pessoas ao seu redor não estavam falando sua língua natal. A conclusão é que o aprendizado para línguas só funciona quando há interação social. 

  
Currículo para bebês



Uma das principais características da educação de bebês é que os educadores dessa fase precisam de uma formação específica, o que inclui aprender com seus alunos diariamente. Primeiro, é preciso decodificar a linguagem deles através de todas as suas manifestações. “O bebê, que já procura o olhar da mãe ao ser amamentado, tem sempre a necessidade de chamar a atenção do adulto, seja através do olhar, do choro, do riso ou quando começa a engatinhar, indo em direção aos mais velhos”, destaca Lígia Ebner Melchiori, professora doutora do Departamento de Psicologia da Unesp e autora do livro Linguagem de bebês: manual de estimulação (Editora Juruá). Quando estão no berçário e se reconhecem entre seus pares, ficam muito entusiasmados e estabelecem contato. “Eles tentam interagir com gritinhos, toques, olhares e sorrisos”, complementa Maria Carmem. “Eles são grandes comunicadores”, define.


Segundo, é preciso entender que os bebês aprendem com absolutamente tudo. Tacyana Karla é uma das autoras do livro Os saberes e as falas de bebês e suas professoras (Editora Autêntica), resultado de uma experiência realizada na segunda metade da década de 2000 na rede municipal do Recife. (...)

Organização do espaço

Para atiçar toda a capacidade investigativa dos pequenos cientistas é preciso que o ambiente seja rico em informações e organizado de forma que os próprios alunos o explorem. Uma sala limpa, iluminada, com fácil acesso aos materiais, segura, porém desafiadora, é um convite para os bebês fazerem suas próprias descobertas. Maria Carmem recomenda para bebês mais novos o uso de espelho, tapetes, rolinhos e almofadas que ajudem a sustentá-los e que favoreçam seus movimentos. 

Mas, embora importante, não é a infraestrutura que faz a diferença no dia a dia de um berçário, mas a ternura, o afeto e a criatividade das educadoras. “Não é preciso nem brinquedo caro”, afirma a professora Lígia, da Unesp, com conhecimento de causa.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui



E você o que pensa sobre a importância do trabalho na Educação Infantil? deixe seu comentário!


Uma Ótima Semana a Todos


4 comentários:

cris chabes disse...

Todas as fases da Educação são importantes. A Educação Infantil não pode ser encarada como um berçário cheio de babás por que isso não é verdade.
Todos os profissionais devem ter preparação e graduação para ligar com a criança. Não é brincadeira.
O Professor, em qualquer fase, deve ser respeitado por sua carreira e competência.
Beijocas
Cris Chabes

Donetzka Cercck Lavrak Alvarez disse...

Toninha.

Recebi sua atalização e vim rapidinho.
De seu outro blog não recebo mais.

Adorei o post e creio que em qualquer fase da vida,principalmente na primeira idade,temos que pensar que os pequenos têm muito mais a dar do que se imagina.


Beijos e linda semana

Donetzka

Toninha Borges disse...

Não só os bebês mas todas nós precisamos de um tempo de vez quando.
Parabéns pelo texto Vanessa.
Bju

Vanessa Gonçalves Vieira disse...

Obrigada pela leitura meninas!