21 de maio de 2013

Orientações para o Mediador Escolar

Imagem retirada do Google
Semana passada postei sobre o papel do Mediador Escolar, relembre aqui
O mediador ajuda o professor nas situações em que o aluno com algum déficit ou alguma síndrome precisa em sala de aula.

Hoje volto a falar sobre este tema e trago as orientações dadas em relação às situações sociais e comportamentais que constam no Manual elaborado pelos profissionais do Instituto Priorit

  • Mediar às situações sociais ensinando a criança como participar, compartilhar e interagir no grupo.
  • Minimizar a tendência da criança ao isolamento social, facilitando sua interação.
  • Ensinar a criança a abordar o outro na tentativa de interação, estimulando o contato visual e a utilização dos cumprimentos usuais.
  • Desviar a atenção da criança das manias, rituais e atividades repetitivas e estereotipadas.
  • Intervir adequadamente nas reações comportamentais drásticas diante de mudanças na rotina ou no ambiente escolar.
  • Ensinar a criança a olhar para o grupo e a observar o comportamento das outras crianças estimulando a imitação. O mediador pode direcionar o olhar da criança apenas falando ao seu ouvido ou mesmo virando seu rosto e corpo delicadamente para onde estão os outros.
  • Observar detalhadamente cada situação, com o objetivo de prevenir comportamentos inadequados, antecipando verbalmente ou através de informações visuais o que vai acontecer.
  • Minimizar e intervir em situações que causam desconforto sensorial, explicando o ocorrido.
  • Ensinar a criança a se acalmar, e, caso necessário, levá-la a um ambiente mais tranqüilo.
  • Usar histórias ou representações para explicar soluções e possibilidades de ações em situações sociais específicas.
  • Estimular a empatia, o vínculo e o prazer no convívio social.
  • Encorajar a criança a solicitar ajuda do professor ou dos próprios colegas.
  • Evitar o acesso aos objetos ou materiais que fazem parte dos interesses restritos da criança e que a afastam do grupo ou das atividades propostas.
  • Aproveitar, dentro do possível, os interesses restritos da criança tornando-os uma fonte motivadora de contato social.
  • Tornar a vida da criança previsível através da estruturação de rotinas, reduzindo o imprevisível que muitas vezes geram birras e/ou comportamentos inadequados.
  • Organizar, sempre que necessário, a seqüência das atividades diárias através de informações visuais (cartões com fotos, desenhos ou imagens) para reduzir o nível de ansiedade da criança.
  • Ensinar noção de tempo, utilizando um relógio, um calendário de fácil compreensão ou a através da própria organização da rotina.
  • Sempre que possível, ensinar a criança a se colocar no lugar do outro, refletindo também sobre o pensamento e os sentimentos das pessoas.
  • Estimular a criança, após uma situação de conflito, a refletir como o seu comportamento ou atitude atingiu o grupo, um colega ou professor especificamente, orientando-a a pedir desculpas, caso haja necessidade.
  • Estimular a criança a refletir sempre sobre estratégias alternativas para resolver determinada situação.
  • Ensinar as habilidades sociais de como se apresentar, como pedir algo e como se expressar em determinadas situações sociais.
  • Oferecer o reforço positivo (verbal ou gestual) sempre que a criança apresentar um comportamento correto e adequado.
  • Ignorar, corrigir ou redirecionar um comportamento incorreto ou inadequado. Sempre que necessário dizer para a criança o que se espera dela em cada situação.
  • Auxiliar a criança no desenvolvimento de sua autonomia, iniciativa e compreensão    daquilo que está fazendo ou do que precisa fazer.              

São orientações que servem para todos nós educadores ao trabalharmos com crianças que apresentam dificuldades.




                                                                                                                   Professora Melissa






4 comentários:

Mariana Bhering disse...

São boas orientações para quem também trabalha com adolescente.

Anne Lieri disse...

Melissa,quanto esse mediador pode auxiliar!Adorei saber!bjs,

cris chabes disse...

Melissa adoraria ter esse profissional na escola, ajudando os professores e o coordenador. Muitas vezes há situações que poderiam ser resolvidas mas facilmente por quem não está envolvido emocionalmente.
Adorei o post
Beijocas
Cris Chabes

Toninha Borges disse...

Bom Melissa vc disse tudo mesmo.
Agora é só colocar em pratica.
Bju