10 de maio de 2013

Assembleia Escolar e a Gestão Democrática da Escola

Na semana de planejamento de 2012, foi apresentado no colégio onde leciono, um vídeo que trata da questão da assembleia escolar. A experiência narrada é muito interessante, pois percebe-se a mudança no comportamento dos alunos, na forma como eles veem e entendem o colégio, como uma "coisa concreta" (não sei se dá para entender o que eu quero dizer). Bom, vou deixar o vídeo aqui para vocês. Ele é um pouco longo, mas é bem interessante:

  
Começamos a implementar a experiência em nosso colégio ainda em 2012, para os alunos de 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II. Na verdade, o projeto foi expandido, pois a professora de Ética já fazia uma "pré-assembleia" nas aulas dela. Alguns dados levantados durante esses encontros foram interessantes: problemas que os pequenos do 6º ano levaram à direção da escola, como a fila da cantina (onde eles eram "esmagados" pelos maiores - palavras deles) e a questão de ficar correndo e se machucar, ou ainda uma campanha feita para homenagear as funcionárias que cuidam da limpeza da escola, arrecadação de alimentos, dentre outros aspectos bem interessantes.

Em 2013, o projeto foi levado também às turmas de 8º ano e os 3ºs e 4ºs anos do Fundamental I já estão iniciando o projeto com a professora de Ética.

Claro que ainda há ajustes a serem feitos, pois o colégio é grande, temos muitos alunos. Infelizmente, ainda há aqueles alunos que usam o espaço dado para fazer críticas que acabam tumultuando o ambiente da sala. Conversei com eles sobre isso nessa semana que passou. Para algumas coisas, eu ainda os acho imaturos, mesmo os meus alunos de 8º e 9º ano, por isso é muito importante a avaliação periódica do projeto: muitos confundem essa questão da democracia e acham que podem falar o que bem entendem. Eu concordo que devemos ouvir as crianças, mas há regras a serem cumpridas, sem dúvida.

Eu fiz uma experiência com eles que se revelou bem produtiva na minha aula, que eu avalio como uma "mini assembleia": no 1º trimestre, eles preencheram uma ficha com a nota de participação deles (que é uma das notas que compõe a média trimestral do aluno): eles reclamaram, acharam difícil, mas, no final, acabaram sendo muito sinceros quanto à postura deles em sala e o que poderiam fazer para melhorar. Gostei bastante do resultado, e os pais acharam bem interessante também.

Vocês já fizeram algum projeto assim? O que acharam da experiência?
Bom fim de semana!
Elaine


3 comentários:

Vanessa Gonçalves Vieira disse...

Oi Elaine. Eu anda não fiz nenhum projeto neste sentido, mas já participei de um enquanto aluna. E creio que seja mesmo interessante. Quando temos a oportunidade de nos avaliar em um processo que vivenciamos diariamente somos levados a refletir sobre nós mesmo e isso por si só já nos traz à realidade de nossa existência e os motivos que temos para agir. Digo isso porque com avaliações e assembleias assim percebemos o porque gostamos e porque não gostamos de certas coisas em nossas escolas e acaba que temos justificativas para nossas colocações futuras.

Penso no lado do aluno que foio que vivenciei! E como professora fico com o que vc mencionou, ainda há imaturidade em alguns casos, realmente não é uma tarefa fácil de realizar, mas os resultados são muito produtivos.

Torcendo aqui por vocês!
Parabéns pela iniciativa!

Elaine Cristina Serrano Pirolo disse...

Obrigada pela colaboração, Vanessa! Gostaria mesmo de outras opiniões até para que possamos saber o que poderia ser aproveitado ou não. A questão da imaturidade para debater certas coisas me preocupa, mas acredito que há experiências bem sucedidas em relação a isso. Se você conhece alguém que possa me dar seu depoimento, agradeço!

Toninha Borges disse...

Bom Elaine, eu gosto de trabalhar com projetos, mas sei que é preciso de muita maturidade e estrutura para que isso aconteça. O trabalho com projetos permite que qualquer criança, mesmo com as necessidades especiais, vivam com autonomia suas estratégias de aprendizagem e sua vivência num grupo com estruturas envolventes, conflitivas, criativas, responsabilizantes. Permite que as crianças construam sua história de "vida escolar" com entusiasmo, alegria, conflitos, dificuldades e muitas aventuras, permeadas pelo currículo escolar.
Espero ter contribuído de alguma forma.
Bju