26 de maio de 2013

A educação infantil pode ensinar a Universidade

A Educação Infantil pode ensinar a Universidade.

(Anne Lieri)



Imagem daqui.

O que vocês, pais, sentem quando seu filho tira uma nota vermelha na prova?

Essa semana minha filha me ligou com essa notícia e, como ela é bem estudiosa ficou tremendamente chateada com a nota 5,3 em Cálculo.

A questão que a perturbava era que sabia toda matéria, prestou atenção ás aulas e não concordou com algumas correções feitas pelo corretor da prova atribuindo pontos ás respostas. (Não é o professor da disciplina que corrigi,  mas outro.)

Além disso, toda a sala foi mal.

A primeira coisa a fazer num caso desses é pedir revisão de prova e aconselho o professor a corrigir junto ao aluno.

A segunda é não se cobrar tanto e, perceber que uma nota não é o fim do mundo e poderá recuperar mais adiante.

O que me chama atenção nesse caso é: como foi planejada essa avaliação? Será que foi o professor que elaborou ou mandou algum estagiário? O objetivo foi medir o acompanhamento da sala ou distribuir notas vermelhas?

Muito falamos nesse blog sobre a avaliação e não sei como funciona na Universidade, mas acredito que seja igual ás séries iniciais.

Para que serve avaliar, senão saber como os alunos entenderam o conteúdo e replanejar as aulas de acordo com o resultado?

Não tenho mestrado, nem doutorado, não sei nada de Cálculo, mas até que ponto a avaliação ainda é usada como instrumento de poder?

Infelizmente, ainda existe o conceito de que “o bom professor é o exigente que dá notas baixas.”.

Um dos motivos por eu ter optado pela educação infantil é que a avaliação é feita através de um relatório de observação da criança e não reprova, apenas nos dá diretrizes para reelaborar o planejamento.

É muito mais trabalhoso para o professor, que precisa estar sempre observando os alunos e anotando para fazer o relatório depois.

Esse relatório é lido pelos pais e pela coordenadora pedagógica. Entretanto é o professor que faz uma reflexão sobre a criança percebendo seus acertos e erros, reforçando onde achar necessário.

Talvez isso seja inviável numa faculdade, mas creio ter passado da hora dos educadores repensarem sua maneira de avaliar.

Nesse sentido penso que as Universidades têm muito a aprender com a educação infantil.




10 comentários:

Augusto Sperchi disse...

Olá Anne! Suas questões são pertinente quanto à avaliação, que muitos confundem ainda com a prova. Como se fosse possível conter toda uma subjetividade dentro de um número (nota). Mas, penso, que a questão é anterior, ou seja, o próprio modelo ultrapassado que se mantém teimosamente em nossas instituições. Os novos professores, vê-se nitidamente, apenas reproduzem a prática que tiveram quando alunos e não se dão conta que o processo avaliatório deve permear todo o contexto de ensino-aprendizagem. Quando há apenas uma prova final, esquece-se o desempenho do aluno durante o repasse de informações, suas atividades, seus questionamentos, seu interesse, seu estudo, suas tarefas, seu tempo, sua dignidade e respeito que merece. Infelizmente, ainda temos muitos professores enraizados nessa prática antiga e por mais cursos e atualizações que façam, quando retornam à sala, tudo volta a ser como era. A avaliação deveria sim ser corrigida na frente do aluno para que ele entendesse e aceitasse seus erros e se corrigisse, gerando um processo de crescimento sem traumas e recuperasse conteúdos e métodos no ato da correção. Pena que grande parte de nossos colegas trabalham apenas pelo dinheiro (como se fosse muito), além de colocar o trabalho digno de muitos e bons professores em risco. Mas esse é outro assunto!
P.S. No seu caso, eu pediria sim uma revisão da prova se soubesse que minha filha poderia ter-se saído melhor na prova e também quereria saber quais critérios foram levados em conta para a obtenção da média. É um direito que não pode ser alienado.
Um abraço!

Renata Diniz disse...

Anne! Eu concordo com você. Hoje sei que tive professores semideuses na faculdade. Vai ver até se achavam deuses. Infelizmente, alguns professores usam sim a avaliação como instrumento da vaidade. Por isso também lecionei pouco. Fui blogar e agora aprendendo a costurar! Beijo!

Anne Lieri disse...

Augusto e Renata,obrigada pelos comentários tão pertinentes.Muito acertadas opiniões e daria um amplo debate,adorei!bjs,

Letradinha disse...

Concordo plenamente com vc ,parabéns pelo espaço e continue escrevendo posts interessantes assim.Até breve :)!

Beatriz Paulistana disse...

Boa tarde amiga Anne Lieri e demais meninas!!!
Anne, seu post foi muito louvável.
Já passei por isso na faculdade no mesmo conteúdo.
Como era uma faculdade em que todo mês meu pai pagava as mensalidades com muito custo. Acabei indo para cursinho especial e lá se foram ainda mais dinheiro.
Na época fiquei revoltada, pois 95% da sala ficou em dependência.
O professor não ensinava e os 5% eram os ditos CDFs.
O que a faculdade fez???
Nada, estavam de olho no lucro.
E não foi só com minha turma, outras turmas passaram por isso. Inclusive a do meu esposo.
Resultado: hoje a faculdade não tem o mesmo tanto de alunos e dá dó de visitar.
Pensemos melhor na forma de ensinar, cobrar e avaliar.
Dinheiro é bom.
Mas um dia a teta seca.
E eles tem sim que aprender muito como avaliar...
Aproveito para desejar uma nova semana repleta de felicidade e bençãos!!!
Bjokas...da Bia!!!

Pepi,Xixo,Juja,Jujuba disse...

Querida Anne,
Os meus filhos também se cobravam demais quando estavam na Faculdade
Hoje estão todos formados e tendo sucesso na carreira que escolheram
Diga para Letícia não ficar triste
Uma nota vermelha não é o fim do mundo
Um beijinho carinhoso de
Verena e Bichinhos


Dora Duarte disse...

Oi Anne, concordo plenamente com sua opinião sobre a faculdade. Também achei muitas coisas erradas nas provas de vestibulares que eu fiz. Tudo tem que ser repensado, é algo assim que deixa à desejar. Abraços.

Anne Lieri disse...

Obrigada a todos os amigos que comentaram!Visitarei a todos!bjs,

cris chabes disse...

Olá Anne, adorei seu post
Realmente na época que estava na faculdade percebia que faltava informação e formação a alguns dos professores. Muitos nunca tinham dado aula e só falavam em teorias.
Adorei
Boa reflexão
Beijocas
Cris Chabes

Toninha Borges disse...

olá Anne concordo com o que disse mas vale ressaltar que encontramos muitos professores por aí com domínio somente de teoria e aulas se tornam muit massantes.
Bju