12 de abril de 2013

Por um mundo com menos coleiras e mais amor

Na segunda-feira, 08 de abril, Vanessa Gonçalves Vieira nos presenteou com o texto “Coleira para crianças, ajuda a por limites?”. Li com muita atenção e, na hora de responder ao seu belo texto (diga-se de passagem), resolvi fazê-lo em forma de uma outra postagem.

Querida Vanessa, adorei o seu texto, e gostaria de fazer algumas considerações, como professora, a respeito da seguinte frase de sua postagem: “Filho é planejamento e investimento. Então, por que que ao invés de investir em uma coleira não investimos tempo em estudos e leituras sobre as fases que as crianças precisam passar para ter um crescimento saudável?”.

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Para muito pais, é mais fácil investir na coleira do que sentar e conversar com o filho, Vanessa. É mais fácil comprar a coleira do que dizer “isso pode, isso não, vem aqui, dá sua mão, não corra, não mexa aí. Não pode mexer porque você vai se machucar”.

Trabalho com adolescentes, em colégio particular, e muitos alunos relatam que não tomam café da manhã porque a mãe não levanta para fazer, aí ela dá dinheiro para ele comer alguma coisa no intervalo (às 9h30 da manhã, porque ela não vai leva-lo mais cedo só para ele comprar um pão de queijo antes da aula começar), mas ela não levanta para esquentar leite, conversar, planejar o dia, nada disso.

É mais fácil dar dinheiro para que eles comprem alguma bobeira na cantina do que preparar um lanche em casa para o filho (imagina ter que comprar pão, frios, achocolatado, uma fruta, o que seja, não tem tempo, a mãe trabalha!). É mais fácil pedir uma pizza ou comer fast food (todos os dias da semana), porque a mãe trabalha fora, chega cansada e não tem tempo para fazer comida, que dirá conversar com o filho?
Imagem do google



Tarefas, bilhetes? Quem esses professores pensam que são? A mãe trabalha fora, ela deixa o filho na escola o dia todos para não ser “incomodada com essas questões”. E aí chega o dia da reunião de pais e essa mãe quer saber "o que vocês estão fazendo para o meu filho"? Nós professores ainda somos culpados da situação. Nesse mundo de facilidades, a criação/educação das crianças também está sendo delegada a terceiros. Se houvesse mais amor por parte dos pais, não precisaríamos dessas coleiras, não é mesmo?

Bom fim de semana!
Elaine

8 comentários:

Aline disse...

Desculpa mas uma coisa não anula a outra,essa comparação não casa,quem tem uma criança extremamente danada sabe o quão santa essa colera é!

Nunca usei em meu filho,pq na época não tinha,meu filho quando começou a caminhar,me deu inúmeros sustos,e uma criança com um ou dois aninhos,ainda não tem maturidade de entender..que se sair correndo em determinados lugares pode ser extremamente perigozo,passei dois sustos enormes com meu menino no shoping,uma vez ele se soltou da minha mãe e se foi em direção a escada rolante,ou vez foi em direção a um elevador..e ai como explicar pra uma criança q isso não se faz..eles veem tomam o impulso e vc q nem previu isso,quase desfalece de tanto susto,outra coisa é em lugares mega movimentado,ou quando tu tens q fazer compra e a criança querendo explorar o ambiente e vc ali com as mãos ocupadas,é fácil dizer pra dar mais amor,quando se tem avó pra deixar a criança,ou alguém ou algum lugar pra cuidá-la,pra vc resolver os problemas do di-a-dia.

Antes uma colera,do q ver meu filho indo ao pronto socorro!!

Elaine Cristina Serrano Pirolo disse...

Imagino o susto que você passou Aline, mas da mesma forma que tem pessoas que gostam da ideia da coleira, eu não gosto, não me agrada de jeito algum. A ideia que me passa pela cabeça é a de "amarrar meu filho". Não consigo, desculpa, eu acho cruel fazer isso com uma criança.
Amarrar meu filho para que ele não saia correndo não passa pela minha cabeça, de jeito nenhum. Eu sei que é difícil e que eles fazem coisas imprevisíveis, mas eu não acredito que a coleira é a melhor solução.

Ana Bailune disse...

Bom dia! Gostei do texto e da proposta.

Vanessa Gonçalves Vieira disse...

Oi Elaine,

Feliz demais com tua resposta. Penso que entendeste bem a questão que coloquei. Educar realmente não tem sido tarefa fácil em nossos tempos, mas essa ideia de coleira não me desce.

Muito bom teu texto!

Elaine Cristina Serrano Pirolo disse...

Obrigada, Ana! Bom fim de semana!

Elaine Cristina Serrano Pirolo disse...

Oi, Vanessa, entendi muito bem o que você colocou e concordo plenamente contigo, eu não concordo com essa ideia de coleira.

Beijo!

Genis Borges disse...

Muito complicado a questão de comparar 'amor' com o uso ou não da coleira...
Minha opinião já foi exposta.
Bjus, Genis

Toninha Borges disse...

O uso da coleira ou não é critério de cada um.
Eu como mãe não adotaria e acho um absurdo isso. Mostra que não temos controles e somos inseguros...
Bom já dei minha opinião e cada um é cada um e ponto final.
Bju
Toninha