20 de abril de 2013

Avaliação em Foco: Muito além dos números: a relação dos professores com avaliação em larga escala

Alessandra Camargo, Professora, Psicopedagoga, Diretora e Graduada em Letras, fala sobre o método de avaliação em larga escala que está sendo aplicado nos últimos anos pelos relatórios de Análise Operacional lançado pelo Instituto Nacional de Pesquisas em Educação - INPE. Alessandra reflete sobre esse instrumento avaliativo e suas possíveis implicações onde o foco desses relatórios está mais pautado na logística de aplicação, do que propriamente nas análises pedagógicas.

É uma proposta por um sistema de avaliação de larga escala em que algumas determinadas medidas podem  dar positiva ou negativamente na educação. Quando se trabalha com a ideia de escala, está trabalhando com medidas de padrões e parâmetros. 

O que esses dados representam para o professor? Segundo a autora do texto,não é preciso ir muito a fundo para constatar que a maioria dos professores não sabe o que fazer com os índices das avaliações de que falamos.Constata-se que ter números em mãos não foi e nunca será suficiente para que haja mudança educacional significativa no sentido amplo da palavra.

Essa é uma questão que tem que ser discutida, pois aparentemente está se referindo ao currículo escolar. Nesse caso, o currículo está sendo visto como um currículo pré-definido e todo mundo terá que fazer igual. É o caso da Prova Brasil, onde é aplicado a todos os alunos no 5º e 9º anos do ensino fundamental. Outra é o ENEM onde estabelece um paralelo pra traçar o conhecimento que irá acontecer no ensino médio.

Eu percebo que embora seja um tema controverso, as avaliações em larga escala possibilitam um olhar externo sobre o ensino realizado nas escolas públicas onde permite uma elaboração de políticas educacionais.

Professora Melissa




Resenha- Melissa Machado
Fonte - Revista “ Avaliação em foco”


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3 comentários:

Augusto Sperchi disse...

Olá Melissa! Fui contra a implantação do Currículo Único para o estado de São Paulo porque ele desrespeita o regionalismo, a sazonalidade, as colheitas, as culturas locais, os ritmos circadianos de uma dada população... Enfim, padroniza e planifica uma educação desinteressante para a maioria dos alunos e os transforma em manada, que deve ser conduzida a qualquer custo para o matadouro. Se o projeto que objetiva a uma cultura geral e única for estendido para todo o Brasil, que é imenso, o caldo cultural que o caracteriza será entornado. Os jesuítas já fizeram isso com os indígenas. Foi o maior genocídio de que se tem notícia em nossa história.
A Prova Brasil, o Enem e o Saresp, são nada mais que formas de verificação se o servidor está cumprindo direitinho sua função.
Outra: há que se diferenciar prova de avaliação. Enquanto a primeira mede conhecimentos recentes do aluno; a segunda avalia até que ponto o indivíduo está se tornando um ser humano. A primeira gera índices, que podem ser tabulados e transformados em gráficos (metas do governo) e a segunda altera para melhor o ethos de uma sociedade e é disso que a nossa precisa para dar o tão esperado salto de qualidade.
Mas, enquanto isso nos for imposto de forma destrambelhada como vem acontecendo, só nos resta lamentar. Além de sermos mais uma vez acusados pelos baixos índices.
Tristes trópicos!
Abraços!

Anne Lieri disse...

Melissa, excelente sua resenha e esse assunto é mesmo muito controverso.Ainda precisamos descobrir uma maneira melhor de avaliar.bjs,

Toninha Borges disse...

Precisamos rever nossos conceitos.
Procurar uma caminho diferente antes que se torne obsoleto.