7 de abril de 2013

Hiperatividade não é malcriação


Hiperatividade não é malcriação

(Anne Lieri)





É bastante comum relacionarmos a hiperatividade com a falta de educação.

Um aluno agressivo, que não para quieto e perturba a aula nem sempre é hiperativo.

De acordo com o psiquiatra Mario Louzã, especialista nestes casos, os sintomas da hiperatividade devem ocorrer no mínimo em dois ambientes.

Geralmente em casa e na escola a criança com esse transtorno apresenta inquietude, desatenção e impulsividade.

Essas são as características básicas dos portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), uma doença que surge na infância, mas que pode prosseguir pela vida adulta, comprometendo o desempenho profissional, familiar e afetivo, segundo o Dr.Drauzio Varela.

Um aluno com TDAH apresenta problemas com a motricidade. Ele parece um “bicho carpinteiro”, demonstrando inquietude.

Ao mesmo tempo são impulsivos, agem sem pensar e, por este motivo, costumam cair e se machucar mais vezes.

São extremamente distraídos e sem paciência.

Da próxima vez que seu filho interromper uma conversa pedindo sua atenção, observe primeiro se ele não apresenta outras características do TDAH.

O que parece simples falta de educação pode ser uma doença que necessita de diagnóstico e tratamento médico.


13 comentários:

Mônica Lima Andrade disse...

Foi muito bom ler esse post , tenho um aluno com essas caracteristicas , mas nunca procurei saber se em casa ele tambem se comporta assim , vou pesquisar com a familia e pedir que a coordenadora converse com eles depois ..
Um Abraço!

✿ chica disse...

Legal e interessante esse tema que escolheste,Anne! tantos o confundem... beijos,lindo domingo e esse blog sempre por dentro da temática atual! chica

Genis Borges disse...

Olá Anne, antigamente tudo era tratado como sendo a criança mal educada, graças a Deus, através de muito estudo, isso tem modificado, mas ainda precisa ser estudado por muitos professores e pedagogos.
Ótimo post.
Bjus, Genis

Renata Diniz disse...

Anne! É preciso observar bem, pois conforme a Chica disse, muitos confundem. Beijo!

cris chabes disse...

Adorei o post, infelizmente é ainda muito difícil detectar a TDHA nas crianças em idade escolar. A criança, mesmo sem o deficit é rotulada hiperativa. O mais importante é a conscientização da escola e da família e o encaminhamento a especialista, visto que a criança também sofre e não tem um desenvolvimento cognitivo pleno.
Abraços
Cris Chabes

irene alves disse...

Um excelente texto para quem tem flhos pequenos. Vou recomendar
à minha sobrinha(que tem dois) que venha ler este texto.
Beijinhos e bom domingo.
Irene Alves

Pepi,Xixo,Juja,Jujuba disse...

Muito bom este texto, Anne
Ainda bem que hoje em dia tem se conhecimento deste problema e a criança pode ser tratada
Coisa que não acontecia antigamente
Beijos para tí, amiga
Verena e Bichinhos

Augusto Sperchi disse...

Oi Anne! O post é excelente e traz à baila esse transtorno de difícil diagnóstico. A tendência homogeneizante dos professores é de transformar uma turma em rebanho, para que toda ela aprenda tudo de uma vez e ao mesmo tempo, porque assim fica fácil de ser conduzida. Porém, como as pessoas (alunos) são diferentes, logo aparecem as dificuldades e aquela tendência vira um suplício. É justamente na diversidade que o crescimento é possível, para que se aprenda com as diferenças e se adquira as noções que nortearão as condutas perante as coisas e as pessoas.
A ausência dos pais, a falta de compromisso com a educação dos filhos, o tempo que eles não têm para brincar e interagir com eles, a omissão, a dificuldade em ajudar nas tarefas e outros penso ser os motivos de a criança fazer na escola tudo que ela não pode fazer no "lar". Sendo assim, concluo que O TDHA tem origem na estrutura pouco refletida de uma família e que os pais é que deveriam receber orientação psicológica para, em tempo, possam recuperar e reeducar seus filhos coerentemente. Senão, eles reproduzirão os exemplos que aprenderam em casa e o ciclo se abre numa espiral infinita e em progressão geométrica.
Sabemos pelos próprios alunos que muitas famílias são desestruturadas e outras mal-constituídas. É nesse primeiro espaço de socialização que as crianças adquirem muitos dos comportamento que se reproduzem em outros ambientes, como a escola.
Contudo, a maioria dos profissionais não está apta a lidar com essas situações e o resultado são os descalabros que se veem em uma sociedade esquizofrênica como a nossa. Tristes trópicos!
Abraço!

Sandra Portugal disse...

Excelente posicionamento.
Eu sou uma pessoa hiperativa e absolutamente multi-tarefa.
Sei que muitas vezes incomodo as pessoas por estar fazendo duas, tres coisas ao mesmo tempo. As pessoas que fazem uma coisa de cada vez não concebem alguem ser capaz de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e dar a devida atenção as multiplas tarefas que desempenha simultaneamente. Não tenho deficit de atenção, sou multi-task, escrevo um email, falo no telefone e posso estar prestando atenção no que você está me falando ao mesmo tempo...E você fica zangada comigo pois acha que estou menosprezando a sua conversa. Tenho que me controlar, exercitar meus instintos para desacelerar e fazer uma coisa de cada vez, no dia-a-dia. No meu trabalho ser multi-tarefa e cuidar das inumeras prioridades, urgencias, assuntos "extremamente importantes" que surgem, atender muitas ligações telefonicas, participar de reunioes simultãneas, conferencias, responder smss, dar conta dos inúmeros emails, estar em dia com as informações e zelar pelos eventos de mais de 150 projetos simultâneos só sendo multi-tarefa! Como freiar esses impulsos e ser zen ao chegar em casa e com a familia e amigos? Dificil!
bjs Sandra
www.projetandopessoas.com.br (novo site)
http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

Ana Bailune disse...

Olá, Anne. Precisamos ter muito cuidado ao classificarmos alunos como portadores ou não de TDA. Tive um que era impossível de conviver: falava palavrões, xingava as meninas de nomes que você nem imagina, jogava as coisas no chão, dava gargalhadas e agia como se o professor não estivesse presente; as demais professoras diziam que eu tinha que 'tomar cuidado para não aborrecê-lo', pois o coitadinho tinha TDA. Até que um dia, eu disse a ele que se não parasse de se comportar mal, eu o colocaria de castigo e chamaria seu pai para conversar, e ele nunca mais perturbou a minha aula.Acredito que TDA exista, mas antigamente, os casos eram bem menos numerosos... acho que hoje em dia os psicólogos dão diagnósticos precipitados. Abraços, boa semana!

Anne Lieri disse...

Obrigada a todos os amigos pelos comentarios e troca de ideias!Vou visitar um a um essa semana!Bjs e meu carinho!

Vanessa Gonçalves Vieira disse...

Anne. Adorei teu texto!!!
Hoje em dia tudo é hiperatividade, precisamos mesmo estar atentos aos nossos alunos e filhos, mas principalmente ter muito cuidado com diagnósticos precipitados!!


Beijocas flor!

Toninha Borges disse...

Bom baseada nos diagnósticos acima, não sou então uma pessoa imperativa rsrsrsrs. Eta palavrinha que deixa muitas mães malucas. a criança não pode ultrapassar dos limites desejados que já vem ela meu filho é imperativo! Então ATENÇÃO imperatividade não tem nada a haver com criança esperta e que gosta de brincar, tem haver com problemas de déficit de atenção e outras mais.
Parabéns Anne
Bju Toninha