25 de fevereiro de 2013

E o professor. Como anda?


"...A aula da Érica não é bagunçada...
Mas tirando essa mestra, 
os demais até que tentam, mas poucos conseguem..."
                                                                         Thomas



O que fazer diante dessa situação?  

Estava lendo as reportagens de Julio Furtado e Vasco Moretto na Revista Aprendizagem e   os dois autores mostraram-se preocupados como mesmo aspecto: O papel do professor nos tempos atuais. Ressaltam que muitas são as mudanças socioeconômicas, regionais e mundiais que temos vivido e que todas essas mudanças atingem o ato de educar.
Vasco Moretto afirma que  o professor vive em constante pressão, pois de todos os lados recebem afirmações de que a Educação vai mal e que há a necessidade de mudanças, mas, muitos esquecem de ressaltar e de "avisar" ao professor que mudanças são essas. O que é preciso  mudar? Por que mudar? São perguntas que constantemente se fazem presentes na cabeça dos professores de nossa geração.
Partindo desse princípio Julio Furtado nos diz que  é compreensível o nível de insegurança que os professores vivem, professores e pais também,  pois são eles os principais agentes dessa tão nobre e complexa tarefa de educar. Segundo o autor, o professor hoje tem ocupado lugar de destaque no cenário de reconfiguração educacional. E esse destaque se dá, por causa das mudanças ocorridas na estrutura familiar, mudanças essas que não nos permite afirmar quem exerce o papel de educador em casa, muitos são os que tem exercido esse papel... avós, tios, primos, irmãos mais velhos...

Na escola quem "educa" é o professor. Ele é referência, quando se pensa na Instituição Escola e por isso, não podemos deixar de ressaltar que cada vez mais, se exige que ele exerça além do seu papel  exclusivo de ensinar conteúdos. 

Aqui está a grande questão, pois como nos diz Julio: O professor se torna educador quando sente as dificuldades de estarmos vivendo tempos de mudança. E ressalta que para conseguirmos vencer essas questões necessitamos compreender a necessidade de alinhar nossos sentimentos, pensamentos, o que falamos e o que fazemos. 



"Ser professor é crescer como pessoa 
através da ação profissional 
e melhorar como profissional 
através da ação como pessoa."
                                                           Júlio Furtado

Vasco Moretto por sua vez, afirma que não se pode mudar por mudar. É preciso manter o foco nas consequências das mudanças. Se não tiver certeza dos novos rumos a seguir ou se não estiver preparado para as mudanças, talvez seja melhor fazer bem o que sempre fez se preocupando é claro, em alcançar as competências necessárias para novas situações complexas a serem enfrentadas. 

Para concluir seu pensamento Moretto, nos fala sobre algumas dimensões da educação que mereciam mudanças. São elas:



==> Fundamentos Epistemológicos:




Nos levam a questionar o que seja o conhecimento socialmente construído. Seria ele uma descrição de mundo ou uma representação de mundo?






==> Fundamentos Metodológicos:


Está diretamente ligada aos fundamentos epidemiológicos e se refere a ação do professor. A aula será reflexo da epistemologia do professor. Se ele acreditar que o mundo é algo pronto a ser descrito ele assim ensinará, utilizará a linguagem da descrição: _ "a ilha é... " Mas, se sua visão for de que o conhecimento é uma representação do mundo sua linguagem será outra: _"conceituamos ilha como..."
Esse segundo foco busca a mudança da metodologia do professor. (não seria esse o caso dos professores do Thomas?!) 



==> Fundamentos éticos




Esta dimensão precisa ser buscada pois seu foco é fazer com que valores sejam transformados. Onde o ser possa se sobrepor ao ter, onde ser honesto deixa de ser vista como sinônimo de ser trouxa, onde o sonhador deixe de ser motivo de gozação e menosprezo... onde o professor possa realmente se perguntar:" _Que cidadão eu quero formar e o que posso fazer para tornar isso real?".  Sem achar que isso seja uma grande utopia... e  principalmente onde a ESCOLA possa acreditar que:




 "gente de verdade só pode ser formada por gente de verdade 
e é esse talvez o maior desafio dos professores: 
tornar-se cada vez mais gente de verdade".
Julio Furtado




Fonte:
Revista Aprendizagem: ano 3 nº15/2009
Vasco Moretto: 
O dilema do educador
Júlio Furtado
Limites e horizontes
do papel do Educador

Boa semana a todos

3 comentários:

Anne Lieri disse...

Vanessa,que super texto,menina!Todo professor precisa ter um ponto de apoio,saber o que se espera dele,aonde precisa chegar,aonde vai levar seus alunos...olha,eu gostei muito de te ler!Ótima reflexão!bjs,

Toninha Ferreira disse...

Ótima reflexão.
Cada professor deveria tomar conhecimento do assunto.
Bju
Toninha

Prô Cris Chabes disse...

OLá Vanessa, que delicia de texto
Quer saber.....o ano mal começou e eu já estou cansada devido a tanta pressão.
Este ano peguei um 3o. ano e os alunos serão avaliados ao final do ano na prova do estado de SP, o famoso SARESP; Essa prova tem por finalidade avaliar a qualidade do ensino e também as competências e desempenho do professor.
Ótimo.....mas já vem pressão de todos os lados para que se trabalhe somente o conteúdo da prova.
E o resto.....vamos treiná-los?
Eu gostaria que esse tema fosse aberto para debate no face?
O que acha
Beijocas
Cris Chabes