27 de fevereiro de 2012

O alfabeto na sala de aula

Na Educação infantil, principalmente na pré-escola é muito importante ter o alfabeto na sala de aula. As crianças desde pequenas observam e identificam as letras. Gosto de ter na minha turma o alfabetário: um mural de pregas onde coloco todas as letras do alfabeto (minúsculas e maiúsculas). Nesse alfabetário colocamos os nomes de acordo com as letras iniciais, encontramos as letras das palavrinhas estudadas e organizamos gravuras:


Leia mais sobre a importância de se ter o alfabeto na pré-escola e séries iniciais no texto retirado da revista Nova escola:
"Pendurado na parede desde o primeiro dia de aula, ele ocupa uma posição central na classe - de preferência, acima do quadro, no campo de visão de todos os alunos. Material de apoio precioso para um ambiente alfabetizador na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é a ele que os pequenos recorrem quando querem encontrar uma letra e saber como grafá-la. Se sabem que "gato" se escreve com G, mas esqueceram o jeitão dele, é só caminhar pela sequência de letras até encontrá-lo. Se na hora de escrever "mar" bater a dúvida de quantas perninhas tem o M, a resposta também está lá. O alfabeto da classe é um companheiro permanente para quem ensaia os primeiros passos no universo da escrita.
Não espanta o consenso de que um alfabeto, organizado em cartazes ou painéis de tamanho razoável, deve estar presente em toda - sim, em toda - sala de alfabetização inicial. Afinal, ele é um precioso instrumento de consulta para as situações de escrita, uma das quatro situações didáticas mais importantes nesse processo (as outras três são a leitura pelo professor, a leitura pelo aluno e a produção oral com destino escrito, quando o professor atua como escriba). Se você leciona para pré-escola, 1º ou 2º ano, precisa dominar essas práticas.


Para que o alfabeto realmente ajude na compreensão do funcionamento da escrita, é preciso saber usá-lo. Isoladamente, ele não é nada além de uma lista de letras. Apenas mandar a garotada ler a sequência de A a Z não faz ninguém avançar na alfabetização. "Memorizar a ordem das letras é importante, mas esse saber deve ser acionado pelas crianças durante atividades de reflexão sobre a escrita", afirma Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

 Atenção, porém, antes de produzir o alfabeto da classe. Ainda são muito comuns os modelos que trazem as letras de A a Z decoradas, com figuras cuja inicial é a letra em questão. Assim, o B, por exemplo, vem adornado por uma asa de borboleta, com um contorno que se mistura ao da letra. Não é o ideal, pois a associação com desenhos confunde a criança. "Nessa fase inicial de aprendizado, ela imita a escrita e ainda não consegue determinar com clareza o que é central e o que é periférico, o que realmente faz parte da letra e o que é somente um enfeite. Por isso, qualquer elemento supérfluo acaba sendo reproduzido", argumenta Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA. O melhor é que o alfabeto seja composto de letras de imprensa maiúsculas, de contornos mais limpos e claramente identificáveis quando reunidos em palavras.

Depois que os pequenos já entenderam o que a escrita representa e como ela se organiza, aí, sim, você deve mostrar outros tipos de letra, como a de imprensa minúscula (o que vai ampliar a compreensão de livros, jornais, revistas e outros materiais impressos) e a cursiva maiúscula e minúscula (facilitando o contato com notas e bilhetes manuscritos e produções escolares). Novamente, essa etapa também pode se beneficiar da colaboração de um alfabeto pendurado na parede - dessa vez, um modelo um pouco mais sofisticado, com a letra maiúscula em destaque e os outros quatro tipos correspondentes logo abaixo.

Para imprimir o alfabeto maiúsculo clique aqui.

No twitter: @mellmachado

26 de fevereiro de 2012

Memórias, você tem?

Olá 

Que maravilha estar mais um dia aqui juntinho com você. Bom demais tê-lo por aqui. Acompanhando nossas postagens, em nossa página... Fico muito feliz e creio que a Cris, a Genis e a Mel estão no mesmo espírito.

Bom, mas hoje eu estou aqui para falar sobre memórias. Será que temos boas memórias? Todo mundo tem né? E talvez elas sejam uma das melhoras coisas que podemos ter em nossas vidas. Elas nos contam grandes histórias. Já parou para pensar sobre isso? Já pensou que você também é responsável por parte da Literatura daqueles que vivem ao seu redor? E se você fosse escrever  um livro com as suas histórias, que nome daria? Seria drama, romance, poesia, conto....? Muito bom pensar a vida deste jeito.

Por que será que estou fazendo este monte de perguntas.... ? Em primeiro lugar porque eu gosto de fazer perguntas... Na verdade, viajo nelas e fico imaginando como eu as responderia. (rsrs). Em segundo porque gostaria de compartilhar com vocês um livro que estou lendo e que tem me encantado.

É este aqui :


Narrativas Memoralísticas: Por uma arte Docente na Escolarização da Literatura.


Está disponível na Editora CRV


Este livro fantástico e a tese de Doutorado da Patrícia Porto, uma pessoa sensível que foi em busca das  narrativas memorialísticas de  professores dentre muitas coisas interessante nos mostra a grande importância que eles, os professores, têm enquanto seres que se formam para formar... Eis o que tenho podido sentir durante esta leitura. 

Patrícia também tem um blog onde registra seu poemas, os quais indico a leitura, pela sua profundidade e grande reflexão. (vejam). 

Com certeza contarei mais sobre as leituras que tenho feito deste livro por aqui, mas espero que possamos contar juntos as memórias nos deixadas por ele. Porque vale a pena se encantar.

E você já decidiu o nome que daria ao livro de suas memórias!?


Um grande beijo e uma ótima semana a todos!



x_3c1cc2a1

23 de fevereiro de 2012

Cantinhos Pedagógicos

Muito se fala nas escolas e cursos sobre os "cantinhos" em sala de aula, mas como trabalhar esses cantinhos e de fato qual o objetivo por trás de cada um? 
imagem do google
Para responder a essa pergunta, vamos lembrar do criador dos "cantinhos" o Educador Celestin Freinet que dedicou a vida a elaborar técnicas de ensino que funcionam como canais da livre expressão e da atividade cooperativa, com o objetivo de criar uma nova educação.
Freinet criou uma pedagogia do trabalho. Para ele, a atividade é o que orienta a prática escolar e o objetivo final da educação é formar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e emancipar quem o exerce. 
Um dos deveres do professor, segundo Freinet, é criar uma atmosfera laboriosa na escola, de modo a estimular as crianças a fazer experiências, procurar respostas para suas necessidades e inquietações, ajudando e sendo ajudadas por seus colegas e buscando no professor alguém que organize o trabalho. 

imagem cedida pela professora Claúdia Bardez
A pedagogia de Freinet se fundamenta em quatro eixos: a cooperação (para construir o conhecimento comunitariamente), a comunicação (para formalizá-lo, transmiti-lo e divulgá-lo), a documentação, com o chamado livro da vida (para registro diário dos fatos históricos), e a afetividade (como vínculo entre as pessoas e delas com o conhecimento).

imagem cedida pela professora Claúdia Bardez



Quando organiza os cantinhos, o professor não separa o conteúdo por partes, mas proporciona ao aluno a observação e a ação sobre determinado objeto de estudo (livros. experiências, material dourado, material para contagem, etc...).
Quando planejar cantinhos em sala, relacione-os com os conteúdos estabelecidos no planejamento, assim seus alunos poderão interagir diariamente.


Beijocas
Cris Chabes

19 de fevereiro de 2012

Essa viagem você não pode perder!


Olá.



Assisti o vídeo abaixo lá no Blogstórias Essenciais o blog da Fátima Elizabeth. Um espaço bem aconchegante. Vale a pena conhecer.



Na descrição que faz sobre o vídeo, Fátima coloca "porque sou viciada em livros" Um comentário interessante e bem chamativo, fato que me levou a assistir com mais atenção e entusiasmo a indicação.



De fato me encantei com as imagens diante dos meus olhos. De repente me vi assistindo  a uma animação fantástica que nos leva a pensar sobre os diversos mundos que se abrem, quando nos deparamos com os livros e suas histórias. E mais, quando nos deparamos com histórias contadas pelas imagens...

Bem, resolvi procurar mais um pouco e cheguei lá no blog do meu querido amigo José Antônio Klaes Roing, do Blog EducaTube. Por lá encontrei outra beleza de descrição. feita pela professora Josane Batalha Sobreira da Silva que indicou o vídeo ao José.

Vejam:

"Um vídeo multicultural, pois une cinema mudo e homenageia o ator Buster Keaton, além de valorizar o poder de voar na imaginação da literatuta, unindo realidade e ficção, o furacão Katrina e Mágico de Oz.
Para refletir sobre o livro sem letras e o mundo sem palavras... Seria de fato um mundo sem cor, sem imaginação. O livro traz vida e cor a nossa vida. O livro da nossa vida é escrito a cada dia, como bem demonstra o vídeo.Uma biblioteca viva, que bem poderia ser o espaço de uma escola.Os livros se alimentam de letras em forma de sucrilhos...Os livros tem idade, que nem gente, e também envelhecem, requerendo cuidados.Através do voo da imaginação, os livros nos rejuvenescem. Eis a lição."



Vamos ao vídeo?







Estou sem palavras queridos. Que bela lição podemos extrair desta história...
Levo comigo a certeza de que sempre haverá uma história a ser contada por um livro, sejam estas escritas, digitadas, ilustradas com imagens... Esses senhores da história venceram séculos de existência e continuarão existindo se nós cultivarmos a leitura desde sempre.

Conte-nos a sua opinião. 

A todos uma ótima semana!

x_3c1cc2a1

17 de fevereiro de 2012

Planejamento. Chegou a hora!

imagem do google

Planejamento???? E agora???? Como fazer????
Conheço muitos professores que ainda tem dúvidas e medos na hora de Planejar o ano letivo. 
  • O que trabalhar?
  • Como organizar o conteúdo para a série/ano?
  • Que recursos, estratégias, metodologia, didática devo usar?
  • Que objetivos quero alcançar?
Essas são algumas das perguntas que PARECEM não ter resposta na hora de pensar de que forma trabalhar e o que com os alunos. 
Ainda existem aqueles que copiam o planejamento do ano anterior de 1900, mas esses "ainda bem" são a minoria.
Com os recursos via internet ou da literatura escolar é possível organizar um planejamento, mas primeiro é preciso conhecer seus alunos.

Segue abaixo alguns passos e explicações das diferentes partes de um planejamento e sites com dicas úteis que poderão ajudá-los. No mais confie em você e em seu talento profissional. 
  • Planejamento de aula: as aulas vão começar e você fica aflita com o que vai trabalhar o ano todo? Comece pensando no primeiro dia de aula. Como vai recebê-los? São alunos novos? Apresente-se. Fale um pouco sobre você e sobre a escola. Leve-os para conhecer a escola. Acompanhe-os no lanche. Programe uma música ou uma brincadeira. Leia uma história e peça que façam um desenho sobre ela.Tudo isso faz parte do seu plano de aula. Não deixe de pensar nos objetivos que quer alcançar com essa aula e organize tempo, materiais e estratégias. Esse registro é importante para futuras aulas.
  • Planejamento semanal: cada dia de aula planejado entra na rotina semanal. Pense nos conteúdos que quer trabalhar em uma semana e organize cada dia elencando tempo para cada atividade, objetivos, estratégias e material necessário. Se estiver desenvolvendo um tema (projeto) que leve mais do que uma semana, organize e registre o passo a passo na rotina semanal.
  • Planejamento bimestral ou semestral: Cada professor organiza os conteúdos que irá trabalhar pensando no tempo para realizá-los e isso pode levar um bimestre ou um semestre. Assim registre os objetivos, conteúdos, estratégias, recursos, formas de avaliação e deixe exposto na sala ou caderno (semanário) para checar se está cumprindo as metas estabelecidas.
  • Planejamento anual: todo esse processo também é organizado para o ano, para sua classe e todas as outras do grupo a série/ano.     
imagem do google
É importante lembrar que "seus alunos" tem particularidades que só você poderá conhecer por isso, mesmo que o grupo de professores da sua série/ano organize um planejamento anual/semestral é preciso pensar nas estratégias que irá utilizar com cada um para que o conhecimento seja adquirido e compartilhado com todos.


Beijocas
Cris Chabes

15 de fevereiro de 2012

As expectativas para o novo ano letivo - Depoimento de Ingrid (12 anos)

Há pouco tempo atrás li um relato num blog de uma adolescente de 12 anos e seus "medos" de ir para um novo ano de escolaridade. (AQUI)
Fiquei pensando em nós professores, que correndo com o novo planejamento, com as novas dinâmicas, podemos nos esquecer que há muitos coraçãozinhos aflitos com o início do ano letivo.
Convidei essa adolescente, Ingrid Faria, pra nos falar um pouco sobre suas expectativas quanto ao novo ano letivo.

Sou Ingrid Faria, tenho 12 anos e vou estudar no 8º ano. Todo ano novo eu fico com expectativas de como será os professores, de como será o novo ano. Ainda mais quando eu troco de escola.
Quem conhece o blog da minha mãe o qual eu ajudo ela também, rs, sabe como eu tive medo de ir para o 8º ano (antiga 7ª série) por que muitas pessoas me falaram como é difícil a série, e uma menina que eu conheço até me disse “Duvido que você passe” então eu comecei a ficar com receio de voltar para escola, receio de ir para o 8º ano. Mas sabe com ajuda das blogueiras, rs, eu consegui perder esse medo e agora eu voltei com todas as expectativas que eu estava antes.
Tenho expectativas de fazer mais amigos, ajudar amigas a passarem de ano, ler mais livros, tentar me concentrar nas aulas de história (a mais difícil para eu me concentrar). Em relação aos professores quero tentar fazer amizades com algum deles. Como ano passado eu consegui fazer amizade com a professora de português e ela me ajudava sempre que eu precisava. 
Quero tentar quebrar essa corrente que os alunos tem que achar que os professores são chatos, velhos e bregas. A maioria dos alunos não dá uma “chance” para os professores serem legais. Olham na cara do mesmo e dizem que eles são chatos. Não quero ser assim, quero tentar dar uma chance para eles. Quero ser amiga. E eu vou tentar fazer isso, quer dizer. Eu vou conseguir!!

Beijinhos
Ingrid


Ingrid, querida...
Que este ano seja lindo pra você. Que você faça novos amigos e aprenda coisas novas! Que seus professores sejam como você imagina e façam diferença em sua vida!
Beijos, Profª Genis

13 de fevereiro de 2012

Diretrizes nacionais da Educação para o trânsito


Documento importante para pautar as ações sobre educação no trânsito na pré-escola.

A sua creche/escola já conhece?

Estas diretrizes são destinadas às crianças em fase pré-escolar que, conforme o
Artigo 30, da Lei n.9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, têm
quatro a seis anos de idade.

Nestas diretrizes, você encontrará fundamentos, princípios e procedimentos
ancorados:
I – nas bases legais que orientam:
a) os Sistemas de Ensino da Educação Brasileira;
b) o Sistema Nacional de Trânsito;
II – numa dimensão conceitual de trânsito como direito de todas as pessoas e que
compreende aspectos voltados à segurança, à mobilidade humana, à qualidade de vida e
ao universo das relações sociais no espaço público;
III – nas propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, constantes nas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil;
IV – numa abordagem que priorize a educação para a paz, a partir de exemplos
positivos, capazes de desenvolver esquemas de interação com os outros e com o meio,
oferecendo condições para que as crianças aprendam a ser, a estar e a conviver no
trânsito;
V – em aprendizagens que favoreçam a aquisição de atitudes seguras no trânsito e
reflitam o exercício da ética e da cidadania no espaço público;
VI – no reconhecimento das crianças como cidadãs cujos direitos devem ser
preservados e legitimados.


O trabalho de Educação para o Trânsito nas pré-escolas proposto neste
documento tem como principais objetivos:
I – considerar as capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas de cada criança,
garantindo um ambiente saudável e prazeroso à prática de experiências educativas
relacionadas ao trânsito;
II – favorecer o desenvolvimento de posturas e atitudes que visem a segurança
individual e coletiva para a construção de um espaço público democrático e equitativo;
III – respeitar as diversidades culturais, os diferentes espaços geográficos e as relações
interpessoais que neles ocorrem;
IV – superar a concepção reducionista de que educação para o trânsito é apenas a
preparação do futuro condutor;
V – criar condições que favoreçam a observação e a exploração do ambiente, a fim de
que as crianças percebam-se como agentes transformadores e valorizem atitudes que
contribuam para sua preservação;
VI – utilizar diferentes linguagens (artística, corporal, oral e escrita) e brincadeiras para
desenvolver atividades relacionadas ao trânsito;
VII – proporcionar situações, de forma integrada, que contribuam para o
desenvolvimento das capacidades de relação interpessoal, de ser e de estar com os
outros e de respeito e segurança no espaço público;
VIII – envolver a família e a comunidade nas ações educativas de trânsito
desenvolvidas.

No site Smartkids você encontra algumas sugestões de atividades:




Tenham uma ótima semana!

No twitter: @mellmachado

12 de fevereiro de 2012

Por que fazer o mesmo quando se pode fazer diferente?



Olá pessoal,


A matéria abaixo foi retirada da Revista Pátio online. Uma revista muito interessante que podemos utilizar para nossa atualização nos assuntos sobre educação. Vale a pena ler e refletir.


Vamos lá?


Colo aqui parte do artigo  O uso das tecnologias na educação para nossa reflexão...




Os recursos tecnológicos na escola

É evidente a insatisfação dos alunos em relação a aulas ditas "tradicionais", ou seja, aulas expositivas nas quais são utilizados apenas o quadro-negro e o giz. O aprender por aprender já não existe: hoje, os alunos precisam saber para que e por que precisam saber determinado assunto. Essa é a típica aprendizagem utilitária, isto é, só aprendo se for útil, necessário para entrar no mercado de trabalho, visando ao retorno financeiro. A internet invade nossos lares com todas as suas cores, seus movimentos e sua velocidade, fazendo o impossível tornar-se palpável, como navegar pelo corpo humano e visualizar a Terra do espaço sem sair do lugar. É difícil, portanto, prender a atenção do aluno em aulas feitas do conjunto lousa + professor.



Então, por que fazer o mesmo quando se pode fazer diferente? Uma vez que os alunos gostam tanto de aulas que utilizam a tecnologia, por que não aproveitar essa oportunidade e usá-la a seu favor? A aula pode entusiasmar os alunos de maneira ao menos parecida com que são excitados pelos jogos e filmes de alta qualidade em efeitos especiais. A escola precisa modernizar-se a fim de acompanhar o ritmo da sociedade e não se tornar uma instituição fora de moda, ultrapassada e desinteressante. Embora lentamente, ela está fazendo isso. Saber que o aluno aprende com o que lhe prende a atenção todos sabem. A questão é: estão os professores, as escolas e os sistemas de ensino preparados para tal mudança?



Aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado. O trabalho acaba tendo um retorno muito mais eficaz. É importante, no entanto, que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores.


Existe uma infinidade de programas disponíveis para montagem de exibições de slides, de atividades interativas e jogos; porém, alguns professores não sabem como utilizá-los. Utilizar o computador em sala de aula é o menor dos desafios do professor: utilizar o computador de forma a tornar a aula mais envolvente, interativa, criativa e inteligente é que parece realmente preocupante. O simples fato de transferir a tarefa do quadro-negro para o computador não muda uma aula. É fundamental que a metodologia utilizada seja pensada em conjunto com os recursos tecnológicos que a modernidade oferece. O filme, a lousa interativa, o computador, etc., perdem a validade se não se mantiver o objetivo principal: a aprendizagem.

Para ler toda a matéria vá ao site da revista ( AQUI)
(grifos meus)

-------- *---------

E você professor, como tem utilizado as tecnologias em em sua atuação? Que estratégias tem utilizado? Compartilhe conosco suas experiências. 


Abraço Grande 
Boa Semana e retorno à todos



*As imagens foram retiradas do Google

5 de fevereiro de 2012

Grande comemoração de aniversário e premiação - SORTEIO - ENCERRADO


Olá queridos leitores da Educação em Foco!

Como vocês já sabem, estamos duplamente felizes porque nosso blog completou 1 ano e recebemos um presente muito especial! Somos terceiro colocado na categoria Educação, indicados pelo júri acadêmico,  no TOP BLOG 2011.

Como forma de agradecimento a vocês que estão sempre por aqui, lendo nossos posts, comentando, indicando nosso blog e seguindo, firmamos parceria com algumas empresas e faremos um grande sorteio em comemoração a este ano de muitas conquistas. Afinal, você é parte integrante desse sucesso!

Para participar é muito simples! Basta deixar um comentário ao final deste post, dizendo que está participando. Deixe seu nome completo e email.
E se quiser aumentar suas chances de ganhar, participe das chances extras, deixando um novo comentário (atenção: a cada chance extra, deixe um novo comentário).
Boa sorte amigos e obrigada por fazer da Educação em Foco um referencial na educação brasileira!



kit com CD+DVD - Desenho Mágico

As animações do Desenho Mágico são personalizadas com as características da criança (os pais precisam passar uma foto de boa qualidade da criança com cabelos soltos e olhinhos bem abertos, e também com seus nomes e data de nascimento. Os clipes auxiliam no aprendizado dos pequenos, pois são historinhas de lua e sol, vogais, enfim... e eles podem interagir bastante, pois as letras são fáceis de memorizar. A criança passa de telespectador para protagonista, assistindo na TV suas próprias historinhas.



Livro Depende de você - Como fazer de seu filho uma história de sucesso.
Autora Andrea Ramal

Andrea Ramal  é Doutora em Educação pela PUC-Rio, comentarista da Rede Globo, no Telejornal Bom Dia Rio (toda terça-feira às 6h30) e tem livros publicados em vários países.

Livro Eduque com Carinho - Para Pais e Filhos
Autora Lidia Weber 

A Juruá  Editora é hoje uma das editoras de maior destaque no ramo jurídico do Brasil. Sua proposta, desde o início, foi estabelecer um planejamento editorial, no qual o mais importante é difundir o conhecimento, associado a um conceito de qualidade, tanto no que se refere ao conteúdo de uma publicação, quanto a sua apresentação.


3 de fevereiro de 2012

Saúde do Professor

imagem do google


O inicio das aulas em São Paulo na rede estadual será no dia 01/02/2012, mas as férias para os professores já terminaram há 15 dias. As escolas ainda recebem matriculas e transferências de alunos, mas os professores já começaram a organizar listas, calendários, painéis, cantinhos da leitura, da curiosidade, etc....
É chegada a hora de planejar o conteúdo e organizar as atividades. Mas antes é preciso conhecer a nova turma e saber principalmente......"o que eles já sabem???".

Só por essa pequena narrativa já é possível perceber que a cabeça do professor está a mil e que o ritmo lento das férias acabou. Mas e agora.....o corpo já está preparado? 

Falar alto e por muito tempo, ficar em pé durante muitas horas, barulho excessivo fora do costume, pó de giz,  são algumas situações que NÃO vivemos nas férias. Segue abaixo parte de um estudo realizado com professores de diferentes partes do mundo e com condições diversas de trabalho. 

imagem do google
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 1981 apud Machado, 1993), um em cada dois professores participantes de uma pesquisa da Universidade de Munique estava exposto ao risco de sofrer um ataque cardíaco; entre docentes da Hungria constatou-se maior prevalência de distúrbios advindos do estresse, labirintite, faringite, neuroses e doenças dos aparelhos locomotor e circulatório em docentes; entre educadores franceses, segundo dados oficiais, 60% das solicitações de licença por motivo de doença relacionavam-se a distúrbios nervosos.
Nos Estados Unidos, DeFrank & Stroup (1989) estudaram professores de escolas elementares para avaliar a relação entre fatores pessoais, estresse, insatisfação no trabalho e problemas de saúde. Dos indivíduos estudados 96% eram mulheres, 76% casadas, com média de idade de 39, 4 (±9,2) anos e ensinando, em média, 12,1 (±6.9) anos. De acordo com o instrumento de avaliação de estresse usado , os itens mais freqüentemente relatados foram sobrecarga laboral e problemas com os alunos (referidos como "tentativas contínuas de motivar estudantes que não desejam aprender").
Os problemas de saúde mais freqüentes foram: perda de energia, impaciência, dores de cabeça, hiperalimentação, aumento da irritabilidade e dores na coluna. Em sessão aberta do questionário, os professores estabeleceram como principais fatores de estresse: avaliações, tempo insuficiente para as tarefas estabelecidas, preocupações diárias (trabalho de casa, currículos, reuniões), responsabilidades extracurriculares, problemas com os pais que não se preocupavam com a vida escolar do aluno e falta de tempo para estar com a família.
Com 250 mil professores, o estado de São Paulo, a maior rede de ensino público do país e registra aproximadamente 30 mil faltas por dia. Só em 2006, foram quase 140 mil licenças médicas, com duração média de 33 dias. O custo anual para o governo estadual chega a R$ 235 milhões. O cenário é o mesmo em centros metropolitanos menores. Nas escolas públicas do Distrito Federal, por exemplo, quase metade (46%) dos professores precisa pedir licença médica durante o ano letivo.

imagem do google
Precisamos estar atentos e cuidar da voz, com exercícios, alimentação, uso moderado na entonação; das dores musculares com alongamentos e prática de atividade física; do stress com exercícios de relaxamento e bem estar. 
Sabemos que nem sempre todos esses cuidados são possíveis visto que a grande maioria dos educadores tem jornada dupla/tripla de trabalho, além da casa, cursos de atualização, família e vida social, mas é importante lembrar que nossa saúde não tem preço!! Então bom retorno amigo professor.
Abraços

Cris Chabes

Fonte de pesquisa: Saúde do professor e Nova Escola



2 de fevereiro de 2012

Dinâmica para volta às aulas!


Eu tenho uma pastinha do meu PC intitulada "Dinâmicas". Acho que muitos professores devem ter o mesmo! 
Uma dinâmica para quebrar o gelo do início do ano letivo ou mesmo durante o ano pra dá uma animada às aulas, é muito importante!
Vou citar um exemplo de dinâmica/jogo que já fiz e que foi bem legal.

Você conhece bem sua professora?
"Do you know your teacher well?"

Os alunos são separados por grupos e misturados entre alunos novatos e veteranos.
As frases são feitas em inglês, contando algo pessoal da vida do professor.
O grupo deverá ler as frases, entender e dizer se o que está escrito sobre o professor é verdadeiro ou falso, sempre justificando o palpite.

1) Eu nunca gostei de café.
2) Eu já fui assaltada várias vezes.
3) Meu marido é trigêmeo.
4) Eu vi o filme Gladiador 8 vezes.
5) Eu já andei num dromedário uma vez.
6) Eu tenho 2 filhos.
Etc.

O interessante é que, no final da brincadeira, os alunos conhecem melhor o professor, estreitando-se os laços afetivos em sala de aula.
Como tarefa complementar, cada aluno deverá escrever frases verdadeiras e falsas sobre si mesmo, a fim de repetir a brincadeira em pares na aula seguinte.
A propósito, com exceção da número seis, todas as frases acima são verdadeiras.
Para os alunos que estudam comigo há algum tempo, a brincadeira se torna muito mais engraçada! Por isto é importante misturar os alunos antigos com os novatos.

A dinâmica também pode ser feita em outros idiomas, claro!


Professora Genis