18 de outubro de 2012

Aula o dia todo? Ensino Integral.

imagens do google

Li uma matéria muito interessante na Nova Escola que trata do Ensino em Horário Integral e gostaria de compartilhar com os leitores do Educação em Foco, para abrirmos um debate virtual sobre esse assunto.

Você concorda com a permanência do aluno por 7 horas na escola? O que já ouviu falar sobre o assunto?


Mesmo que a instituição em que você trabalha ainda não esteja atendendo os alunos em tempo integral, certamente a discussão sobre a ampliação da carga horária já chegou às reuniões dos gestores, pois está na pauta de todas as Secretarias de Educação do país. A oferta de vagas em jornada de no mínimo sete horas vem aumentando ano a ano - e virou política pública prioritária, tanto que o objetivo do Plano Nacional de Educação (PNE) é chegar a 2020 com metade das escolas e um quarto dos alunos das redes públicas nesse regime (veja gráfico abaixo)

Para as escolas, trata-se de uma mudança e tanto. É preciso ampliar o currículo, rever a duração das aulas e adaptar os espaços. Ainda é preciso reorganizar as turmas e o número de professores e funcionários e recalcular a quantidade de material e merenda. Para o bem e para o mal, não existe um modelo de organização nem tampouco um consenso sobre de que maneira as horas a mais podem contribuir para a aprendizagem dos alunos. Se por um lado as redes e as unidades têm liberdade para decidir o que fazer com as horas que passam a mais com as crianças, por outro há o risco de a falta de parâmetros levar a ações vazias e sem impacto na formação dos alunos. 

Contudo, há alguns consensos. O primeiro é que somente ter uma carga horária maior não é determinante para que os estudantes tenham bom desempenho - entre os primeiros colocados do Programa Internacional de Avaliações de Alunos (Pisa), estão os finlandeses, cuja jornada é de cinco horas nas séries iniciais. "Ficar mais na escola só é bom para o estudante quando as atividades são planejadas e têm objetivos claros e há um maior contato dele com o conhecimento", afirma Sergio Martinic, professor da Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC-Chile) e pesquisador da relação entre tempo e aprendizagem. Daí a importância de investir na decisão sobre o currículo. 

Outra unanimidade entre os especialistas é a importância social da permanência na escola. No Brasil, essa concepção remete aos ideais dos educadores Anísio Teixeira (1900-1971) e Darcy Ribeiro (1922-1997). Para eles, a instituição de ensino deve investir também na formação humanística e na inserção social dos alunos (leia a linha do tempo na próxima página)

É justamente este um dos principais argumentos do Ministério da Educação (MEC) na defesa da expansão do ensino integral: diante das desigualdades sociais, é preferível que os educadores se responsabilizem pelas crianças por mais tempo a deixá-las nas ruas. "Em muitas famílias, não há quem as mantenha afastadas da violência", afirma Jaqueline Moll, diretora de Educação Integral do MEC.


Segue o link com o texto na integra NOVA ESCOLA
Abraços
Cris Chabes


8 comentários:

Renata Diniz disse...

Oi Cris! Eu tenho as minhas dúvidas sobre o ensino integral. Creio mais na qualidade do que na quantidade. Adorei a matéria. Beijos!

Anne Lieri disse...

Cris,quantidade não é qualidade como bem disse a Renata!Para a criança ficar tempo integral na escola é necessario equipar melhor as nossas escolas!Que adianta a criança ficar na escola fazendo o dia todo as mesmas coisas?Tem que dar recursos para os professores diversificarem as atividades.Geni,terei a maior alegria em ver qualquer texto meu por aqui,obrigada!bjs a todas!

Anônimo disse...

NOVO OLHAR SOBRE A MATEMÁTICA,
http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica

Quem quiser material, fazer capacitação, etc, é gratuito, peça: jbn@ufpa.br

Vanessa Gonçalves Vieira disse...

Cris este assunto é fantástico. Aqui em meu Município iniciaram desde de o ano passado o ensino integral, em um turno os alunos estão em sala de aula e no outro são direcionados a uma instituição onde têm aulas de diferentes modalidades, reforço inclusive. eu como professora ainda não notei resultados, bons ou ruins, teria que observar mais e até me interar mais sobre o que acontece por lá, por ser fora da unidade escolar acaba sendo uma atitude distante... eu sou a favor de uma educação integral. A única coisa que me entristece é saber que por lá muitos orientadores são estagiários, nada contra os estagiários, mas penso que necessariamente há que se ter profissionais formados direcionando o trabalho direto com os alunos, e que todos saibam de fato o motivo de sua presença em tal instituição. Não condeno nem sou a favor, mas fico na expectativa de que realmente haja um resultado positivo para os alunos que deveriam ser o foco de nossas ações!

Mãe de três disse...

Meu filho está no segundo ano e estuda em escola integral, eu acho bem programado e que ele bom um bom desenvolvimento, penso em colocar ele meio período, para dar vaga há quem realmente precise já que ano que vem talvez eu não precise mais, e para que ele possa fazer outras atividades que não pode porque estuda nesse horário. Bjks e boa semana.

Toninha Ferreira disse...

Oi!!!!!
Vim convidar a vc para o sorteio que está ocorrendo no meu blog. É só acessar o link e boa sorte.
http://toninha-ferreira.blogspot.com.br/2012/10/esta-rolando-sorteio.html
Tenha uma semana abençoada.
Bju

Prô Cris Chabes disse...

Olá meninas eu agradeço muito a participação de todas. Toninha foi maravilhoso saber que vc participa de uma escola em tempo integral.
Vou trocar muitas figurinhas com vc.
Beijocas
Cris chabes

Genis Borges disse...

Deixei comentário sobre esse post no seu blog!
Ótimo post!
Bjus