22 de julho de 2012

Professor, cuide de sua voz!


Olá Pessoal,

Ano passado, depois do recesso de julho assumi uma turma no turno da tarde da escola onde trabalho. E logo no primeiro dia senti um cansaço sem medida na voz. Foram dois meses, salas amplas, as crianças bem animadas, falavam muito, e minha voz sumindo. 
No finalzinho do ano, fui procurar um otorrino e... Exatamente! nódulo nas pregas vocais. Por  sorte  busquei ajuda com antecedência. 
Cheguei à conclusão de que é essencial a todos os profissionais da educação um acompanhamento com fono, pois a voz é coisa séria e alguns só percebem isso quando já está tarde demais. Vejam meu caso. Acabei de passar em um concurso imaginem se não estivesse tratando...

Por esse motivo, colo aqui um artigo que li na Revista Nova Escola. Atentemos!! Pois a voz é nosso instrumento de trabalho.

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O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho.

Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum.

Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores.

Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.

7 comentários:

Augusto Sperchi disse...

Olá Vanessa! Vim conhecer o seu espaço e o achei interessante. Sua dica é muito útil, porém aprendi, depois de muito tempo no magistério, que um olhar forte vale mais que falar alto ou gritar com os alunos, e acompanhado de um silêncio é capaz de fazer calar até os mais exaltados. Leciono para o EM, onde já não são mais crianças e entendem mais sobre autoridade. Já as crianças, que pensam que a escola é um parque de diversão, são mais difíceis mesmo. Todavia, não custa tentar, não é? Um abraço!

Profª Lourdes disse...

Boa tarde professora, vim agradecer o carinho da sua visita e participação no meu blog, meu não, nosso porque aquele cantinho é nosso!! parabéns pelas suas postagens, é sempre bom prevenir a nossa voz, muitos educadores ficam readapitados e podemos evitar consequencias maiores.Volte sempre, será um prazer, tenho selinhos, pode escolher o que gostar, vou procurar o seu , mas de qualquer forma seu blog está sendo divulgado no meu. Postei na página de agradecimemtos um mimo pra você, espero que goste. Abraços uma tarde abençoada.

Professor Gilberto Cantu disse...

Obrigado pela visita.
Parabéns pela postagem: professor cuide da sua voz.
É o nosso instrumento de trabalho, nossa máquina.
Um grande abraço.

J Araújo disse...

Obrigado pelo comentário deixado lá no Notas...Todo espaço que é utilizado para o aprendizado é sempre louvável. E aqui encontrei um espaço cheio de informações super interessantes.

Bj

Prô Cris Chabes disse...

Olá Vanessa
Ano passado fui ao Fono e precisei fazer um exame que não foi autorizado pelo convênio. O médico queria observar melhor um nódulo nas pregas vocais.
Normalmente perco a voz no final do ano.
No primeiro bimestre uma turma de fonoaudiólogas foram a escola para uma palestra e adorei as dicas e esclarecimentos.
Por exemplo, eu normalmente bebo uma garrafinha de água durante a aula e as médicas disseram que isso deve ser feito não de uma única vez mas de gole em gole.
Parabéns pelo post
Beijocas
Cris Chabes

Vanessa Vieira disse...

Que bom podermos falar um pouco mais sobre esse assunto. Agradeço a todos pela leitura e comentários. E vamos cuidar de nosso instrumento de trabalho. Abraço!

Vanessa Vieira disse...

Cris, também fazia assim. E foi a primeira coisa que a fono me disse. A garganta precisa ser hidratada. Agora vou de gole em gole! (rsr) Saudade de você. Beijo.