29 de junho de 2012

Já pensou em ser professor?



Tatiana Sanson, 29 anos, foi chamada de louca por alguns amigos. Esse drama aconteceu porque, no início do ano, ela deixou o cargo de gerente em uma empresa de pesquisa de marketing para ganhar metade do salário como professora de história e geografia. "Adoro ensinar! Eu sinto que faço diferença na vida dos meus alunos", ela comemora. 

Comigo isso não aconteceu. Já desde menina pensava em ser professora. 
Trabalhei em empresas, fiz vendas particulares, cursos diversos em outras áreas, mas acabei na escola e não me arrependo. Faço tudo com muito amor. Mas o texto acima reflete a realidade de outros tantos profissionais que resolvem ser "professores".  Leia o texto abaixo e saiba mais sobre a carreira de docente.


Embora a carreira de docente seja a terceira que mais emprega no país - só perde para escriturário e prestador de serviços -, faltam profissionais com formação específica. Por exemplo, apenas 25,2% dos professores de física têm curso superior na área. O déficit também é enorme em química, biologia e matemática. E, justamente porque a demanda de "profes" é urgente, existem incentivos do governo federal para que os vestibulandos optem por cursos de licenciatura (veja quadro). 



Apesar disso, a maioria das mulheres ainda responde "Não, obrigada" a essa carreira - até mesmo as que já sonharam com uma turminha para chamar de sua. Pesquisa da Fundação Victor Civita aponta que 32% dos estudantes do ensino médio cogitam tornar-se professores, porém apenas 2% decidem fazer vestibular para pedagogia ou alguma licenciatura. Os motivos já são velhos conhecidos: baixos salários, condições de trabalho difíceis e desprestígio social. 



Não vamos pintar o quadro-negro de cor-de-rosa. A grana é de fato curta - o piso nacional de R$ 1 024 nem chega a ser cumprido em todo o país. Por outro lado, a remuneração varia de acordo com a escola (no ensino privado) e com o estado ou o município (no ensino público) e é diferente para cada nível de ensino. "Por incrível que pareça, no Acre se paga um dos melhores salários, com piso acima de R$ 1 600", comenta Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita. 



A realidade enfrentada dentro da sala de aula também é muito diversa. Depende da direção da escola, da participação dos pais e do envolvimento dos demais funcionários. "No interior, a figura do professor é mais respeitada, pois geralmente ele pertence à comunidade e é conhecido por todos", completa Ângela

4 comentários:

Toninha Ferreira disse...

Fazer o que gosta é gratificante.
Não interessa o que os outros dizem o que importanta é que vc está feliz no que faz.
Tb sou professora e amo o que faço.
Ensino com amor e o retorno é muito especial por parte dos meus alunos.
Bjokas e sorte.

Patricia Galis disse...

Eu admiro demais os professores, tenho um tio que é professor de filosofia, falta menos de 2 anos para se aposentar vi o holerite dele quase cai para trás. É um descaso total, falta de respeito as vezes acho que isso é interessante povo que não conhece não exige!!!

Vanessa Vieira disse...

Realmente Cris. Decidir pela carreira do magistério hoje é assumir um desafio enorme. E há que se gostar do que faz.Podemos ver o caso da Tatiana como raridade. Mas eu fico feliz que ainda existam pessoas com tal coragem e determinação. Beijosss!

Charles x disse...

Isto é muito presente inclusive nas conversas dos professores, que tendem a desanimar os alunos a seguirem ou estudarem para o magistério...