3 de fevereiro de 2012

Saúde do Professor

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O inicio das aulas em São Paulo na rede estadual será no dia 01/02/2012, mas as férias para os professores já terminaram há 15 dias. As escolas ainda recebem matriculas e transferências de alunos, mas os professores já começaram a organizar listas, calendários, painéis, cantinhos da leitura, da curiosidade, etc....
É chegada a hora de planejar o conteúdo e organizar as atividades. Mas antes é preciso conhecer a nova turma e saber principalmente......"o que eles já sabem???".

Só por essa pequena narrativa já é possível perceber que a cabeça do professor está a mil e que o ritmo lento das férias acabou. Mas e agora.....o corpo já está preparado? 

Falar alto e por muito tempo, ficar em pé durante muitas horas, barulho excessivo fora do costume, pó de giz,  são algumas situações que NÃO vivemos nas férias. Segue abaixo parte de um estudo realizado com professores de diferentes partes do mundo e com condições diversas de trabalho. 

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Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 1981 apud Machado, 1993), um em cada dois professores participantes de uma pesquisa da Universidade de Munique estava exposto ao risco de sofrer um ataque cardíaco; entre docentes da Hungria constatou-se maior prevalência de distúrbios advindos do estresse, labirintite, faringite, neuroses e doenças dos aparelhos locomotor e circulatório em docentes; entre educadores franceses, segundo dados oficiais, 60% das solicitações de licença por motivo de doença relacionavam-se a distúrbios nervosos.
Nos Estados Unidos, DeFrank & Stroup (1989) estudaram professores de escolas elementares para avaliar a relação entre fatores pessoais, estresse, insatisfação no trabalho e problemas de saúde. Dos indivíduos estudados 96% eram mulheres, 76% casadas, com média de idade de 39, 4 (±9,2) anos e ensinando, em média, 12,1 (±6.9) anos. De acordo com o instrumento de avaliação de estresse usado , os itens mais freqüentemente relatados foram sobrecarga laboral e problemas com os alunos (referidos como "tentativas contínuas de motivar estudantes que não desejam aprender").
Os problemas de saúde mais freqüentes foram: perda de energia, impaciência, dores de cabeça, hiperalimentação, aumento da irritabilidade e dores na coluna. Em sessão aberta do questionário, os professores estabeleceram como principais fatores de estresse: avaliações, tempo insuficiente para as tarefas estabelecidas, preocupações diárias (trabalho de casa, currículos, reuniões), responsabilidades extracurriculares, problemas com os pais que não se preocupavam com a vida escolar do aluno e falta de tempo para estar com a família.
Com 250 mil professores, o estado de São Paulo, a maior rede de ensino público do país e registra aproximadamente 30 mil faltas por dia. Só em 2006, foram quase 140 mil licenças médicas, com duração média de 33 dias. O custo anual para o governo estadual chega a R$ 235 milhões. O cenário é o mesmo em centros metropolitanos menores. Nas escolas públicas do Distrito Federal, por exemplo, quase metade (46%) dos professores precisa pedir licença médica durante o ano letivo.

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Precisamos estar atentos e cuidar da voz, com exercícios, alimentação, uso moderado na entonação; das dores musculares com alongamentos e prática de atividade física; do stress com exercícios de relaxamento e bem estar. 
Sabemos que nem sempre todos esses cuidados são possíveis visto que a grande maioria dos educadores tem jornada dupla/tripla de trabalho, além da casa, cursos de atualização, família e vida social, mas é importante lembrar que nossa saúde não tem preço!! Então bom retorno amigo professor.
Abraços

Cris Chabes

Fonte de pesquisa: Saúde do professor e Nova Escola



Um comentário:

Rafa disse...

Minha primeira visita por aqui, vim através do clube das mães. Gostei dos assuntos abordados. Parabéns.