29 de junho de 2011

Gringo falando os nomes dos jogadores brasileiros....

Essa é boa demais!! 


Olha só como é que gringo tá se virando pra falar alguns nomes de jogadores brasileiros:

"Did are" (Dida),
"Car full" (Cafu),
"look see you" (Lúcio),
"low is on" (Luisão),
"who one" (Juan),
"when mear son" (Emerson),
"who bear to car loss" (Roberto Carlos),
"G you bear to" (Gilberto),
"add dream an no" (Adriano),
"June in you" (Juninho),
"Who now do Few now mem no" (Ronaldo Fenômeno),
"Crisis" (Cris),
"Who now dream you gay you show" (Ronaldinho Gaúcho),
"car car" (Kaká),
"Zero bear to" (Zé Roberto),
"Fried" (Fred),
"who jerry scene" (Rogerio Ceni),
"see seen you" (Cicinho),
"G you bear to silver" (Gilberto Silva),
"July scissor" (Júlio Cesar),
"Rich are dream you" (Ricardinho),
"Mean arrow" (mineiro),
"Who bean You" (Robinho).

Uma atividade bem divertida para levar para os alunos nas aulas de inglês!

27 de junho de 2011

O processo de aquisição da leitura e da escrita

Vivemos um momento de revisão da educação escolar, de seu papel e seu alcance. Juntamente com isso, vem o desafio da construção de um perfil profissional para o professor com base no seu trabalho em sala de aula. O professor precisa ter clareza de objetivos e de sua intervenção pedagógica, mas também flexibilidade e sensibilidade. "A formação docente hoje é compreendida como um processo permanente de desenvolvimento profissional: estudos, atualizações,discussões e principalmente de troca de experiências", que é o que propomos aqui,neste blog.
Na minha busca pelo conhecimento iniciei um curso em 2004 sobre Alfabetização e Letramento e tive a oportunidade de conhecer o trabalho realizado pela professora e Doutora Telma Weisz. Para quem gosta de se atualizar, sugiro que assista aos vídeos feitos pela revista Nova escola que mostram a descoberta da leitura e da escrita pelas crianças e todo o processo pelo qual elas passam. São momentos incríveis de descobertas e de respeito ao "erro" do aluno. O erro é visto como construção das hipóteses,faz parte do desenvolvimento e o professor deve ter o conhecimento para fazer as intervenções
 necessárias para o avanço do seu aluno.



Outros vídeos também estão disponíveis no site da Nova Escola,vale a pena assistir!                                                                                                                                                                                                           
Telma Weisz é Doutora em Psicologia ,criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Seu trabalho no Programa Letra e Vida é referência nas pesquisas sobre alfabetização no Brasil.

24 de junho de 2011

Meu irmão é especial! E agora....o que faço?

Na primeira reunião do ano, uma mãe que estava sentada no fundo da sala, aguardou pacientemente que todas as outras mães fossem embora para se aproximar e dizer: "Professora, sou a mãe de J e percebi pelo desenho que ele fez para representar a família que eu novamente não estou presente (J desenhou-se e a seu pai). Na verdade tenho uma filha especial e quase não tenho tempo para J"......
Desde então tenho observado o comportamento de J quando falamos sobre os relacionamentos entre pais e filhos. Ele é uma criança inteligente e dedicada, porém muito tímida e distraída. Tem alguns amigos na sala, mas é comum aqueles dias em que não quer brincar com ninguém. Como em minha sala há uma criança com necessidades especiais, pude observar que J não também não gosta de brincar com ela. 

Assim, pesquisando encontrei um texto que trata desse assunto e resolvi compartilhar com vocês do Educação em Foco, pois quase nunca pensamos nos conflitos emocionais que essas crianças enfrentam. Segue o link do texto. 



Se para os pais é difícil a compreensão e a aceitação do diagnóstico e possíveis causas da deficiência do seu filho, para os irmãos esta dificuldade assume proporções ainda maiores. 
Impactados e enfeitiçados pelo mistério da deficiência, alguns irmãos percebem, a cada dia, a atribuição de novas responsabilidades e cargas extras em função da deficiência do seu irmão ou irmã, sobrecarregando ou modificando totalmente a sua rotina. Estas expectativas, geralmente trazidas pelos pais, são muitas vezes insensatas para sua idade, pois ocasionalmente ou frequentemente precisam agir como mães ou pais substitutos, como babás ou cuidadores, como exemplos e referenciais de paciência e tolerância. Como estas responsabilidades, na maioria dos casos, não são adotadas espontaneamente pelos irmãos, eles podem facilmente retraírem-se ou revoltarem-se com seus pais e com a condição de deficiência.
Powell e Ogle, no livro Irmãos Especiais, trazem a declaração de uma jovem sobre sua vida como irmã de alguém com deficiência bastante ilustrativa desta situação:
"Doug não dava descanso. Dia após dia, suas necessidades tinham de ser satisfeitas independentemente de nossos desejos. Ele sempre estava em primeiro lugar... Como a presença de Douglas dominava tudo, eu não tinha tempo para mim. Nessas condições, a infância assume uma dimensão constrangedora. Um irmão sem o direito fundamental de ser uma criança. Uma oportunidade de convidar amigos nem sempre se materializava, porque as visitas dependiam da disposição e do comportamento de meu irmão. Minhas saídas eram reguladas pela necessidade que minha mãe tinha de minha ajuda em tudo. Minha mãe apelidou-me de "a outra mãe" quando assumi minhas responsabilidades com seriedade e maturidade superiores a meus poucos anos. Infelizmente, esse comportamento tornou-se uma norma de vida" (p33).
O constrangimento e a sensação de julgamento pelos outros de que não apenas o irmão tem a deficiência, mas toda a família é estigmatizada como deficiente, leva a maioria dos irmãos ao pânico, ao embaraço e, consequentemente, à tentativa de esconder-se ou esconder a deficiência como medida de (auto)proteção. 
A desigualdade no tratamento pelos pais entre os irmãos com e sem deficiência podem gerar sentimentos de hostilidade, ciúme e pesar.
Novamente, encontramos em Powell e Ogle, no livro Irmãos Especiais, um exemplo desta condição:
"Tudo o que Mindy fazia era aceito com grande entusiasmo por nossos pais. Em contraste, a reação de mamãe e papai a minhas realizações não passava de um mero tapinha nas costas. Esperavam que eu me portasse bem em qualquer circunstância. Eu queria que meus pais ficassem entusiasmados com o que eu fazia também... Eu queria que me dessem atenção" (p.33).

Um grande beijo
Cris Chabes

22 de junho de 2011

Educar é ...

Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar.

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Se perguntarmos quais foram os grandes educadores da história.

A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Poucos enxergam, poucos ensinam que sirva aqui na terra.

Apenas dois homens fizeram história na terra Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias.

Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram a história mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todas as direções. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa. 

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos.

Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Rowling. Eles é que sabem.

Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo em algum lugar. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas, melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? 

Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

É um pouco dessas ferramentas que esse blog vem oferecendo, cada colaboradora tem um pouco a nos oferecer, basta aperfeiçoarmos com criatividade e oferecer aos nossos alunos.

Bom feriado a todas

Regina Gregório



21 de junho de 2011

Ludopedagogia, a arte de ensinar



“Não se pode ensinar coisa alguma a alguém, pode-se apenas auxiliá-lo a descobrir por si mesma.” 

(Galileu Galilei)

A introdução do lúdico na vida escolar do educando é uma maneira muito eficaz de perpassar pelo universo infantil para imprimir-lhe o universo adulto, nossos conhecimentos e principalmente a forma de interagirmos. A atividade lúdica é muito importante para o desenvolvimento sensóriomotor e cognitivo, desta forma, torna-se uma maneira inconsciente de se aprender, de forma prazerosa e eficaz.
A finalidade é enfatizar a importância dos educadores terem em mente os objetivos e os fins da brincadeira desenvolvida, sua utilização lúdica, cognitiva, sócio-cultural, e mais, precisam saber observar as condutas dos educandos para então diagnosticar, avaliar e elaborar estratégias de trabalho; identificando, desta forma, as dificuldades e os avanços dos educandos. Este estudo está fundamentado em Lev Vygotsky e Jean Piaget, pois, embora estes estudiosos tenham concepções diferentes de desenvolvimento, cada qual em conformidade com a sua concepção trata da importância do brinquedo no desenvolvimento infantil.
Fröebel foi o primeiro educador que justificou o uso do brincar no processo educativo. Ele tinha uma visão pedagógica do ato de brincar. O brincar, pelo ato de brincar desenvolve os aspectos físico, moral e cognitivo, entre outros, mas o estudioso defende, também, a necessidade da orientação do adulto para que esse desenvolvimento ocorra. Como metodologia, primeiramente, buscamos suporte teórico para, em seguida, observar e aplicar algumas atividades lúdicas com a finalidade de analisar na prática o desempenho dos educandos. Ressaltamos, ainda, que na brincadeira as crianças aprendem a refletir e experimentam situações novas ou mesmo do seu cotidiano, e a ação de brincar está ligada ao preenchimento das necessidades da criança e nestas está incluso tudo aquilo que é motivo para ação. É muito importante procurar entender as necessidades da criança, bem como os incentivos que a colocam em ação para, então, entendermos a lógica de seu desenvolvimento. 
Ao lidar com os objetos existentes na brincadeira e nos jogos a criança pode lidar com o significado das palavras por meio do próprio objeto concreto, e por esta ação de brincar a criança embora não possua linguagem gramatical, consegue internalizar a definição funcional de objetos, e a criança passa a relacionar as palavras com algo concreto. O ato de brincar estimula o uso da memória que ao entrar em ação se amplia e organiza o material a ser lembrado, tudo isto está relacionado com aparecimento gradativos dos processos da linguagem que ao reorganizarem a vivência emocional e eleva a criança a um novo nível de processos psíquicos. Conclui-se então que a ação de brincar (o lúdico) é um fator importante para o desenvolvimento humano, sendo que ele a partir da situação imaginária introduz gradativamente entre outras coisas a criança a um mundo social, cheio de regras. Portanto, surgem transformações internas no desenvolvimento da criança em conseqüência do brinquedo, cujo fundamento é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre as situações do pensamento e as reais.
O desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento da linguagem escrita das crianças. Os educadores devem organizar todas essas ações e todo o complexo processo de transição de um tipo de linguagem escrita para outro. Devem acompanhar esse processo através de seus momentos críticos até o ponto da descoberta de que se pode desenhar não somente objetos, mas também a fala. Se quiséssemos resumir todas essas demandas práticas e expressá-las de uma forma unificada, poderíamos dizer o que se deve fazer é, ensinar às crianças a linguagem escrita e não apenas a escrita de letras assim como Vygotsky (1987), em sua psicologia de aprendizagem.
Os benefícios e os estágios do lúdico para o desenvolvimento infantil, as brincadeiras, para a criança, constituem atividades primárias que trazem grandes benefícios do ponto de vista físico, intelectual e social. Como benefício físico, o lúdico satisfaz as necessidades de crescimento e de competitividade da criança. Os jogos lúdicos devem ser a base fundamental dos exercícios físicos impostos às crianças pelo menos durante o período escolar. Como benefício intelectual, o brinquedo contribui para desinibir, produzindo uma excitação mental e altamente fortificante. Illich (1976), afirma que os jogos podem ser a única maneira de penetrar os sistemas informais. Suas palavras confirmam o que muitas professoras de primeira série comprovam diariamente, ou seja, a criança só se mostra por inteira através das brincadeiras. Como benefício social, a criança, através do lúdico representa situações que simbolizam uma realidade que ainda não pode alcançar; através dos jogos simbólicos se explica o real e o eu.
A brincadeira não é uma atividade inata, mas sim uma atividade social e humana e que supõe contextos sociais, a partir dos quais as crianças recriam a realidade através da utilização de sistemas simbólicos próprios. É uma atividade social aprendida através das interações humanas. É o adulto ou as crianças mais velhas que ensinam o bebê a brincar, interagindo e atribuindo significado aos objetos e às ações, introduzindo a criança no mundo da brincadeira, nessa perspectiva, os educadores e auxiliares cumprem um papel fundamental nas instituições quando interagem com as crianças através de ações lúdicas ou se comunicam através de uma linguagem simbólica, estando disponíveis para brincar.
Além das interações, a oferta o uso e exploração dos brinquedos também contribuem nessa aprendizagem da brincadeira, deve-se considerar o brinquedo como um elemento da brincadeira, pois contribui para a atribuição de significados. Tem um importante valor simbólico e expressivo. O brinquedo é um importante abjeto cultural produzido pelos adultos para as crianças e que ganha ou produz significados no processo da brincadeira, pela imagem que a realidade representa e transmite.
A brincadeira como atividade social específica é vivida pelas crianças tendo por base um sistema de comunicação e interpretação do real, que vai sendo negociado pelo grupo de crianças que estão brincando. Mesmo sendo uma situação imaginária, a brincadeira não pode dissociar suas regras da realidade. As unidades fundamentais da brincadeira, que permite que ela aconteça, é o papel assumido pelas crianças. O papel revela sua natureza social, bem como possibilita o desenvolvimento das regras e da imaginação.
A relação entre a imaginação e os papéis assumidos são muito importantes para o ato de brincar, pois ao mesmo tempo em que a criança é livre na sua imaginação, ela tem que obedecer às regras sociais do papel assumido. A brincadeira é então, uma atividade sócio-cultural, pois ela se origina nos valores e hábitos de um determinado grupo social, onde as crianças têm a liberdade de escolher com o quê e como elas querem brincar. Para brincar as crianças utilizam-se da imitação de situações conhecidas, de processos imaginativos e da estruturação de regras. Por exemplo, brincar de boneca representa uma situação que ainda vai viver desenvolvendo um instinto natural. Como benefício didático, as brincadeiras transformam conteúdos maçantes em atividades interessantes, revelando certas facilidades através da aplicação do lúdico. Outra questão importante é a disciplinar, quando há interesse pelo que está sendo apresentado e faz com que automaticamente a disciplina aconteça.
Concluindo, os benefícios didáticos do lúdico são procedimentos didáticos altamente importantes; mais que um passatempo; é o meio indispensável para promover a aprendizagem disciplinar, o trabalho do aluno e incutir-lhe comportamentos básicos, necessários à formação de sua personalidade. Estudar as relações entre as atividades lúdicas e o desenvolvimento humano é uma tarefa complexa, e para facilitar o estudo classificou-se o desenvolvimento em três fases distintas: aspectos psicomotores, aspectos cognitivos e aspectos afetivo-sociais. Nos aspectos psicomotores encontram-se várias habilidades musculares e motoras, de manipulação de objetos, escrita e aspectos sensoriais. Os aspectos cognitivos dependem, como os demais, de aprendizagem e maturação que podem variar desde simples lembranças de aprendido até mesmo formular e combinar idéias, propor soluções e delimitar problemas. Já os aspectos afetivo-sociais incluem sentimentos e emoções, atitudes de aceitação e rejeição de aproximação ou de afastamento.
O fato é que esses três aspectos interdependem uns do outros, ou seja, a criança necessita dos três para tornar-se um indivíduo completo. Ainda com respeito às categorias psicomotoras, cognitivas e afetivas, assim como a seriação dos brinquedos, deve-se levar em conta cinco pontos básicos: integração entre o jogo e o jogador, deixando-o aberto para o mundo para transformá-lo à sua maneira; o próprio corpo humano é o primeiro jogo das crianças; nos jogo de imitação, a imagem ou modelo a ser seguido é importante; os jogos de aquisição começam desde cedo e para cada idade existem alguns mais apropriados; os jogos de fabricação ajudam na criatividade, no sentimento de segurança e poder sobre o meio. Quando toda a criança, indiscriminadamente, puder brincar em espaços alternativos, com equipamentos diversificados, jogar com outras crianças de várias faixas etárias, descobrir o novo, manipular e construir brinquedos, desafiar seus limites, criar regras, ser intuitiva e espontânea - transformando-se em bruxa, super homem, batman, rainha... - estaremos atingindo o principal objetivo que é o de fazer com que ela incorpore a sua essência e constitua-se num indivíduo mais plenos e felizes, aptos a enfrentar os desafios da vida.
Por meio destes conceitos apresentados, podemos concluir a eficácia da utilização lúdica no sistema ensino/ aprendizagem, com a utilização de jogos, brinquedos, piadas, músicas, poesias, paródias, e etc, como seguidor do pensamento de Rubem Alves, devemos ensinar e aprender de forma que tenhamos prazer.
Como futuros educadores somos os condutores do processo, atuando na zona de desenvolvimento proximal. Sua intervenção é direta, pois deve ajudar a criança a avançar, os educandos acham muitas coisas, mas não podem ficar no achismo, o professor sabe mais e deve sistematizar os conhecimentos, nossa postura profissional deve estar inclinada ao processo lúdico de ensino/ aprendizagem, acompanhando o próprio processo da corrente escolanovista, nos posicionar de forma que sejamos facilitadores do conhecimento, utilizando forma não-tradicionalista o ensino, como exemplo em uma aula de matemática para o ensino infantil, utilizar receitas de doces e preparar em sala de aula com os educandos, e o que estes necessitam saber de matemática para realizar a tarefa, assim introduzindo os valores e conceitos específicos da matéria. Enquanto o uso de termos culinários como xícaras, copos, colheres, medidas de equivalência quantitativa, transformaram em unidades de medidas, quilos (kg), gramas (g), miligramas (mg), litro (l), mililitros (ml), e etc, podendo ser depois da tarefa realizada, e saboreado o doce, proposto trabalho em grupos.
O sistema ludopedagógico pode ser utilizado em qualquer nível de instrução, provocando um melhor aproveitamento do ensino oferecido, e, as aulas tachadas de maçantes, como quem nunca bocejou na aula de matemática, física, geografia entre outras que chateavam e chateiam ainda? Estamos em pleno século XXI, e estamos em um ensino tradicionalista, metódico, onde recebemos informações sistematizadas, deixando o professor e o aluno muito distantes, o professor tradicionalista, considerado chato, e na escola a única coisa boa é o intervalo, a brincadeira, os joguinhos, as paródias, as piadas, como mudar esse quadro, e diminuir o índice de reprovação e evasão escolar? Seria possível aprender brincando? Pare e observe uma criança ou um jovem em nível escolar, por que eles aprendem mais rápidos? Segundo Froebel, as músicas e os jogos educativos, fora às paródias feitas pelas crianças nos intervalos, estimulam o aprendizado, esse método é conhecido como ludopedagogia, aonde o ensino vem carregado de criatividade, dinâmicas, jogos e brinquedos para proporcionar emoção e entusiasmo no aluno, sem uma pressão estressante e traumática, aprendendo, de forma construtiva, enriquecendo o saber, ensinando a ter criatividade e espontaneidade no mundo qual o rodeia e o cobra hora após hora.
A ludopedagogia nos oferece a magia de ensinar, aprender brincando, diferente das aulas perturbadoras afastam o aluno do conhecimento, e, como em muitos casos, o abandono escolar, por meio da ludopedagogia podemos oferecer ao aluno uma proximidade da realidade qual esta inserida, assim como realizado em experiências escolares quais receberam premiações do Ministério da Educação, com o Prêmio Professor do Brasil, demonstram o aumento na freqüência escolar, a diminuição da violência dentro da escola, socialização e integração de todos os alunos no grupo, a auto-estima elevada e o respeito com as diferenças, transformando o aluno, o professor, a escola, a família e a sociedade. Oferecendo uma oportunidade de deixar de copiar idéias, mas, ser criador delas.
Todos devem aprender de forma que seja prazeroso, que não sejam reprimidos, ou estancados no processo ensino/ aprendizagem, não precisamos encarar a ludopedagogia como uma arte de brincar, limitados entre brincadeiras e brinquedos, mas, em uma arte de ensinar, diferenciando do tradicionalista das aulas expositivas, monótonas e improdutivas. O aluno deve ser estimulado com a criatividade do educador assumindo sua natureza de mediador do conhecimento, oferecendo pontes novas a seu educando.


REFERÊNCIA:

JESUS, Cláudia Beatriz Souza de. Prêmio Professor do Brasil 2005, Prática leitora através do brinquedo, p. 86-89 in: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica Brasília, 2006.

KISHIMOTO, Tiziko Morchida et al. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thomson Learnirng, 2002.

Roberson Aparecido de Oliveira Carneiro

20 de junho de 2011

"Precisa-se de Professoras Maluquinhas"


Final de semana passado tive a oportunidade de mais uma vez encontrar o grande escritor Ziraldo,nem preciso dizer a emoção que senti,pois sou grande admiradora de suas obras.Lembrei de uma entrevista que ele concedeu à revista Profissão Mestre que muito me fez pensar como mãe e professora!
Convido você para ler e refletir sobre a nossa profissão e o que queremos para nosso alunos(ou filhos) :

        “A escola brasileira, em seu início, tem de ser formativa e não informativa”.
Preparando para a vida – Dessa visão de Ziraldo saem alguns conceitos revolucionários. Ele afirma, por exemplo, que não é contra a promoção automática. “Sou contra promoção e reprovação. Quando você dá o primeiro lugar para um menino, faz outros 30 meninos infelizes.”



Só que existe uma grande pressão por resultados, por boas notas. Em algumas instituições de ensino chega-se a fazer um “vestibulinho” para o ensino fundamental. As crianças, assim, são submetidas desde cedo a uma pressão, a uma cobrança dos pais que não é saudável, na visão do pai do Menino Maluquinho. “Eu sempre digo que o pior que um pai pode fazer pelo seu filho é fazer planos para o futuro dele, é prepará-lo para o futuro. A criança tem de ser feliz no presente. Se você agir assim, cobrando desempenho, você só vai angustiá-lo, não vai fazê-lo feliz. Menino que foi feliz vira um cara legal. E feliz é o menino que brinca, que volta para casa todo sujo. Eu não conheço nenhum canalha que tenha sido uma criança feliz”.



Assim, não é de se admirar que muitos alunos percam o gosto pelo estudo. A escola deixa de ser o lugar divertido, de descobertas que deveria ser e passa a ser um centro de pressão, disputas e estresse. “O problema é que as pessoas acham que a gente tem de sofrer para dar valor as coisas. Quando você exige que o seu filho tire dez em tudo, você só produz uma pessoa carregada, competitiva. Se você chega dessa maneira à idade da razão, na hora das decisões você vai usar uma razão deformada, que vê tudo como um jogo de ‘eu contra eles’. Nesse sentido, o maior inimigo da escola é o lar.”



O escritor acredita que seja por isso que o professor e os diretores devem trabalhar muito a família, trazê-la para dentro da escola. “Botar quem paga a mensalidade dentro da escola, discutir com eles”. Ziraldo afirma que essa característica, de envolver a família e a comunidade, é um dos setores em que muita escola pública leva vantagens sobre as escolas particulares: “A classe média e os ricos acham que pagam uma boa escola e isso basta. O operário tem sonho de ascensão, então ele participa mais da escola do filho, das reuniões de pais. Ele tem grande orgulho de ser pai e de estar ali. Ele quer que o seu filho tenha tudo o que ele não pode ter”, e completa dizendo que as coordenadorias e direções mais interessadas e atuantes que ele já viu estão em escolas públicas.



Professores maluquinhos – Que ninguém pense que essa visão é romântica ou alienada. Pelo contrário. Enfatizando o gosto pela escola, o amor pela leitura e a criatividade, Ziraldo está mais atual do que nunca. “Esse é um mundo onde precisamos, todos, sermos eternos aprendizes. Sem professores ao nosso lado, precisamos contar apenas com nossa curiosidade e nossa vontade de aprender”. E afirma que qualquer instituição de ensino pode estimular essas qualidades em seus alunos, se contar com um ingrediente: “o que mobiliza uma escola é sempre uma professora maluquinha. Uma pessoa absolutamente vocacionada, que em geral está sempre em conflito com uma diretora que não é vocacionada”.

Ziraldo conta que teve a sorte de ter uma “professora maluquinha” logo na primeira série. Ele conta que sua professora Cati chegava sempre com a bolsa cheia de livros e gibis e adorava contar histórias para os alunos. “Ela tinha 16 anos e não sabia de nada, mas adorava ler. Chegava na escola com a mala cheia de gibis. E lia os seus romances para nós. Quando tocava a sineta, nós entrávamos voando na sala porque queríamos ouvir as histórias e ler os gibis e livros que ela trazia”.


Alunos correndo para entrar em uma sala de aula, alegres. Quantas vezes isso acontece? Aquela professora fez com que todos passassem a ter o prazer pela leitura e pela escrita. E no final do ano todos os alunos foram reprovados. Os exames eram padrão, corrigidos na capital Belo Horizonte e a turma do Ziraldo não teve o conteúdo programático esperado. “Tomamos bomba, mas fazíamos redações maravilhosas. Dos 30 alunos da turma, seis viraram escritores.” É um começo da escola formativa defendida por nosso aspite.

E, no mesmo fôlego, ele afirma que falta de recursos ou de apoio não é desculpa para não ser um professor ou professora maluquinha. “Dá para fazer porque criar é tirar leite de pedra. Onde é que as civilizações nasceram? Nos lugares de intempérie. A criatividade é resultado das dificuldades. Então, neguinho diz que não fez porque não tinha recursos. E eu retruco: Ué, aí é que você tinha de fazer, pô.”

Ler por ler – Para terminar, Ziraldo deixa um alerta: a literatura não tem de ser exercício para nada. Não tem de ter contrapartida didática. O livro é maior que a vida, é maior que o próprio universo, pois o universo inteiro cabe dentro do livro. “Eu faço livro pela paixão pelo livro, eu faço livro para a criança gostar de ler, não para aprender conteúdos. O livro contém as duas coisas mais importantes do mundo, o tempo e o espaço. A palavra que vai dar sentido à sua vida é a palavra que está escrita. O sentido e o segredo da vida está escrito num livro”.
Ele é incrível,não é? Conte pra gente o que você achou da entrevista! Deixe aqui sua opinião!
Bjkas

19 de junho de 2011

O PROFESSOR E A PESQUISA

Olá queridos,


Terminamos semana passada os posts sobre Consumismo e Sustentabilidade, mas a professora Cris já iniciou, esta semana, um belo trabalho sobre o assunto. Não deixem de acompanhar e divulgar nos Blogs  e nas escolas de vocês.
A partir desta semana, iniciaremos uma discussão sobre a produção do Professor. Como que deve ser a relação deste com a pesquisa? Será que tem sido efetiva? 
Para isso, precisarei muito da participação e da opinião de todos vocês.






Vamos lá?


Pedro Demo é um dos grandes autores que nos falam sobe este assunto. Por este motivo trago para o início de nossa conversa uma de suas ideias para reflexão.




"A pesquisa funda o ensino e evita que este 
seja simples repasse copiado"

(DEMO, Pedro. Desafios Modernos da educação, 2002)




O que você pensa sobre a citação acima? deixe sua opinião.

17 de junho de 2011

Projeto Reciclagem

Na escola em que trabalho a Professora Joice da 2a. série A trouxe para a escola este ano um inovador projeto de reciclagem. Conversando com seus alunos sobre a importância de cuidar do meio ambiente, reciclando os materiais, ela propôs a coleta seletiva de lixo em suas casas e na escola. 
Com o passar dos dias alguns alunos de sua classe começaram a trazer de casa alguns materiais recicláveis para jogar nos coletores da escola (garrafas Pets na lixo para plásticos, latinhas de refrigerante no lixo para alumínio e assim por diante).
Ela resolveu conversar com a diretora da escola para saber da possibilidade de uma empresa de reciclagem retirar esse material. Com a verba arrecadada poderíamos realizar uma festa para os alunos.
Aprovada a proposta, a professora orientou seus alunos a divulgarem o projeto nas outras salas de aula, "criança falando com criança" e nas reuniões pedagógicas semanais, ela comentou com os professores de outras salas sugerindo uma parceria no projeto.
Nos dias que se seguiram muitos alunos começaram a trazer sacolinhas com alguns materiais (garrafas pets, caixas de leite, papelão, caixinhas de sucos, pacotes vazios de bolacha, óleo de cozinha, etc...)
Alguns pais, vieram conversar com os professores para saber de que forma poderiam ajudar e não demorou para que além das crianças também seus pais chegassem com sacolas e caixas de material reciclável. Os comerciantes locais também passaram a contribuir com óleo usado, caixas de papelão, e outros.
O resultado foi o seguinte:

  • 1a. semana - 190kg de material e 50 litros de óleo 
  • 2a. semana - 240 kg de material e 100 litros de óleo
  • 3a. semana - 370 kg de material e 130 litros de óleo
Não sei quanto foi arrecadado na 4a. semana, só posso informar que já ultrapassamos 1 tonelada de material reciclado que não foi depositado no meio ambiente. 
Esse projeto ultrapassou as expectativas das professoras que aderiram o projeto, mas na verdade ele ultrapassou os limites dos muros da escola, pois mudou os hábitos das crianças, de suas famílias e da comunidade local.
A escola "Inhaúma" agradece a participação de todos que colaboraram com o projeto, mas o "Planeta Terra" agradece principalmente as crianças pelo carinho com que esta sendo tratado.
E o projeto continua..............
Abraços Cris Chabes
















16 de junho de 2011

A relação da Afetividade com a Inteligência

“As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Elas têm contribuído em demasia para a construção de neuróticos por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de dores”.
Claudio Saltini


É imprescindível ver o aluno como ser individual, pensante que constrói o seu mundo, espaço e o conhecimento com sua afetividade, suas percepções, sua expressão, sua crítica, sua imaginação, seus sentidos...
A afetividade no ambiente escolar contribui para o processo ensino-aprendizagem considerando uma vez, que o professor não apenas transmite conhecimentos mas também ouve os alunos e ainda estabelece uma relação de troca. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se, expondo opiniões, dando respostas e fazendo opções pessoais.
É importante destacar que a afetividade não se dá somente por contato físico; discutir a capacidade do aluno, elogiar seu trabalho, reconhecer seu esforço e motivá-lo sempre, constituem formas cognitivas de ligação afetiva, mesmo mantendo-se o contato corporal como manifestação de carinho.
A afetividade e a inteligência são aspectos indissociáveis, intimamente ligados e influenciados pela socialização.
A afetividade é necessária na formação de pessoas felizes, éticas, seguras e capazes de conviver com o mundo que a cerca. No ambiente escolar é além de dar carinho, é aproximar-se do aluno, saber ouvi-lo, valorizá-lo e acreditar nele, dando abertura para a sua expressão. Carinho faz parte da trajetória, é apenas o começo do caminho.
O olhar do professor para o seu aluno é indispensável para a construção e o sucesso da sua aprendizagem. Isto inclui dar credibilidade as suas opiniões, valorizar sugestões, observar, acompanhar seu desenvolvimento e demonstrar acessibilidade, disponibilizando mútuas conversas.
"As relações afetivas se evidenciam, pois a transmissão do conhecimento implica, necessariamente, uma interação entre pessoas. Portanto, na relação professor-aluno, uma relação de pessoa para pessoa, o afeto está presente" (ALMEIDA, 1999).
A afetividade é uma substância que nutre estas ações e não um puro ato de “ melosidade “.