30 de maio de 2011

O pião entrou na roda

          O Projeto "Brincadeira é coisa séria" proporcionou as crianças o contato com brinquedos e brincadeiras que já esquecidas neste mundo tão moderno! O brinquedo que mais chamou a atenção deles foi o PIÃO. Na pesquisa  que fizemos sobre brinquedos e brincadeiras preferidas do tempo dos avós, ele teve 3 votos. Algumas crianças já tinham visto piões de plástico ou luminosos, então trouxe um pião de madeira: criei um clima de suspense colocando o pião em uma caixa surpresa e cada um foi segurando a caixa e falando suas hipóteses. Depois tentaram descobrir com as mãos o que estava dentro da caixa.
Observamos o pião, falamos do que era feito. Contei que as crianças faziam grandes competições entre os amigos da rua e que existiam manobras diferentes com os piões.
         Após explorarmos o pião de madeira, mostrei um pião sonoro e luminoso e comparamos os dois.
 

Ouvimos a música  "O pião entrou na roda" e fizemos o registro escrito da letra. Encontramos e colorimos a palavra PIÃO, falamos sobre letras iniciais e sons; Colorimos um pião com cola colorida. Depois, cada um desenhou o seu pião e escreveu a nova palavrinha aprendida! 
 

29 de maio de 2011

VOCÊ CONHECE A ORIGEM DOS PRODUTOS QUE VOCÊ CONSOME?

Olá,

Bom queridos, como expliquei semana passada este assunto tem me preocupado muito. Principalmente porque muito temos falado e às vezes pouco temos feito. 
Trago hoje o 2º vídeo da série Consciente Coletivo do Canal Futura, para conhecermos mais um pouco sobre como as nossas ações impensadas podem ser prejudiciais à nossa própria vida!
Espero que gostem!


O que você tem feito para salvar seu planeta?

Até semana que vem!

28 de maio de 2011

♥ É bom demais ser professora! ♥

Eu simplesmente adoro ser professora.

Qual profissão que nos faz estudar, pesquisar, planejar, experimentar, insistir?
Ah, amigos... Não conheço outra profissão que nos desafia tanto como ser professor...
Um dia desses, zapeando pela TV me deparei com o programa "Um salto para o futuro". Já conheço o programa de longas datas, mas minha irmã ao meu lado fez o seguinte comentário Nossa, o professor não para de estudar e tentar melhorar ne? Sabe, que eu me emocionei com as palavras dela? Senti lá no fundo da minha alma que isso é a pura verdade, que isso acontece comigo... 
Amigos, eu não paro. Eu quero sempre saber mais, melhorar mais, planejar mais... Isso se tornou um vício, um vício de querer e ir em busca de uma melhor educação para nossas crianças e adolescentes...
Eu amo férias, mas esse início de ano com novas turmas, com novos alunos é tudo de bom! 
E quando encontro com aqueles alunos antigos.... como gosto de vê-los... bater um papinho, saber de seus planos, do curso que tá fazendo, se tá namorando, como tá a família...
Às vezes sou do tipo repórter, mas não é por simples curiosidade, é por gostar tanto deles e torcer pra que tudo dê certo é que faço tantas perguntas!
Já faz um bom tempinho que dou aulas, 16 anos, e encontro alunos com filhos, na faculdade ou terminando faculdade, alunos que estudaram comigo na Ed. Infantil e hoje já são mulheres e homens feitos!! E quando me chamam de "Tia Genis"... ah, que lindo....♥
E ainda tem outro detalhe! E quando dou aula pra algum filho de um colega que estudou comigo... naquele tempo de escola.... A ta, filho de ex namoradinhos de escola também... confesso, já aconteceu algumas vezes...rsrsrsrs
Mas então, agora me digam! Que profissão não fica na mesmice, que lida diretamente com o ser humano, que não tem receitas prontas, que nos faz aprender a cada dia?
Sou professora assumida! Tenho orgulho de ser! Sou professora coruja dos alunos! Adoro o que faço! E você?
Topa começar esse ano comigo?
Fica aqui  então!!
Beijos mil, profª Genis.





27 de maio de 2011

Inclusão! Respostas às suas dúvidas!


A revista Nova Escola, que é um excelente instrumento de pesquisa e orientação para o trabalho do educador, publicou uma reportagem sobre as principais questões ligadas a "Inclusão".
Inclui aqui uma parte desta reportagem no que se refere a gestão da aprendizagem. A integra com questões sobre espaço físico, material, equipe de trabalho e administração das questões legais você encontra na Nova Escola
Beijocas
Cris Chabes

Gestão da aprendizagem


Quem tem deficiência aprende mesmo?
Sem dúvida. Sempre há avanços, seja qual for a deficiência. Surdos e cegos, por exemplo, podem desenvolver a linguagem e o pensamento conceitual. Crianças com deficiência mental podem ter mais dificuldade para se alfabetizar, mas adquirem a postura de estudante, conhecendo e incorporando regras sociais e desenvolvendo habilidades como a oralidade e o reconhecimento de sinais gráficos. "É importante entender que a escola não deve, necessariamente, determinar o que e quando esse aluno vai aprender. Nesses casos, o gestor precisa rever a relação entre currículo, tempo e espaço", afirma Daniela Alonso.



Ao promover a inclusão, é preciso rever o projeto político pedagógico (PPP) e o currículo da escola?
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades.

Em que turma o aluno com deficiência deve ser matriculado?
Junto com as crianças da mesma idade. "As deficiências física, visual e auditiva não costumam representar um problema, pois em geral permitem que o estudante acompanhe o ritmo da turma. Já os que têm deficiência intelectual ou múltipla exigem que o gestor consulte profissionais especializados ao tomar essa decisão", diz Daniela Alonso. Um aluno com síndrome de Down, por exemplo, pode se beneficiar ficando com um grupo de idade inferior à dele (no máximo, três anos de diferença). Mas essa decisão tem de ser tomada caso a caso.

Alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma?
Não, ao contrário. Hoje, sabe-se que todos aprendem de forma diferente e que uma atenção individual do professor a determinado estudante não prejudica o grupo. Daí a necessidade de atender às necessidades de todos, contemplar as diversas habilidades e não valorizar a homogeneidade e a competição.



Como os alunos de inclusão devem ser avaliados?
De acordo com os próprios avanços e nunca mediante critérios comparativos. Esse é o modelo adotado na EM Valentim João da Rocha, em Joinville, a 174 quilômetros de Florianópolis (leia mais no quadro abaixo). "Os professores devem receber formação para observar e considerar o desenvolvimento individual, mesmo que ele fuja dos critérios previstos para o resto do grupo", explica Rossana Ramos, professora da Universidade de Pernambuco (UPE). Quando o estudante acompanha o ritmo da turma, basta fazer as adaptações, como uma prova em braile para os cegos.

A nota da escola nas avaliações externas cai quando ela tem estudantes com deficiência?
Em princípio, não. Porém há certa polêmica em relação aos casos de deficiência intelectual. O MEC afirma que não há impacto significativo na nota. Já os especialistas dizem o contrário. Professores costumam reclamar disso quando o desempenho da escola tem impacto em bônus ou aumento salarial. "O ideal seria ter provas adaptadas dentro da escola ou, ao menos, uma monitoria para que os alunos pudessem realizá-las. Tudo isso, é claro, com a devida regulamentação governamental", defende Daniela Alonso. Enquanto isso não acontece, cabe aos gestores debater essas questões com a equipe e levá-las à Secretaria de Educação.

26 de maio de 2011

15 coisas simples que qualquer Pai ou Responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.



Pais e encarregados de cuidar das crianças, são pessoas muito ocupadas. Cheias de responsabilidades, emprego fora de casa, roupa para lavar, casa para cuidar, etc.


No entanto, por mais ocupados que possam ser, eis aqui um monte de coisas que elas podem fazer, sem atrapalhar seus afazeres corriqueiros, e que vai auxiliar suas crianças pequenas a se prepararem melhor para enfrentar a Escola.


Como as pessoas não estão dispostas a deixarem sua rotina diária de lado para se dedicarem às suas crianças, eis aqui algumas sugestões.


São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria destas coisas custa pouco ou nada, e pode ser feita sem alterar o ritmo de sua rotina diária.


Veja então a seguir, 15 coisas simples que qualquer Pai ou Responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais:

1. Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
2. Leia com eles;
3. Conte-lhes histórias da família;
4. Limite seu tempo de ver televisão ou no computador;
5. Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;
6. Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
7. Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia, ao invés de pegar tudo pronto;
8. Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
9. Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;
10. Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
11. Discuta as novidades do dia ou o que achar que é mais interessante com eles;
12. Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia, etc.;
13. Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
14. Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
15. Mantenha sempre contato com seus professores.

Fonte:U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series
Adaptação: Site de Dicas.


25 de maio de 2011

A Escola que desejamos e seus desafios


Há um descompasso crescente entre os modelos tradicionais de ensino e as novas possibilidades que a sociedade já desenvolve informalmente e que as tecnologias atuais permitem. A maior parte do que se ensina não é percebido pelos alunos como significativo.

Uma boa escola depende fundamentalmente de contar com gestores e educadores bem preparados, remunerados, motivados e que possuam comprovada competência intelectual, emocional, comunicacional e ética. Sem bons gestores e professores nenhum projeto pedagógico será interessante, inovador. Não há tecnologias avançadas que salvem maus profissionais.

São poucos os educadores e gestores pró-ativos, inovadores, que gostam de aprender e que conseguem por em prática o que aprendem. Temos muitos profissionais que preferem repetir modelos, obedecer, seguir padrões, que demoram para avançar. São mais os que adotam uma postura dependente do que os autônomos, criativos, pró-ativos. Sem pessoas autônomas é mito difícil ter uma escola diferente, mais próxima dos alunos que já nasceram com a Internet e o celular.

Uma boa escola precisa de professores mediadores de processos de aprendizagem vivos, criativos, experimentadores, presenciais-virtuais. De professores menos “falantes”, mais orientadores; de menos aulas informativas e mais atividades de pesquisa, experimentação, desafios projetos.

Uma escola que fomente redes de aprendizagem, entre professores e entre alunos; que aprendam com os que estão perto e também longe, conectados, com os mais experientes ajudando aos que têm mais dificuldades.

Uma escola com apoio de grandes bases de dados multimídia, de multi-textos de grande impacto (narrativas, jogos de grande poder de sensibilização), com acesso a muitas formas de pesquisa, de desenvolvimento de projetos.

Uma escola que privilegie a relação com os alunos, a afetividade, a motivação, a aceitação, o reconhecimento das diferenças. Que dê suporte emocional para que os alunos acreditem em si, sejam autônomos, aprendam a analisar situações complexas e a fazer escolhas cada vez mais libertadoras.

Uma escola que se articule efetivamente com os pais (associação de pais), com a comunidade, que incorpore os saberes dela, que preste melhores serviços. A escola pode estender-se fisicamente até os limites da cidade e virtualmente até os limites do mundo. A escola pode integrar os espaços significativos da cidade: museus, centros culturais, cinemas, teatros, parques, praças, ateliês, centros esportivos, centros comerciais, centros produtivos, entre outros. A escola pode trazer as manifestações culturais e artísticas próximas, fazendo dos alunos espectadores críticos e produtores de novos significados e produtos. Pode inserir atividades teóricas com as práticas, a ação com a reflexão. Trazer pessoas com diversas competências para mostrar novas possibilidades vocacionais para os alunos.

A escola e a universidade precisam reaprender a aprender, a serem mais úteis, a prestar serviços mais relevantes à sociedade, a saírem do casulo em que se encontram. A maioria das escolas e universidades se distancia velozmente da sociedade, das demandas atuais. Sobrevivem porque são os espaços obrigatórios e legitimados pelo Estado. Os alunos freqüentam muitas aulas porque são obrigados, não porque sintam que vale a pena. As escolas deficientes e medíocres atrasam o desenvolvimento da sociedade, retardam as mudanças.

A educação poderá tornar-se cada vez mais participativa, democrática, mediada por profissionais competentes. Teremos muitas instituições que optarão por uma postura mais conservadora, que manterão o sistema disciplinar, o foco no conteúdo; mas, mesmo nelas, o ensino-aprendizagem não se fará somente na sala de aula. Haverá maior flexibilidade de tempos, horários e metodologias do que há atualmente. Outras – e esperamos que muitas – caminharão para tornar-se ou continuar sendo organizações democráticas, centradas nos alunos; que desenvolvem situações ricas de aprendizagem, sem asfixiar os alunos, incentivando-os; que desenvolvem valores de colaboração, de cidadania em todos os participantes.

Escolas não conectadas são escolas incompletas (mesmo quando didaticamente avançadas). Alunos sem acesso contínuo às redes digitais estão excluídos de uma parte importante da aprendizagem atual: do acesso à informação variada e disponível on-line, da pesquisa rápida em bases de dados, bibliotecas digitais, portais educacionais; da participação em comunidades de interesse, nos debates e publicações on-line, em fim, da variada oferta de serviços digitais.


  Quanto mais tecnologias avançadas, mais a educação precisa de pessoas humanas, evoluídas, competentes, éticas


 A sociedade torna-se cada vez mais complexa, pluralista e exige pessoas abertas, criativas, inovadoras, confiáveis. O que faz a diferença no avanço dos países é a qualificação das pessoas. Encontraremos na educação novos caminhos de integração do humano e do tecnológico; do racional, sensorial, emocional e do ético; do presencial e do virtual; da escola, do trabalho e da vida em todas as suas dimensões.

Nota: Guia da Boa Escola.
Regina Gregório

23 de maio de 2011

O que é Letramento?


Letramento

Esse pequeno texto em forma de poesia resume o que eu mais amo na Educação que é saber inserir a criança no mundo das letras sem precisar saber o que são as VOGAIS e as CONSOANTES, sem achar que a criança precisa aprender primeiro as palavras simples para depois ler pequenas frases e só então ser introduzidas aos pequenos textos.....

Nossas crianças podem e precisam entrar em contato com os mais diversos textos e livros muito antes de saberem LER e ESCREVER de maneira convencional!


“Letramento não é um gancho
Em que se pendura cada som enunciado,
Não é treinamento repetitivo
De uma habilidade, nem um martelo
Quebrando blocos de gramática
Letramento é diversão
É leitura à luz de vela
Ou lá fora, à luz do sol
São notícias sobre o presidente,
O tempo, os artistas da TV
E mesmo Mônica e Cebolinha

Nos jornais de Domingo

É uma receita de biscoito,
Uma lista de compras, recados colados na geladeira,
Um bilhete de amor,
Telegramas de parabéns e cartas
De velhos amigos
Viajar para países desconhecidos,
Sem deixar sua cama,
É rir e chorar
Com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
Sinais de trânsito, caças ao tesouro,
Manuais, instruções, guias,
E orientações em bulas de remédios,
Para que você não fique perdido
Letramento é, sobretudo,
Um mapa do coração do homem,
Um mapa de quem você é,

E de tudo que pode ser.”
(Magda Soares)







E você professora ou mãe,como vê a alfabetização do seu aluno/filho?
O que é preciso para uma boa alfabetização?
O que você acha importante para que o Letramento aconteça na sua escola?
Como você alfabetiza seu aluno?
Passe por aqui e deixe a sua opinião pra gente!

22 de maio de 2011

QUANTOS PLANETAS SERIAM NECESSÁRIOS?



Olá ,

Hoje gostaria de iniciar com vocês uma conversa sobre o Consumismo e  Sustentabilidade. Tenho feito algumas pesquisas sobre o assunto e confesso que a cada nova descoberta que faço mais apavorada fico. Principalmente porque em todo o tempo se fala que somente através da educação é que se conseguirá mudar alguma coisa no mundo... 
Sei que nós professores não somos redentores da sociedade, mas enquanto educadores temos que tomar algumas providências urgentes para ajudar nesta luta pela preservação de nosso planeta.
É por esse motivo que compartilho o vídeo abaixo. Ele é o primeiro de uma série de 10 vídeos, publicados pelo Canal Futura, afim de conscientizar seus telespectadores sobre a importância de cuidarmos coletivamente e responsavelmente do local onde vivemos ( a terra).
Publicarei alguns desses vídeos aqui no blog e  trarei sempre uma discussão sobre o assunto tratado no vídeo. Creio que se queremos mudar alguma coisa  no mundo temos que começar por nós mesmos. 
Por isso... Mãos à obra!


E você, 
Sabe quantos planetas seriam necessários 
para sustentar os seres humanos 
se todos eles vivessem e consumissem igual a você?
Ainda não? 
Faça o teste e descubra!

Fontes:

Boa semana a todos
pensem no Consciente Coletivo

20 de maio de 2011

Os desafios da tecnologia da educação - Texto de Ryon Braga

Encontrei esse texto na net e acredito que nós professoras do Educação em Foco estamos no caminho certo de uma escola renovada.


Cris Chabes


Do advento da popularização do computador pessoal até as ferramentas incluídas na chamada web 2.0 e as conexões por telepresença holográfica, a tecnologia evoluiu em pouco mais de 20 anos, transformando totalmente a forma como vivemos.




Atualmente, não se concebe mais o computador ou o tablet como ferramenta a ser usada no laboratório de informática em aulas específicas. O computador é o lápis de ontem, precisa acompanhar o aluno todos os dias, o tempo todo.

Temos a possibilidade de passar do tradicional modelo de aula expositiva, onde o professor explica e o aluno presta atenção e toma nota, quando muito interrompe o professor para tirar alguma dúvida, para um modelo participativo, onde o professor propõe as questões a serem discutidas e, coletivamente, os alunos constroem as respostas, com o auxílio da web e de centenas de outras pessoas de qualquer lugar do mundo, conectadas através de redes.



Não só as pessoas podem estar em qualquer lugar, como também o professor não precisa estar mais em sala.

Estamos entrando em um mundo onde a presença virtual se torna real e corriqueira. Morando em São Paulo, posso tomar meu café da manhã conversando com amigos em Los Angeles, almoçar com colegas chineses que se encontram em Xangai e jantar com fornecedores russos, diretamente de Moscou.

A velocidade das conexões em rede cresceu tanto, a ponto de transmitir a imagem em altíssima resolução, promovendo a percepção de proximidade quase que real, da pessoa do nosso interlocutor que se encontra à distância.


Muitos especialistas acreditam que com o rápido crescimento das tecnologias da informação e comunicação que ocorre atualmente, já estaríamos prontos para viabilizar financeiramente, em larga escala, o modelo da aprendizagem centrada no estudante, viabilizando um verdadeiro salto quântico no desempenho destes estudantes.

Tais análises esquecem, no entanto, que ainda não vencemos o maior obstáculo de todos - a formação docente.

Em minha opinião, ainda teremos que esperar que uma nova geração de professores, nascidos na era da internet, que cresceram conectados e interligados ao mundo em redes sociais e, portanto, com um modelo mental aberto a este novo mundo, para somente então conseguirmos mudar o modelo educacional vigente.



A pressão pela mudança está vindo de baixo para cima, uma vez que os estudantes não estão esperando seus professores evoluam, mas estão se tornando protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem, utilizando todos os recursos proporcionados pela tecnologia e encontrando novas e criativas formas de aprender.

Ryon Braga é presidente da Hoper Educação.

Fonte: Brasil Econômico.

18 de maio de 2011

A importância do Brinquedo em Casa

(foto divulgação)

Todos os  pais deveriam saber que os brinquedos não foram feitos só para entreter, principalmente nas primeiras fases da infância. Quando a criança brinca, ela estabelece uma série de construções mentais e aprende muito.
 Por isso é importante saber escolher os brinquedos adequados para cada idade, pois só assim a criança terá os estímulos e aprendizados adequados a sua faixa etária.
Podemos separar a infância em três ciclos entre 0 e 6 anos. Pois a partir dessa idade a criança já elaborou mentalmente uma série de construções e que os estímulos específicos não são mais tão necessários.
 No primeiro ciclo (0 a 2 anos), a criança prioriza o instinto. No segundo ciclo (2 a 4 anos) ela já começa a unir esse impulso com os pensamentos, e no terceiro ciclo (4 a 6 anos) a criança já é 100% estratégia, entende, portanto, como agir com base na razão. E os brinquedos devem acompanhar essa lógica.
A qualidade do brinquedo é preferível é melhor ter poucos brinquedos de ótima qualidade do que muitos, mas ruins. O ideal é dar preferência por brinquedos que não corram o risco de soltar tinta ou quebrarem com facilidade - afinal, se quebrarem em pedaços pequenos, o risco de acidentes é grande.
 Vejamos agora quais os brinquedos mais recomendados para cada um dos ciclos e por que investir neles:
 De 0 a 2 anos

 Nesse período da infância a criança está passando por sua fase de expressão oral, ou seja, de interação com o mundo. A pedagoga afirma que nessa fase a criança deve ganhar brinquedos que agucem essa interação.
 Os brinquedos devem proporcionar associações, processo chamado de conflitos cognitivos, que nada mais são do que o reconhecimento de uma ação. É simples. Por exemplo, a criança começa a jogar uma bola no chão e percebe que a bola volta para ela.
 Dessa forma, a criança reconhece que toda vez que jogar a bola no chão, ela volta. A partir desse conflito cognitivo acontece a intencionalidade, ou seja, a criança cria a intenção de praticar o ato. No caso da bola, ela começará a jogar a bola no chão com a intenção que a bola volte para ela.
O que é importante priorizar na escolha do brinquedo: objetos grandes, leves, arredondados, que despertem a atenção de alguma forma (fazendo barulho, com cores diversas, que tenham um formato diferente).

De 2 a 4 anos

 Nessa fase a criança já consegue se separar do adulto e perceber que é um ser único, portanto, seu repertório cognitivo é ampliado.
 E os pais devem acompanhar esse desenvolvimento, oferecendo ao filho um repertório igualmente variado. Os pais já podem oferecer brinquedos que explorem o intelectual da criança, como quebra-cabeças ou brinquedos de encaixar.
 É importante também inserir nas brincadeiras da criança o mundo ao qual ela está acostumada. Um bom exemplo são brinquedos com figuras ou uma temática que ela conheça. Dessa forma, você atribui um contexto ao brinquedo para que a criança possa fazer associações.
 De 4 a 6 anos


Aos quatro anos é como se o mundo da criança se descortinasse pra vida. Ela começa a ter autonomia para tomar decisões e fazer escolhas.
 Diferente da oralidade inicial, onde a criança parecia colocar tudo "para dentro", nessa fase ela expõe tudo o que pensa. Os brinquedos dessa fase da infância devem explorar isso. Nada pode ser óbvio para a criança, que deve encarar grandes desafios.
 Os brinquedos de montar, por exemplo, já podem ter peças menores e em maior quantidade, entre 50 e 100. E os jogos de memória podem ser mais complexos.
 Os jogos devem despertar a mente da criança, que terá de pensar para interagir com a brincadeira invista em jogos de tabuleiro, adivinhas, caça ao tesouro e tudo o que explore a criatividade e o intelectual da criança, que a faça pensar.
 O que é importante priorizar na escolha do brinquedo: a fantasia. Quando a criança representa um papel, ela constrói a identidade dela como pessoa.
 Nessa fase, bons brinquedos são objetos da casa em geral, como calculadoras, óculos, bolsas, embalagens de alimentos, entre outros. Tudo o que possibilite a criança brincar de gente grande.
Referencia: Revista Minha vida
Regina Gregório

17 de maio de 2011

A escola


A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.

Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.

Por isso, quem tenha a triste idéia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!

Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.

Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma exceção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
se partem braços
se tomam drogas
se roubam objetos
se cortam veias
se atropelam alunos
se instauram processos
se anavalham rivais
se apalpam garotas.

É o lugar onde os encarregados de educação vêm:
desabafar
perguntar
pedir
exigir
gritar
ofender
ameaçar...e, por vezes, bater! 
É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exatas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.

Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.

Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.

É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.

É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.

É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.



(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)
Fonte: Extraído do site Aldeia

16 de maio de 2011

Linguagem oral e escrita

Dando sequência as postagens das orientações resumidas dos parâmetros Curriculares da Educação Infantil,vamos falar sobre o Eixo "Linguagem oral e escrita".

1-Conteúdo:
Comunicação,interação e construção do conhecimento,através da linguagem;
Ampliação da capacidade de comuinicação e expressão e de acesso ao mundo letrado;
Expressão de sentimentos, ideias,pensamentos e intenções de diversas naturezas;
Elaboração de hipóteses de escrita e leitura;
Construção do conhecimento conceitual(o que a escrita representa e de que forma é representada)
Produzir escrita;
Produção de frases completas;
Ampliação gradativa das possibilidades de comunicação e expressão;
Seleção prévia da história que será contada;
Escutar a fala da criança deixando-se envolver por ela ressignificando-a e resgatando-a sempre que for mecessário.

2-Metodologia:
Observação e eanálise das produções escritas das crianças;
A intervenção direta do adulto na linguagem oral da criança
Aproximação do adulto com a criança;
Desenvolver habilidades motoras e intelectuais;
Uso da linguagem em múltiplas situações nas quais as crinaças percebeam a função socila que ela exerce;
A oralidade, a leitura e a escrita devem ser trabalhadas de forma integrada e complementar;
Inteligibilidade e riqueza do texto, nitidez e ilustrações que instiguem um sentimento de curiosidade da criança pelo livro e pela escrita;
Organização do ambiente favorável à escrita.

3-Estratégias:
Colocar nome nas produções (o título da história e o nome da criança);
Lista de palavras por grupo semântico (por exemplo,listar os animais marinhos;ou listar o que tem na festa junina;)
Usar objetos e figuras desencadeadoras das lembranças das crianças enriquecendo suas narrativas;
Compartilhar descobertas com seus familiares;
Roda de conversa;
Leitura e contação de histórias;
Recados e elaboração de bilhetes coletivos;
Explicação oral e escrita de um jogo;
Uso de diferentes portadores de textos;
Brincadeiras de faz de conta;
Músicas e rimas,parlendas e jogos verbais;
Leitura de imagens;
Produção de textos coletivos;
Escolher livro para ler e apreciar,justificando a escolha.


Exemplos de atividades que envolvem a leitura e escrita para alunos que ainda não sabem ler nem escrever:

Lista de palavras do mesmo campo semântico(frutas)

Ingredientes para um bolo de maçã

Texto informativo sobre a maçã ditado pelos alunos(professor é o escriba)

Registro de música que sabem de cor

Observação de imagem para estimular a oralidade: O que vocês estão vendo na cena? Como é a criança que está pulando corda?
As atividades de escrita e leitura devem ser feitas diariamente e devem respeitar a diversidade textual(um dia ler uma poesia,outro ler uma parlenda,uma história,uma piada,etc).

15 de maio de 2011

PROFESSORES UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS!


Olá queridos, hoje vim compartilhar com vocês uma angústia. 
Nos últimos meses tenho visto alguns movimentos de professores que assim como vocês leitores e nós aqui do Educação  em Foco  resolveram não ficar parados vendo a educação passando no trio do desespero rumo a uma realidade cada vez pior.
Penso que este tipo de movimento seja bastante interessante, aliás todo professor deveria fazer parte de um sindicato que busque seus direitos e onde ele juntamente com outros possa lutar pelos direitos de sua classe. Infelizmente as coisas não são do jeito que sonhamos e muita gente ainda se engana e entra neste trio da desilusão. 
Entram e seguem "felizes da vida" enganados pelo comodismo, certos de que a educação não tem mais jeito e que o "jeito" é sentar e esperar as coisas (ruins) acontecerem. Eles não tem noção de quanto mal estão fazendo à nossa profissão.





Confesso a vocês que fico muito triste, quando vejo piadinhas com a nossa classe  e mais ainda... Fico indgnada quando vejo pessoas da própria classe permitindo e participando de ações deste tipo. 
O vídeo que compartilho com vocês é uma Charge do Maurício de Souza, que embora seja engraçada e a princípio pareça piada, nos leva a pensar sobre as atitudes que nós, educadores temos tomado diante das imposições que nos tem sido feitas.




Autor: Maurício Ricardo
Fonte:  Blog  S.O.S. Educação Pública  - professora Graça Aguiar.

Penso que está na hora de começarmos a dizer as coisas que realmente pensamos, sem ter medo do que os SUPERIORES irão pensar ou fazer com as nossas atitudes. É importante que todos os educadores unam suas formas e digam NÃO a tantas imposições. 
Pense nisso... E depois se questione... O que você tem feito para melhorar a educação da tua escola??

Desculpem o desabafo minha gente! 
Uma boa semana para vocês!




13 de maio de 2011

Diga não a precocidade infantil!


Olá queridos leitores!
Sendo educadora e agora mãe, apoio totalmente cada palavra digitada nesse artigo e você?
Deixe pra mim sua opinião!
Abraço grande, Profª Genis.


Por Renato Vargens

Um vídeo (veja abaixo) que trata do beijo de duas crianças já foi visto por mais de um milhão de pessoas no mundo todo, despertando nas pessoas que o viram expressões de louvor e graciosidade. 

Pois é, confesso que a cada dia que passa me assusto com o comportamento da nossa sociedade. Lamentavelmente  cada vez mais cedo meninos e meninas são instigados a adentrar ao mundo das relações; e infelizmente, pais, familiares, colegas da escola e principalmente a mídia, tem injetado nas cabecinhas de nossos filhos valores absolutamente adoecedores a sua saúde emocional. Junta-se a isso o fato de que também vivemos dias onde a relativização das relações pessoais se faz presente.

Caro leitor, é claro e notório que o lúdico, a fantasia, e as brincadeiras possuem um papel fundamental no desenvolvimento da psiquê humana. Na verdade, os momentos em que as crianças passam se divertindo brincando umas com as outras, contribuem para se desenvolverem tanto emocionalmente como intelectualmente.

Infelizmente a mídia tem tido um papel absolutamente desagregador em nossa sociedade, desconstruindo assim valores indispensáveis à saúde humana.

É inegável que os meios de comunicação ao longo dos anos imprimiram cada vez mais em nossas crianças a aceleração do descobrimento e afloramento precoce da sensualidade e sexualidade. Basta repararmos nas meninas que cada vez mais cedo, abandonam a brincadeira de boneca em detrimento do namoro com um menino. Em contra-partida ao focarmos na garotada logo percebemos que as brincadeiras saudáveis cederam lugar aos vídeos games e jogos eletrônicos que corroboram para o adoecimento da mente e do corpo.

Criança tem que ser criança! Viver o lúdico, a fantasia, desfrutar do riso, da alegria. Até porque, quando isso não acontece, a criança emocionalmente adoece.

Acredito que os pais possuem papel fundamental no resgate de valores da moralidade. E para tanto é indispensável que entendamos que a televisão foi feita para entretenimento do povo e não para ser babá eletrônica de nossos filhos. É imperativo e necessário também que entendamos que queimar etapas em vez de significar promoção social, representa regressão emocional para muitos de nossos infantes.

Quero através deste artigo incentivá-lo a nutrir na garotada o prazer pela vida. A vida é bela, é deve ser vivida momento a momento. Criança deve ser criança, até porque é sendo criança, vivendo como criança, não queimando etapas, nem tampouco ultrapassando os limites naturais da vida é que poderão no futuro construir um mundo melhor.

Viva o Pique!

Renato Vargens




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