31 de janeiro de 2011

Pequenos leitores

Hoje venho aqui contar a minha experiência como mãe,o que eu faço para   incentivar  a leitura  aqui em casa!
A leitura sempre esteve presente na minha vida,pois  como professora, vivo cercada por livros de todos os tipos e minha  filhota hoje com 5 anos sempre me viu lendo!
Desde bebezinha, no berço, eu contava  histórias para ela! No seu primeiro Natal Papai Noel trouxe um livro de plástico chamado “Clóvis, o jacaré!”, claro que no começo o livro serviu só para dar algumas mordidinhas e brincar... brincar muito com ele, levava o livro para o banho,piscina e praia! Segundo Sandroni & Machado (2000, p.12) “a criança percebe desde muito cedo, que livro é uma coisa boa, que dá prazer”. As crianças bem pequenas interessam-se pelas cores, formas e figuras que os livros possuem e que mais tarde, darão significados a elas, identificando-as e nomeando-as. "
O contato cedo com os livros também ajuda no desenvolvimento da linguagem e facilita, no futuro, a criança aprender a ler. Além disso, a qualidade dos sons que o bebê ouve afeta o funcionamento da audição e a linguagem usada nos livros geralmente é mais rica do que a linguagem do dia a dia. “Ao ler, usamos voz, ritmo e tom diferentes da conversa diária. Isso prende a atenção da criança e, mais para frente, chega na formação do leitor” ( Brenman)

A hora da leitura deve ser um momento encantado, cheio de mistério e principalmente um momento de prazer! Ao contar histórias, gosto de preparar o momento, de cantar alguma musiquinha...deixá-la curiosa, imitar as vozes dos personagens e seus movimentos!
Ler  ajuda  a criança a desenvolver a imaginação,as emoções e os sentimentos com prazer e cheio de significados.
 “Ouvir histórias é um acontecimento tão prazeroso que desperta o interesse das pessoas em todas as idades. Se os adultos adoram ouvir uma boa história, um “bom causo”, a criança é capaz de se interessar e gostar ainda mais, já que sua capacidade de imaginar é mais intensa.“
Livros... e mais livros... devemos ter mais de 100 (juntando os meus e os dela!), são coleções de todos os jeitos,histórias de medo,de aventuras  e de encanto....
Hoje em dia ela continua adorando ouvir histórias, já está se interessando por gibis, é fã de Maurício de Souza e sua turma da Mônica! Mas de quem ela mais gosta mesmo é o Ziraldo, conhece suas obras, já leu, quer dizer, já ouviu  a  série Corpim (que fala das partes do corpo humano) todinha! Conhece o Menino Maluquinho e adora ouvir suas aventuras!
Na Bienal do livro no RJ, tivemos o prazer de conhecer o Ziraldo, e ela  contou pra ele os nomes dos livros que ela conhecia, ele se encantou e deu os parabéns, elogiou o papai e a mamãe da Bia, que isso sim é exemplo e nos disse:
- Encham a casa de livros!
Bom, sugestão de Ziraldo para mim é uma ordem! Nossa casa vai ter sempre muitos livros ao alcance da Bia!   

O grande encontro


E você, como contribui com o incentivo a leitura na sua casa ou escola? Conte aqui pra gente!

Professora Melissa

30 de janeiro de 2011

SOU PROFESSOR! E AGORA?

_Quem serão meus alunos? 
_O que será que eles sabem e o que precisam aprender?

São exatamente essas as perguntas que passam em nossas mentes quando um ano letivo está prestes a se iniciar, não é verdade?
Mas fico aqui pensando... Se para nós que temos alguma experiência (já passamos pela prova de fogo) é complicado, imagine para aqueles que estão iniciando!? Lí em uma reportagem que cerca de 60 mil professores ingressam em sala de aula a cada novo ano. 
O que fazer com esses 60 mil novos profissionais? "Jogar em uma sala lotada de alunos e dizer... _Boa sorte! Faça o seu melhor???  Com certeza não... E é por isso que estamos aqui hoje... Para compartilhar com os "novatos" ou não novatos ( pessoas que trabalharão com os novatos) algumas experiências que poderão ajudar nesse processo, onde muita novidade entra em jogo. 
Segundo a Fernanda Castro, redatora da reportagem que tomamos como referência, a troca de experiências pode e muito ajudar no sucesso dos "novatos". Mas então e então, o que fazer ? Como apoiá-los? Que troca de experiências são essas? 


Abaixo seguem algumas dicas..

O  novo professor precisa :
Contar com o apoio da Direção da escola.  Sentir que as dúvidas e angústias, geradas pelo início dessa nova etapa são compreendidos!



Espero que tenham gostado. Tenho certeza que vocês terão outras sugestões para dar! Ah! Também ficaria muito feliz em saber qual foi a sua experiência de novato ou com os novatos! 

Um grande abraço
Referência: Revista Nova escola 
ano  XXIII Nº210 Ano 2008
Reportagem: Difícil começo.

29 de janeiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E LITERATURA INFANTIL


É através da leitura que fazemos a internalização das informações e por meio desta adquirimos a habilidade de ver as coisas com novos significados, novas perspectivas, além do que a leitura é uma forma de nos apropriarmos da realidade na qual estamos condicionados. Fazer uma conscientização dessa importância, principalmente na base da formação dos futuros leitores que se inicia nas séries iniciais do Ensino Fundamental, enfatizando que independente do tipo de leitura, seja ela informativa ou não, apresenta uma relação com o real, despertando também o imaginário, a criatividade, realçando ainda que a mesma é mediadora entre cada ser humano, facilitando a comunicação entre todos.


A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze anos de idade que as crianças revelam maior interesse pela leitura. O estudioso Richard Bamberger reforça a idéia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."

Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.

Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado.

Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. 

Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. 

A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro "pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.

Esses primeiros contatos despertam na criança o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais freqüente for o contato da criança com o livro. Às crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros.
Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas. Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças.

É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.

Podemos tomar as orientações da professora Regina Zilberman, estudiosa em literatura infanto-juvenil e leitura, como forma de motivarmos as crianças e os jovens ao hábito de ler: abordar as relações entre a literatura e ensino legitimando a função da leitura, sugerindo livros, assim como atividades didáticas, a fim de alcançar o uso da obra literária em sala de aula e nas suas casas com objetivos cognitivos, e não apenas pedagógicos; considerar o confronto entre a criação para crianças e o livro didático, tornando o último passível de uma visão crítica e o primeiro ponto de partida para a consideração dos interesses do leitor e da importância da leitura como desencadeadora de uma postura reflexiva perante a realidade.

Através da linguagem simbólica, a literatura infantil pode influenciar na formação da criança, que passa a conhecer o mundo em que vive de maneira a compreender: o bem e o mal, o certo e o errado, o belo e o feito, amor e raiva, a dor e o alivio, entre outros. Por isso, aos poucos, a criança compreende o mundo adulto do qual faz parte. Assim como destaca GOES (1990, p. 16)

"A leitura para a criança não é, como às vezes se ouve, meio de evasão ou apenas compensação. É um modo de representação do real. Através de um "fingimento", o leitor re-age, re-avalia, experimenta as próprias emoções e reações."

A literatura infantil cumpre, hoje, a responsabilidade de entreter e divertir e, principalmente formar na criança uma consciência de mundo. Após este breve comentário a cerca da importância do incentivo à leitura, abordarei agora, as fábulas, em sua origem, conceito e sua moral. A fábula se originou da necessidade natural que o homem sente de expressar seus pensamentos por meio de imagens, emblemas ou símbolos. A mesma teve o Oriente Médio como seu berço, tendo aparecido naturalmente por conseqüência do desenvolvimento histórico da idéia de arte.

Essa forma literária tem um caráter critico. Tal fato levou a pensar que a fábula nasceu da necessidade critica do homem. Esse mesmo conceito levou a pensar que a fábula deve sua origem à escravidão

Caracterizando, a fábula é uma pequena narração de acontecimentos fictícios que tem como finalidades, divertir e instruir. Essas histórias devem ser escritas em estilo simples e fácil e concebidas em prosa ou em verso. As fábulas como "A cigarra e a formiga", "A tartaruga e a lebre", "A cegonha e a raposa" , por exemplo, são histórias antigas, que sempre trazem uma lição àqueles que as escutam. São muito importantes para a formação do caráter da criança. É fundamental que o educador comente com a criança ao final, ajudando a firmar as lições que elas trazem.

Porém, o emprego da fábula, no ensino, provocou resistências desde o começo da moderna didática. Rosseau, em seu radicalismo questiona o valor de instrução que as fabulas exercem sobre as crianças, visto que elas partem da realidade, mas não são verdades absolutas, e que é muito difícil fazer a criança entender a moral das fábulas, pois as idéias estão fora de seu alcance.

A moral das fábulas é o aspecto muito polêmico, pois, ela pode passar uma dualidade de sentidos, conforme afirma Rousseau. Sendo assim, é aconselhável uma cuidadosa seleção das fábulas antes que sejam oferecidas para as crianças. Elas devem reunir conceitos mais claros e objetivos e condições para que não permitam confusões interpretativas.

A leitura é uma forma de recreação muito importante para a criança, principalmente para o seu desenvolvimento intelectual, psicológico e afetivo. Esta desempenha papel fundamental na vida da criança, pela riqueza de motivações, sugestões e de recursos que oferece ao seu desenvolvimento.

A leitura infantil é um dos fatores para que a criança consiga buscar a sua realização, fazendo com que as novas gerações criem uma responsabilidade quanto à mudanças de seus hábitos, de maneira a que o hábito da leitura seja realizado desde os primeiros anos de idade, contribuindo em sua formação sob todos os aspectos.

Assim, com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.

Estratégias para o uso de textos infantis no aprendizado da leitura, interpretação e produção de textos também são exploradas com o intuito final de promover um ensino de qualidade, prazeroso e direcionado à criança. Somente desta forma, transformaremos o Brasil num país de leitores.

Portanto o professor e a escola devem favorecer a leitura, trabalhando-a para o desenvolvimento do senso crítico, o raciocínio, enfatizando que a mesma propicia momentos prazerosos e possibilita novas descobertas e assim mais conhecimentos, além de enriquecer o vocabulário, o aprimoramento da grafia e conseqüentemente a dicção, evidenciando ainda que a leitura proporcione resultados benéficos não apenas nas pesquisas escolares, mas principalmente em sua vida social.


28 de janeiro de 2011

Habilidades matemáticas por série

Todas as crianças nascem com habilidades.Algumas serão desenvolvidas ao longo de sua vida.Mas o que devemos saber é que o desenvolvimento de habilidades acontece de forma diferente em cada indivíduo e algumas crianças conseguem seguir de forma correta esse padrão e outras não. É quando acontece um atraso muito grande no desenvolvimento dessas habilidade que devemos ficar alerta e procurar um médico ou um psicólogo.



Segue uma lista das habilidades a serem trabalhadas em cada série no ensino da matemática.

Pré-Escola
Combina/seleciona/nomeia objetos por cor, tamanho e forma; conta/soma até nove objetos; avalia objetos por quantidade, dimensões, tamanho (p. ex., mais/menos, mais longo/menor, mais alto/mais baixo, maior/menor/igual; recita e reconhece numeros de 1-20; escreve números de 1-10; compreende conceitos de adição e subtração; conhece símbolos +, -, =: reconhece o todo X metade; compreende os ordinais (primeiro, quinto); aprende conceitos incipentes de peso, tempo (p. ex., antes/depois; compreende que o almoço é às 12 horas; diz a hora no relógio), dinheiro (sabe o valor de algumas moedas) e temperatura (mais quente/mais frio); tem consciência de localização (p. ex., acima/abaixo, esquerda/direita, mais próximo/mais distante); interpreta mapas simples e gráficos.

Primeira Série
Conta/lê/escreve/ordena número até 99; começa a aprender fatos da adição e subtração; realiza problemas simples de adição/subtração (p. ex., 23 + 11); compreende multiplicação como sendo a adição repetida; conta de 2 em 2, de 5 em 5 e de 10 em 10; identifica números pares e ímpares; estima respostas; compreende 1/2, 1/3, 1/4; obtém conhecimento elementar do calendário (p. ex., conta quantos dias dias até seu aniversário), tempo (diz a hora em termos de meia hora; compreende horários, lê relógio digital), medidas (uma xícara, uma colher de chá, um litro, cm, kg) e dinheiro (sabe o valor de agumas moedas; compara preços); soluciona problemas verbais simples com números; lê gráficos e mapas.

Segunda Série
Identifica/escreve números até 999; soma/subtrai números com dois e três dígitos com e sem reagrupamento (p. ex., 223 + 88, 124 - 16); multiplica por 2, 3, 4, 5; conta de 3 em 3, de 5 em 5, de 10 em 10 e de 100 eme 100; lê/escreve numerais roamnos até XII; conta dinheiro e faz troco até 10 reais; reconhece dias da semana, meses, estações do ano no calendário; diz a hora em termos de 5 minutos em um relógio com ponteiros; aprende medidas básicas (centímetros, metros, gramas, quilograma); reconhece equivalentes (p.ex., dois quartos = metade, quatro quartos = um inteiro); divide área em 2/3, 3/4, décimos; faz graficos com dados simples.

Terceira Série
Compreende milhares; soma e subtrai números de quatro dígitos (p.ex., 1 017 - 978); aprende fatos da multiplicação até 9 x 9; soluciona problemas simples de multiplicação e divisão (642 x ou dividido por 2); relaciona divisão com subtrações repetidas; aprende numerais romanos mais difíceis; introdução a frações (soma/estima/organiza frações simples; compreende números mistos); e geometria (identica hexágono, pentágono); compreende diâmetro, raio, volume, área; compreende decimais, começa aprender números negativos, probabilidade, porcentamegem, razão; soluciona problemas verbais mais difíceis de matemática.

Quarta Série
Soma colunas de três ou mais números; multiplica números de três dígitos por números de dois dígitos (348 x 34); realiza divisão simples (44/22); reduz frações a seus menores termos; soma/subtraius frações com diferentes denominadores (3/4 + 2/3); soma/subtrais decimais, converte decimais em porcentagens; conta/faz troco para 20 reais; estima a hora; pode medir o tempo em horas, minutos e segundos; realiza cáculos de áreas de retângulos; identifica linhas paralelas, perpendiculares e com intersecção; calcula peso em toneladas, extensão em metros e volume em centímetros cúbicos.

Quinta Série
Multiplica números com três dígitos (962 x 334); pode realizar problemas mais difíceis de divisão (102 dividido por 32); soma, subtrai, multiplica números mistos; divide um número inteiro por uma fração; representa frações como decimais, proporções, percentuais; soma, subtrai, multiplica com os demais, divide um decimal por um número inteiro; compreende uso de equações, fórmulas, "trabalhar de trás para frente"; estima produtos e quocientes; começa aprender sobre expoentes, maior denominador comum, bases, fatores primos, números compostos, números inteiros; compreende porcentagens, razões; compreende média, mediana, modo; mede área/circunferência de um círculo, perímetro/áreas de triângulos e paralelogramos; realiza conversões métricas; usa compasso, transferidor; lê desenhos em escala.

Texto extraído e adaptado do livro: Dificuldades de Apendizagem de A a Z - Corinne Smith e Lisa Strick, 2001 - Ed Artmed. pg. 316 e 317

26 de janeiro de 2011

11 Maneiras de Ajudar na Alfabetização do Seu Filho


 Já contei muitas vezes que sou alfabetizadora e que amo o que faço, por isso me mantenho sempre informada e procuro me atualizar sempre. Adoro a frase "nada se cria, tudo se copia", porque acredito que o que é bom, tem que ser multiplicado! Dentre os muitos sites que gosto de visistar, um deles é o Educar Para Crescer, do Grupo Abril.  É facinho de navegar e tem muito material para pais e educadores. Passeando por lá, encontrei essas dicas muito show sobre alfabetização (claro!!) que combinam muito bem com a nossa campanha de fazer a família uma parceira da escola. Aproveitem a leitura!
Beijinhos, Carla Pathy!
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11 Maneiras de Ajudar na Alfabetização do Seu Filho

Texto foi publicado por Juliana Bernardino Site Educar Para Crescer ( ícone Alfabetização)



Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. “Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos”, exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.


Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.


 A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. “Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa”, argumenta Cida Sarraf. 

Leia abaixo as 11 maneiras de deixar o ambiente de sua casa mais alfabetizador, ajudando seu filho a passar com tranquilidade pela alfabetização o que, aliás, é fundamental para ele ter sucesso nas etapas futuras do aprendizado e do conhecimento:

Deixar bilhetes ou escrever cartas
Preparar receitas culinárias na presença da criança
Ler Histórias
Ser um modelo de leitor
Explorar títulos de Embalagens
Fazer lista de compras com o seu filho
Aproveitar as situações da rua
Fazer os convites de aniversário com a criança
Montar uma agenda telefônica
Apontar outros materiais escritos
Respeitar o Ritmo da Criança
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Eu acrescentaria ainda:

Deixar ao alcance da criança vários tipos de textos
Ouvir a criança com interesse
Deixar que a criança expresse suas opiniões e seus gostos
Presentear a criança com livros interessantes
Responder as perguntas da criança saciando a sua curiosidade
(essas situações não servem apenas para ajudar na alfabetização. Tais atitudes estimulam a autonomia, o autoconhecimento  e ajudam na construção da identidade da criança.)
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25 de janeiro de 2011

DICAS PARA REUNIÃO DE PAIS


Introdução:            


Quando a escola chama os pais para uma reunião, ela precisa se preocupar com o que vai ser discutido, deverá conversar com os envolvidos no processo (professores e funcionários) a fim de proporcionar um momento agradável e que sirva de demonstração de como é o dia-a-dia de seu filho. 

Tudo deve ser previamente conversado e elaborado com critério.

"Uma escola que proporciona bons momentos aos pais certamente proporciona dias felizes a seus filhos". 

Objetivos: 

• Conquistar a confiança dos pais e maior participação destes em todos os momentos que for necessário.

• Discutir as dificuldades, as habilidades e a interação das crianças.

• Mostrar as atividades realizadas pelas crianças e relatar como foram realizadas (interesse e participação da criança).

• Discutir coletivamente as ações pedagógicas (metodologia e proposta pedagógica).

• Discutir ações conjuntas com os pais a fim de sanar as dificuldades das crianças com defasagem na aprendizagem ou problemas de saúde em geral.

• Discutir, sem agredir, os assuntos burocráticos da escola.

• Favorecer momentos de integração entre os pais, professores e funcionários em geral.

• Ser objetivo, claro e responsável ao pedir a colaboração dos pais em qualquer ação da escola.

"Uma escola deve ser atrativa e carinhosa sem deixar de ter atitudes profissionais para ganhar a confiança dos pais e alunos."


Ações da escola:



Imagine que você realizará uma reunião ainda esta semana. Planeje todos os detalhes desde a chegada até a saída dos pais.


1. Elabore uma pauta para entregar aos pais no momento da reunião para que eles possam acompanhar.

2. Ofereça lápis e papel para que eles possam fazer anotações e melhor esclarecer suas dúvidas no momento oportuno.

Inicie a reunião convidando os pais para fazerem leitura de um pequeno poema.

3. Passe um texto para uma reflexão sobre o relacionamento pais-filho ou organize uma dinâmica de grupo em que todos os pais possam participar e estabelecer contato uns com os outros.

4. Reparta a reunião em três momentos diferentes:

Para discutir questões burocráticas e o que for de interesse de todos, recados em geral.

Momento dedicado para uma dinâmica que envolva todos os pais e alunos presentes.

Momento dedicado ao trabalho pedagógico em que os pais verão as atividades realizadas por seus filhos e conversarão com os professores sobre o seu rendimento, bem como aproveitarão para dar sugestões aos pais de como podem ajudar seus filhos nas tarefas, como acompanhar os avanços e as dificuldades, como lidar com a ansiedade ou a apatia do seu filho, com a preocupação excessiva ou o desinteresse etc. 

Sugestão para a dinâmica: 

Grupo: Esta dinâmica pode ser utilizada com pais de alunos de várias faixas etárias.

Objetivos: Desenvolver o raciocínio lógico, o sentido reflexivo e crítico, de tal maneira que possam tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos.

Comparar diferenças e igualdades. 

Tempo: aproximadamente 50 minutos.

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: papel pardo, fita adesiva, música Peixe vivo, papel sulfite, lápis preto e de cor, borracha, giz de cera, tesourinha etc.


Desenvolvimento:


Faça o desenho de um aquário do tamanho de um papel pardo e fixe-o na lousa.

Coloque a música Peixe vivo para eles ouvirem e peça que cantem juntos...

Entregue aos pais um pedaço de papel sulfite (1/4) e peça-lhes que desenhem um peixinho, como desejarem... (coloque à disposição lápis preto e de cor, borracha, giz de cera, tesourinha etc.) e depois recortem.

Peça que, assim que terminem, vão à lousa e fixem seu peixinho no aquário.

Após todos fixados, peçam para que eles observem o que realizaram e manifestem o que entenderam sobre a atividade. Deixe-os à vontade para falar.

Se necessário, conduza a conversa para o lado da moral, da ética, do respeito às diferenças individuais.

Pergunte: Todos os peixinhos estão iguais?

Por que são diferentes? 

Porque todos somos diferentes, temos gostos diferentes, habilidades diferentes, conhecimentos diferentes.

Todos os peixinhos estão indo para mesmo lado? Por quê?

Porque temos objetivos, metas e sonhos diferentes, caminhamos por caminhos diferentes, viemos de famílias diferentes etc.

Mas, apesar de todas essas diferenças, todos são iguais nas suas necessidades de sobrevivência.

Como podemos transferir essas idéias para a vida escolar?

O que o aquário representa?

Quem são os peixinhos?

Como convivermos, sabendo lidar com essas diferenças, em casa e na escola?

E assim por diante, de acordo com o retorno dos pais.

Conclusão:


As dinâmicas na sala de aula têm uma boa aceitação por parte dos pais e facilitam muito a relação escola-pais.


Final da reunião:

Não finalize a reunião sem antes perguntar aos pais se eles têm alguma sugestão para melhorar a escola e como podem fazê-lo. 

Agradeça a participação e se possível não os deixe sair sem uma pequena lembrança desse dia.
          

24 de janeiro de 2011

Adaptação na escola!

Já estamos quase no final das férias, daqui a pouco nossos pequenos voltam às aulas e muitos irão pela primeira vez! Algumas mamães com aperto no coração,ficam cheias de dúvidas e receios com a essa nova etapa na vida do seu filhote!
Sei que por mais que as professoras e a equipe escolar fazem de tudo para tranquilizar as mamães,esse momento é recheado de emoções!
Algumas dicas podem ajudar família e escola nessa parceria que está só começando!

É bom saber que a adaptação do bebê de 3 a 24 meses a uma escola dependerá mais da atitude do pessoal docente e dos cuidadores do que do bebê. Ele não sabe que vai à escola, mas o pessoal da escola deve estar preparado para recebê-lo. Além disso, este trabalho de preparação deverá ser compartilhado com os pais do bebê.E os pais,por sua vez,devem estar seguros da decisão e confiantes na escola/creche escolhida.

O que as professoras/auxiliares podem fazer para amenizar essa adaptação:
* Demonstrar afeto,respeito,sem ansiedade ou agonia;Ficar sempre próximas da criança.
*Saber o nome da criança antes da sua chegada à escola.
*Criar um clima de segurança afetiva individual e coletiva.
*Manter tranquilidade diante de manifestações de falta de adaptação da criança (dengos, raivas, choros, falta de apetite) mas sem abandono.
*Dar atenção individualizada, mas não exclusiva, sobretudo nos momentos cotidianos de: chegadas, despedidas, refeições; compreendendo como momentos de grande importância para a relação individual-afetiva com a criança.
*Fazer entrevista com os pais(anamnese),observar a criança e suas reações diante de situações cotidianas da escola.


Nessa fase inicial, aconselha-se os pais que nos primeiros dias a criança fique poucas horas na creche, isto acontece porque a ansiedade dos pais é grande e acaba refletindo nas crianças.No primeiro dia é importante que a pessoa que está fazendo a adaptação permaneça na escola,mostre para o filho que está presente e saia aos poucos,avisando que está saindo.No 2º dia já podem deixar a criança 1 ou 2 horas(o tempo pode variar de acordo com as regras de cada creche)na sala. O tempo de permanência durante a semana de adaptação vai aumentando gradativamente e de acordo com a evolução da criança.

Uma Adaptação feita nestes moldes ajuda a criança e os pais a se adaptarem de uma forma lenta e gradual, diminuído assim a ansiedade de ambos.

A adaptação dos pais é mais difícil que a das crianças, ou seja, uma criança habitua-se mais facialmente à separação da figura parental do que os pais à separação dos filhos.

Caso a criança tenha um objeto de referência(um paninho,um boneco) ele pode fazer parte deste momento.Este objeto designado por Winnicott, por objeto de transição,serve como um suporte na conquista da autonomia, uma vez que são uma espécie de substituto materno e permitem à criança organizar-se na ausência das figuras de referência.

"A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre tantas outras coisas."(Revista Nova Escola)

Beijos,professora Melissa!

http://professoramelissa.blogspot.com/

23 de janeiro de 2011

PENSANDO SOBRE PAULO FREIRE

Olá queridos. Que bom estar aqui mais uma vez para trocar algumas ideias com vocês. Bom... Como vocês devem ter percebido estou sempre preocupada com a formação do professor, o que ele deve saber para estar dentro de uma sala de aula e realizar bem o seu trabalho. Vocês nem imaginam como essas questões fazem arder meu coração...
Então... É por esse motivo que resolvi compartilhar com vocês esse  vídeo que traz algumas falas do Professor Paulo Freire, falas  que nos levam a refletir sobre como temos andado em nossa docência e qual a nossa verdadeira preocupação com a Educação.
O título do vídeo é PAULO FREIRE, O PEDAGOGO DA LIBERDADE!
Não deixe de assistir e depois comente, registre o que sentiu enquanto assistia o vídeo, diga-nos que frase mais te marcou e por quê?




Ps.: Durante essa semana estarei postando em meu blog 
alguns vídeos que registram as ideias de Paulo Freire 
sobre a Educação. 
Todos estão convidados a visitar. 
Abraços!

22 de janeiro de 2011

“VAMOS CONSERTAR O MUNDO?”



Um professor passava o final de semana em sua casa, concluindo sua tese sobre como consertar o mundo. Seu filho, brincando à sua volta, toda hora solicitava sua atenção fazendo perguntas e tirando-lhe a concentração.

O professor, com o intuito de distrair a criança, pegou um cartaz do mapa-mundi, recortou em vários pedaços, transformando-o num quebra-cabeça. Pediu então que o menino montasse novamente, esperando que isso o ocupasse por um bom tempo, o suficiente para concluir o seu trabalho.

O menino pegou os pedaços de papel e alguns minutos depois chamou o pai para ver o quebra-cabeça montado. O professor, admirado com a rapidez do filho, pensou que no mínimo o mapa estaria montado errado, mas qual não foi sua surpresa quando constatou que este estava completo e perfeito.

Intrigado com o fato, perguntou ao garoto como ele havia conseguido realizar tarefa tão difícil em tão pouco tempo.

O menino explicou:

- Pai, você me pediu para consertar o mundo, não foi? Como estava difícil entender aquelas gravuras, resolvi virar as peças do outro lado e percebi que atrás delas havia partes do corpo de um homem. Achei mais fácil consertar o homem do que o mundo.

Quando a gravura do homem estava completa, virei o quebra-cabeça do lado contrario e percebi que o mundo havia sido consertado também. Foi fácil!

Naquele momento o pai entendeu que, para consertar o mundo, era preciso primeiro consertar o homem. E assim pôde concluir sua tese.

“Para transformar o mundo que está à sua volta, é necessário primeiro transformar-se a si mesmo.” 

21 de janeiro de 2011

"Quem você é para mim, faz a diferença"

Desconheço o autor deste texto, mas é parte anexa do meu trabalho de conclusão de curso de Pedagogia. Aproveitando o início das aulas que se aproxima espero que nós professoras possamos fazer a diferença na vida de nossos alunos e de suas famílias.


Uma professora de determinado colégio decidiu homenagear cada um dos seus formandos dizendo-lhes da diferença que tinham feito em sua vida de mestra.
Chamou um de cada vez para frente da classe. Começou dizendo a cada um, a diferença que tinham feito para ela e para os outros da turma. Então deu a cada um uma fita azul, gravada com letras douradas que diziam:

'Quem você é para mim faz a Diferença'.

No entanto, antes que partissem, resolveu propor um Projeto para a turma, para que pudessem ver o impacto que o reconhecimento positivo pode ter sobre uma comunidade. Deu para cada dos alunos mais três fitas azuis, com os mesmos dizeres, e os orientou a entregarem as fitas para as pessoas de seu conhecimento que achavam que faziam alguma diferença em suas vidas.

Um dos rapazes procurou um executivo iniciante em uma empresa próxima, e o homenageou por tê-lo ajudado a planejar sua carreira. Deu-lhe uma fita azul, pregando-a em sua camisa. Feito isso, deu-lhe as outras duas fitas dizendo: 'Estamos desenvolvendo um projeto de classe, sobre reconhecimento, e gostaríamos que você escolhesse alguém para homenagear, entregando-lhe uma fita azul, e mais outra, para que ela, por sua vez, também possa homenagear a uma outra pessoa, e manter este processo vivo.' 

Mais tarde, naquele dia, o executivo iniciante procurou seu chefe, que era conhecido, por sinal, como uma pessoa de difícil trato. Disse-lhe que o admirava muito por ser um gênio criativo e perguntou a ele se aceitaria uma fita azul, contando do significado deste gesto. O chefe surpreso disse: 'É claro.' Afixando a fita no bolso da lapela, bem acima do coração, o executivo deu-lhe mais uma fita azul igual e pediu: 'Leve esta outra fita e passe-a a alguém que você também admira muito.’

No final do dia, quando o chefe chegou a sua casa, chamou seu filho de 14 anos e o fez sentar-se diante dele. E disse: 'A coisa mais incrível me aconteceu hoje. Eu estava na minha sala e um dos executivos subalternos veio e me deu uma fita azul pelo meu gênio criativo. Então me colocou esta fita que diz que 'Quem você é para mim, faz a Diferença'. Deu-me uma fita a mais pedindo que eu escolhesse alguma outra pessoa que eu achasse merecedora de igual reconhecimento.' Quando vinha para casa, enquanto dirigia, fiquei pensando em quem eu escolheria e pensei em você. Gostaria de homenageá-lo. 'Meus dias são muito caóticos e quando chego em casa, não dou muita atenção a você. Às vezes grito com você por não conseguir notas melhores na escola, e por seu quarto estar sempre uma bagunça. Mas por alguma razão, hoje, agora, me deu vontade de tê-lo à minha frente. Simplesmente, para dizer a você, que você faz uma grande diferença para mim. Você é um grande garoto filho, e eu te amo!'

O menino, pego de surpresa, desandou a chorar convulsivamente sem parar. Ele olhou seu pai e falou entre lágrimas: 'Pai, poucas horas atrás eu estava no meu quarto e escrevi uma carta de despedida endereçada a você e à mamãe, explicando porque havia decidido me suicidar e lhes pedindo perdão'. Achei que vocês não se importavam comigo.

Como conseqüência desse projeto é que cada um dos alunos que participou dele aprendeu uma grande lição. De que 'Quem você é para o outro, faz sim uma Grande Diferença'.

“Espero com esse trabalho fazer uma grande diferença na vida de meus alunos”




Beijocas