3 de abril de 2011

O PEDAGOGO EM QUESTÃO

Qual é a função do pedagogo?

Com certeza vocês já devem ter ouvido um questionamento parecido ou igual a esse. Dentre outras, essa é uma das questões que sempre aparecem nas escolas. E é por esse motivo que gostaria de iniciar com vocês um estudo sobre o Pedagogo. Para que assim possamos entender quem ele é? Que história traz consigo desde que o curso de formação pedagógica foi implantado no Brasil?  Em que lugar ele é habilitado para trabalhar e quais as funções que exercem nesse lugar?
Acredito que esse estudo seja importante para que possamos compreender os acontecimentos atuais, quando falamos em formação de professores.
e para dar início a esse  estudos essa semana falaremos sobre a história da formação do pedagogo no Brasil.


O PEDAGOGO E SUA FORMAÇÃO
Uma perspectiva histórica


O Curso de Pedagogia é um espaço onde se estuda, ou se deveria estudar, intencional e criticamente a educação e suas manifestações na sociedade, tendo como base uma sólida formação no campo teórico, epistemológico e metodológico.
No Brasil, esse Curso emerge efetivamente no ano de 1939 com o Decreto-lei 1190/39 que criou a Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras. Desde então, historicamente, o Curso se mostra às voltas com questões sobre sua funcionalidade. E ainda hoje, com quase 70 anos de existência, não apresenta um profissional com características definidas.
Quando foi criado o curso, que tinha duração de três anos,  objetivava a formação superior de técnicos em educação e docentes para o Curso Normal em Nível Médio. Observa-se, porém, que respondia apenas pela formação do bacharel em Pedagogia, pois o curso de Didática era o que assumia, com duração de um ano, a formação do licenciado.



Essa visão só mudou na década de 60, quando o curso passou por um processo de definição das especializações, tratando-as como inerentes à formação do pedagogo.
A LDB  4024/19061 foi a primeira Lei que trouxe a pedagogia com  uma visão profissionalizante e utilitária. Em seguida no ano de 1963 o parecer CFE n 251/1962 estabelece um currículo mínimo e revê a duração do curso.
A partir daí a Licenciatura em Pedagogia passa a assumir a formação tanto do técnico em educação quanto do professor de disciplinas pedagógicas do Curso Normal.


Um pouco mais a frente a Lei 5.540, de 28 de novembro de 1968, reforma o Ensino Superior e dispõe no seu artigo 30, que “o preparo de especialistas destinados ao trabalho de planejamento, supervisão, administração, inspeção e orientação no âmbito de escolas e sistemas escolares seria realizado em Nível Superior.”
Em 1968, Valnir Chargas propõe, através do parecer CEF n. 252/69, que o Curso de Graduação em Pedagogia possua uma proposta mais elaborada, e que esta garanta a formação de vários profissionais com uma estrutura curricular que teria uma parte comum e outra diversificada. Esse parecer é considerado um marco, pois traça um perfil mais claro para o Curso e para o Pedagogo.



Ao final dos anos 70 e início dos anos 80, uma nova discussão é aberta, pois começam a surgir críticas sobre o caráter didático e organizacional dos processos educativos e alguns especialistas presenciam a intensificação dessas discussões sobre o seu papel na escola.


O principal questionamento era sobre o lugar que esse especialista ocupava na escola, e assim, em pouco tempo passou-se a acreditar que esses profissionais, pouco contribuíam para a qualificação do professor e que sua cooperação era mínima na melhoria do ensino. Diante desse quadro emerge a necessidade de criar um novo perfil para esse profissional e agora havia necessidade de mudanças na mentalidade e nas linhas de ações que eram escolhidas/ selecionadas.



Um novo tempo se configura com a LBDEN 9394/1996. Pois a mesma gerou impactos substanciais nos Cursos de Pedagogia, entre eles os dispostos no artigo 64, que reafirma a responsabilidade dos Cursos de Graduação em Pedagogia pela formação desses especialistas e o trabalho das  Pós Graduações colocando-as também, como formadoras de profissionais da educação para a Administração, Planejamento, Inspeção, Supervisão e Orientação Educacional.
  É nesse período, também que tem início as discussões sobre as Diretrizes Curriculares para o Curso.



Atualmente com o parecer n 1/2006 tem-se a Docência como base para a Formação do Pedagogo, distinguindo-se a docência para a Educação Infantil, a Docência para as Séries Iniciais e agregando também a possibilidade de atuação na formação pedagógica do profissional docente, em áreas emergentes do campo educacional.
Percebemos, portanto, que a luta dos educadores pela sua identidade profissional não é de tudo  um assunto recente, o que explica, em parte, o quadro que vemos atualmente no campo educacional.

Espero que tenham gostado do post.
Semana que vem falaremos sobre  o  Pedagogo 
E sua atuação no  Espaço Não escolar.
até lá!
Profa . Vanessa 



6 comentários:

  1. Olá Vanessa, que delicia. A partir dessa semana todo domingo será de formação? Vou indicar para as amigas que estão na faculdade.
    Beijocas
    Cris Chabes

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  2. Fico Feliz que tenha gostado Cris. Sobre a sua pergunta, prometo que vou tentar. Quanto mais soubermos sobre nossa profissão, mas estaremos aptos para lutar e cobrar os direitos que temos e nos é negado!
    Boa semana para você! Beijo!

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  3. Oi Vanessa
    Seu blog é de qualidade! Amo fazer visitinhas e ler tudo!
    Beijinhos
    Mônica

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  4. Amei tudo que li aqui!
    Parabéns!
    Beijinhos
    Mônica

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  5. Puxa, quase uma aula de história da educação, rs
    Adorei!

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  6. Olá Monica e Irene. Que bom que vocês gostaram do blog! Voltem mais vezes. As postagens das outras meninas também são muito interessantes! Beijo Grande! Ah! já ia me esquecendo... Muito Obrigada pela visita!

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