23 de fevereiro de 2011

Reunião de Pais

Relato de experiência

        Sempre organizo a primeira Reunião de Pais das crianças das minhas turmas de alfabetização com muito cuidado e carinho e um dos motivos é que esses pais estão ansiosos e cheios de questionamentos, angustiados, mesmo. Querem (e com razão) saber como será o dia-a-dia da criança, como o aprendizado será direcionado, que tipo de atividades serão propostas, que metodologia a professora utilizará, como será a avaliação, etc. Na minha trajetória como alfabetizadora já cometi muitos erros e um deles, foi ignorar por um longo tempo esse “período de adaptação dos pais”. Sim, porque, se a criança precisa adaptar-se, a família, também!
         Após muita frustração por não receber a atenção que eu gostaria nas reuniões, entrevistas ou conversas com as famílias em minhas turmas de alfabetização comecei a entender que era preciso mudar a forma como me aproximava deles. Da mesma formo como eu agia com as crianças, notei que era preciso tranqüilizar os pais, esclarecer as dúvidas, conversar com eles a respeito do que compreendiam e o que esperavam da escola , qual sua visão de aprendizagem, o que esperavam de seus filhos e de mim como professora. Minha preocupação me levou a ler muito e conversar com a equipe Pedagógica. Cheia de dicas, Comecei transformando as entrevistas individuais e as reuniões em momentos organizados de esclarecimentos e troca de informações. Aprendi a organizar pauta e me organizar dentro de um determinado tempo. Passei a utilizar imagens de produções dos meus alunos utilizando-as como “gancho” (sempre positivo) para algum comentário ou assunto. Confesso que não ocorreu o “milagre” que eu esperava, mas desde que comecei a agir assim , notei uma maior participação das famílias na escola.

            Hoje,já passado algum tempo desde que me dispus a repensar minhas reuniões, creio é preciso seguir alguns passos para que ela seja satisfatória:

.Apresentação: brevíssimo relato de sua trajetória profissional, (caso for a primeira reunião do ano) ou momento  de conversa informal.
.Acolhida ou Momento de reflexão: (uma mensagem com música e imagem relevante com o assunto cai bem! Cuidado para não ser muito longa).
.Pauta: (que assuntos serão tratados e em que ordem). Evite ser repetitiva, seja direta e objetiva. Mas lembre-se: existem maneiras e maneiras de abordar todo o tipo de assunto. A forma como você fala determina a reação de quem escuta. Outra coisa, em reuniões gerais, não é ético tratar assuntos específicos de determinado aluno, prefira chamar a família individualmente, em outro dia. Isso preserva a criança e é uma demonstração de respeito.
.Culminância: (pode ser um momento relax com um café ou chá e distribuição de uma pequena mensagem escrita com um mimo; uma mostra de trabalhos realizados pelas crianças ou ainda uma canção ou poesia gravada em DVD, onde os alunos se apresentam...). Isso aproxima a família da escola e mostra a eles, como suas crianças são capazes de realizar coisas maravilhosas.

                  Com certeza não existe uma receita milagrosa, mas ações possíveis, e essa, é uma ação que está dando certo. Obrigada pelo carinho ao lerem este meu relato até aqui! Gosto de falar das minhas experiências porque  assim, me permito  receber outras sugestões, relatos de colegas que fizeram coisas diferentes que deram certo... por isso, opinem, critiquem, dêem sua opinião!

beijinhos!

Um comentário:

Vanessa G. Vieira disse...

Bela experiência Carlynha! Dar atenção às necessidades dos pais é realmente essencial para o desenvolvimento do trabalho, na alfabetização e nos outros segmentos também. Fico muito feliz que você tenha compartilhado essa experiência conosco! Beijo grande!