7 de janeiro de 2011

Aprender é fácil!


Falar em dificuldades de aprendizagem é um ato de coragem tanto para os professores como para qualquer profissional que conheça histórias sobre crianças e adolescentes que não conseguem ler ou escrever. É muito comum, ver um aluno trocando letras, não realizar operações matemáticas ou mesmo ficar inquieto na aula, levando a escola a reunir a família com o objetivo de encaminhar essa criança a um especialista.
Durante esses últimos anos presenciei e me permiti realizar esse papel de professor que necessita de um laudo técnico para confirmar uma situação de não aprendizagem do meu aluno. Acredito que em muitos casos este será o caminho, quando após inúmeras estratégias ou recursos e decorridos mais de seis meses,um aluno ainda não conseguir compreender que há 5 dedos em uma mão e 5 na outra, e que a soma das duas resulta em 10. Mas aprendi que é preciso mudar a forma de olhar para seu aluno, independente das suas dificuldades, pois ele mesmo poderá demonstrar como e onde deve ser ajudado.
Penso que a escola é responsável pela aprendizagem de conteúdos específicos na formação dos indivíduos, mas essa aprendizagem começa no cotidiano das relações familiares, quando se faz uma lista de supermercado, recebe-se uma carta, assiste-se a um telejornal, comenta-se uma notícia lida no jornal, etc. A importância dada ao saber no âmbito deste cotidiano proporciona curiosidade e vontade de conhecer na criança.
Quando o professor encontrar em sua sala uma situação de não aprendizagem, deve questionar o que pode estar interferindo neste processo interno da criança que não permite a ela um desenvolvimento igual à maioria. O fato de existirem crianças que não conseguem atingir o mesmo nível de aprendizagem do grupo, não pode ser considerado como um problema isolado ou mesmo como um fator determinante da sociedade em que estão inseridas.
É preciso ter um olhar diferente e acreditar que é possível mudar e que toda criança já nasce aprendendo.

Este texto é parte integrante do meu trabalho de conclusão da Psicopedagogia “ A atuação do professor/psicopedagogo frente às dificuldades de aprendizagem em sala de aula” Unisal São Paulo 2009

Beijocas, Cris Chabes

6 comentários:

Genis disse...

Cris,
Cada vez que "leio" você, admiro mais ainda o seu trabalho....
Bela reflexão e que não fique só no blablabla dos professores "É preciso ter um olhar diferente e acreditar que é possível mudar e que toda criança já nasce aprendendo".
Um forte abraço sempre!
Genis.

Cida Kuntze disse...

Oi Cris, oi equipe!
Adorei o blog, muuuito mesmo.
Sou formada em pedagogia e fiz pós de psicopedagogia.

Ameiii o teu texto Cris e concordo com você.

Estou fora das minhas atividades desde que a minha pequena nasceu e vir aqui pra ler e quem sabe interagir pelos comentários às vezes, vai ser muito legal.

Beijos e tudo de bom!

Carla Pathy: disse...

O Olhar direcionado à criança e o trabalho sério e comprometido de quem acredita em educação, faz toda a diferença!
Aplausos ao teu post!!!

Beijos, Carla pathy

Nina Nishioka disse...

Que delícia ler esse texto. Que bom saber que existem pessoas com essa visão na educação. Fico feliz que meu filho possa fazer parte dessa nova geração da educação, desse novo olhar. Amei o texto mesmo e a sua reflexão.

Vanessa G. Vieira disse...

Belíssimo texto mesmo Cris! Creio que esse Olhar diferente é o que falta em muitos casos. Mesmo diante de tantas informações ainda temos professores "cegos" que não conseguem enxergar as diferenças e lidar BEM com elas! ABRAÇOS!

Desirée Tapajós disse...

Encontrei este blog através Genis Borges, estou amando !!!

Desejei que minhas filhas encontrem profissionais tão bons e que ame sua profissional tanto com vc.


Bjs Desirée
http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/