22 de maio de 2013

Lição de casa! Ufa!!!!

Lição de casa sempre foi entendida pelo professor como um complemento da lição de classe, mas pelo aluno nem sempre essa visão é clara. Algumas vezes ele recebe a tarefa a fazer sem muito entusiasmo.
Na última reunião de pais, falei do desafio e responsabilidade das crianças do 3o. ano com relação as lições propostas.
Educar para Crescer


Exemplo: Estamos trabalhando com as questões ortográficas do uso da letra R nas palavras na classe. Na leitura de um texto e procurando as palavras em grupo as crianças perceberam que o R se posiciona em diferentes lugares da palavra e tem sons diferentes. Montamos um painel com regras definidas pela classe para cada som. TRABALHO = R no meio da sílaba; CORRER = os dois RR dão um som forte; CADEIRA = R na sílaba final da palavra; RECADO = R na primeira sílaba; FORTE = R no final da sílaba; PARADO = R na sílaba do meio da palavra. De lição de casa eles deveriam pesquisar outras palavras para colarmos no painel. Daí veio uma das muitas desculpas: "Professora não fiz por que não achei nenhuma palavra"; Escrevi essa frase na lousa e perguntei aos alunos se nas palavras escritas havia o R. Todas perceberam que sim. Então pedi para que observassem o ambiente da sala e nomeando os objetos me dissessem quais tinham o R. O mesmo foi feito lembrando dos objetos que podem compor uma cozinha e outros cômodos da casa, demonstrando que nem sempre precisamos de livros e revistas para fazer uma tarefa de casa. 

Educar para Crescer
Voltei para casa pensando em como abordar o assunto com os alunos após a reunião, já que nem sempre os pais podem ajudar: "Professora não tenho tempo de fazer as lições com ele, ou professora eu não tenho muitos livros para pesquisa em casa". 
Comecei a ler a respeito e encontrei um material muito interessante na Revista Nova escola que vou usar para fazer um debate sobre o assunto com os meus alunos. Depois conto o resultado para vocês. 

Outra abordagem muito interessante que li vou compartilhar parte aqui

Educar para Crescer
"A complexidade das tarefas e o tempo necessário à sua realização têm de estar de acordo com a idade, .......", defende a professora Maria Eulina. Se você pede como tarefa a leitura de um texto que foi entregue em sala, a garotada não requer ajuda para cumprir o combinado. No entanto, uma pesquisa sobre um tema específico, sem indicação de materiais de consulta e de explicações sobre os procedimentos a adotar para realizá-la, provavelmente vai demandar o socorro dos pais - o que não é recomendável. 

Conhecendo bem as condições de vida.........  Eles possuem em casa um espaço propício aos estudos, com uma mesa, boa iluminação e sem interferência da TV, por exemplo? Precisam comprar algum tipo de material?... Como é a rotina deles fora da escola? Saber se eles têm livros e acesso à internet é outra tarefa sua. 


Educar para Crescer
A correção da lição também é algo muito importante para o aluno. Ele precisa saber se está realizando tudo de acordo com o solicitado pela professora. Eu tenho o hábito ( estou com 3o. ano) de fazer a correção coletiva no dia seguinte e tem funcionado bem. Eles leem  vão ao quadro resolver as questões, compartilham a maneira como resolveram as questões. 



E você professor, como você planeja a lição de casa? Que atividades você costuma pedir para que os alunos realizem em casa? Como você corrige essa tarefa? 

Se você é pai de aluno como vê essa questão? Que sugestão tem para nos dar?

Dois pais da minha sala deram como sugestão para poder localizar as páginas do livro que deveriam ser realizadas, um formulário na contra capa com o número das páginas e a data de entrega. Isso facilitou a localização da tarefa.

Conte-nos sua experiência! 

Abraços 
Cris Chabes








21 de maio de 2013

Orientações para o Mediador Escolar

Imagem retirada do Google
Semana passada postei sobre o papel do Mediador Escolar, relembre aqui
O mediador ajuda o professor nas situações em que o aluno com algum déficit ou alguma síndrome precisa em sala de aula.

Hoje volto a falar sobre este tema e trago as orientações dadas em relação às situações sociais e comportamentais que constam no Manual elaborado pelos profissionais do Instituto Priorit

  • Mediar às situações sociais ensinando a criança como participar, compartilhar e interagir no grupo.
  • Minimizar a tendência da criança ao isolamento social, facilitando sua interação.
  • Ensinar a criança a abordar o outro na tentativa de interação, estimulando o contato visual e a utilização dos cumprimentos usuais.
  • Desviar a atenção da criança das manias, rituais e atividades repetitivas e estereotipadas.
  • Intervir adequadamente nas reações comportamentais drásticas diante de mudanças na rotina ou no ambiente escolar.
  • Ensinar a criança a olhar para o grupo e a observar o comportamento das outras crianças estimulando a imitação. O mediador pode direcionar o olhar da criança apenas falando ao seu ouvido ou mesmo virando seu rosto e corpo delicadamente para onde estão os outros.
  • Observar detalhadamente cada situação, com o objetivo de prevenir comportamentos inadequados, antecipando verbalmente ou através de informações visuais o que vai acontecer.
  • Minimizar e intervir em situações que causam desconforto sensorial, explicando o ocorrido.
  • Ensinar a criança a se acalmar, e, caso necessário, levá-la a um ambiente mais tranqüilo.
  • Usar histórias ou representações para explicar soluções e possibilidades de ações em situações sociais específicas.
  • Estimular a empatia, o vínculo e o prazer no convívio social.
  • Encorajar a criança a solicitar ajuda do professor ou dos próprios colegas.
  • Evitar o acesso aos objetos ou materiais que fazem parte dos interesses restritos da criança e que a afastam do grupo ou das atividades propostas.
  • Aproveitar, dentro do possível, os interesses restritos da criança tornando-os uma fonte motivadora de contato social.
  • Tornar a vida da criança previsível através da estruturação de rotinas, reduzindo o imprevisível que muitas vezes geram birras e/ou comportamentos inadequados.
  • Organizar, sempre que necessário, a seqüência das atividades diárias através de informações visuais (cartões com fotos, desenhos ou imagens) para reduzir o nível de ansiedade da criança.
  • Ensinar noção de tempo, utilizando um relógio, um calendário de fácil compreensão ou a através da própria organização da rotina.
  • Sempre que possível, ensinar a criança a se colocar no lugar do outro, refletindo também sobre o pensamento e os sentimentos das pessoas.
  • Estimular a criança, após uma situação de conflito, a refletir como o seu comportamento ou atitude atingiu o grupo, um colega ou professor especificamente, orientando-a a pedir desculpas, caso haja necessidade.
  • Estimular a criança a refletir sempre sobre estratégias alternativas para resolver determinada situação.
  • Ensinar as habilidades sociais de como se apresentar, como pedir algo e como se expressar em determinadas situações sociais.
  • Oferecer o reforço positivo (verbal ou gestual) sempre que a criança apresentar um comportamento correto e adequado.
  • Ignorar, corrigir ou redirecionar um comportamento incorreto ou inadequado. Sempre que necessário dizer para a criança o que se espera dela em cada situação.
  • Auxiliar a criança no desenvolvimento de sua autonomia, iniciativa e compreensão    daquilo que está fazendo ou do que precisa fazer.              

São orientações que servem para todos nós educadores ao trabalharmos com crianças que apresentam dificuldades.




                                                                                                                   Professora Melissa






20 de maio de 2013

O amor é contagioso - Uma história Real




Você, com certeza, já deve ter ouvido falar e até mesmo assistido ao filme Patch Adams. Acertei?!! Pois bem, e com certeza você também deve saber que esta é uma história real vivida por um médico norte-americano que ficou famoso por sua fora "inusitada de tratamento aos enfermos.

Bem, Eu já conhecia ao filme, mas foi nesta última semana que fiquei ciente de que esta era uma história real.  E resolvi compartilhar aqui com vocês porque tenho certeza que este é mais um lado da educação que temos que cuidar. 

O mundo tem perdido as cores para algumas crianças que na flor da idade são surpreendidas por algumas doenças crônicas e quando não há quem olhe por elas o transtorno fica ainda mais difícil de ser enfrentado. Então, por que não levá-los de volta às cores da vida. 

Uma simples brincadeira vale muito, veja:



Na realidade não lembro somente das crianças, lembro-me também dos adultos e dos adolescentes que diariamente frequentam os hospitais de nossas cidades e que precisam de pessoas corajosas e preparadas para ajudá-las em mais este desafio. 

Patch Adams foi um desses corajosos, mas temos com exemplo também os professores que trabalham em classes hospitalares e tornam possível a execução da Pedagogia Hospitalar que aos poucos vem sendo difundida em nosso pais e tem como objetivo garantir ao enfermos continuidade nos estudos mesmo estando nos hospitais ( leia mais aqui)



Outro grupo bastante interessante são os Doutores da Alegria que, seguindo o modelo de Petch Adans levam o brilho de um sorriso aos hospitais e aos coração de quem tem o prazer de assisti-los. Confira:


E você, o que pensa sobre estas práticas. Já as conhecia? Conhece alguém que faz este tipo de trabalho? e o filme já conhecia?


Boa semana e reflexão à todos





19 de maio de 2013

Educação sexual na educação infantil


Educação sexual na educação infantil

(Anne Lieri)




imagem daqui.

Quando falamos em educação sexual nas escolas, imediatamente aparecem as pessoas que são contra.

Confesso que eu também era mas, quando fiz o curso de educação sexual para educação infantil, compreendi o quanto é importante essa orientação nas escolas.

Passei para minhas colegas tudo que aprendi e tivemos resultados incríveis com nossos alunos!

Considero benéfico esse curso para as crianças, desde que os professores tenham tido uma orientação.

Eu trabalhava com crianças de seis anos e tinha um sério problema na sala: a curiosidade quanto ao gênero sexual.

Os meninos corriam atrás das meninas, levantavam suas saias, as perseguiam no banheiro... era um inferno!

Através de histórias específicas sobre o assunto e com abordagem apropriada para a idade, expliquei as diferenças e... pasmem! Acabou o problema!

Satisfeita a curiosidade, a criança se sente tranquila e não quer saber mais. Fica satisfeita e o assunto se torna banal.

Ninguém vai passar para os alunos, filmes de relações sexuais!

Infelizmente muitos pensam assim e, é muito importante uma reunião explicativa para os pais antes de começar.

A educação sexual proporciona um conhecimento melhor do próprio corpo, o respeito ás diferenças, o aumento da autoestima, dentre outras coisas.

Quando uma criança aprende que o corpo é seu e ninguém deve manipulá-lo sem a sua permissão e desejo, trabalhamos a prevenção da pedofilia, comum em toda parte do país.

Por este motivo, precisamos nos libertar de preconceitos, conhecer o assunto e saber como será ministrado, antes de nos posicionar contra alguma coisa.





18 de maio de 2013

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


O problema de abuso contra crianças e adolescentes ainda aflige a muitos países. E acontece a todas as classes sociais. Muitas dessas crianças e adolescentes são sequestradas, drogadas, espancadas, estranguladas e mortas por membro da própria família ou de algum conhecido.

Mas, o que venho observando é que aumentou o número de denúncia e o governo vem incentivando muito para que isso aconteça através da propaganda. E é através da denúncia é que pode-se fazer todo o trabalho sigiloso de acolhimento à vítima. Então, denuncie, não tenha medo e lembre-se que pode acontecer com um membro de sua família. 

17 de maio de 2013

A inclusão escolar e o cotidiano da sala de aula

Há muitos anos fala-se sobre a inclusão escolar. Desde o ano passado, tenho vivenciado experiências com uma aluna que é cadeirante e teve um tipo de paralisia cerebral. Quando me tornei uma de suas professoras, no 8º ano, fiquei muito preocupada e aflita, não me considerava preparada e ainda não me considero plenamente, sempre acho que falta algo. Falar sobre inclusão é bem diferente da prática cotidiana.

O nosso país está realmente preparado para essa tarefa? Não falo somente de escolas públicas, mas de particulares também. Estava pesquisando sobre o assunto e achei esse vídeo, que aborda a questão através da professora Elaine Correa, do CEU Navegantes, em São Paulo. Através de sua própria experiência, ela trata do assunto. O vídeo é bem interessante:



Amigos professores, gostaria de saber a opinião de vocês sobre o assunto e também perguntar como vocês, que têm alunos de inclusão, trabalham com os alunos. Se possível, utilizar esse espaço para uma troca de experiências. E também saber como os pais lidam com a questão.

Bom fim de semana!
Elaine

16 de maio de 2013

Aula de inglês para Educação Infantil #5 - Toys

Para trabalhar o vocabulário sobre os TOYS: TRAIN, DOLL, BALL, PLANE, fiz uma bolsinha para os alunos e dentro, coloquei os brinquedos recortados em cartolina.

Molde dos TOYS desenhados livremente por mim.

TOYS feitos em cartolina. Escolhi as cores que estávamos trabalhando em aula.

As BAGS foram feitas com papel A4 e a alça de cartolina.

Cada aluno ganhou uma BAG com os TOYS DENTRO.


Muito há o que se explorar usando a BAG. Meus alunos amaram e de forma lúdica aprenderam mais um vocabulário em inglês, usando frases simples, como "My train is red", "I love my ball", "I have a doll", etc.




See you!




15 de maio de 2013

Professora ou Tia?

- Tia, veja se a minha lição está legal?
- Me desculpe, eu sou sua professora, não sua tia. Quanto a sua lição.......

Professora ou Tia?


imagem do google


O costume de chamar a professora de “tia” vem da década de 60. As mulheres, ao buscar afirmação profissional, recorriam às escolas para cuidar de seus filhos e, de certa forma, segundo relato de mães, entregar os filhos à tia e não à professora lhes aliviava a culpa. Contudo, esse tratamento dissimula a relação de autoridade. 

A criança precisa diferenciar universos e perceber que cada espaço tem seus próprios valores, concluíram os pedagogos. As escolas com método sócio construtivo, começaram a rever o tratamento nos anos 70 e pensar no profissional da educação como um educador que interage com o aluno e o conhecimento, sem perder o envolvimento emocional. 


imagem do google


Algumas escolas adotam e permitem o tratamento de professoras pelas crianças por “tias”, o que é um erro enorme, pois isso prejudica o desenvolvimento da maturidade dos alunos, cria um vínculo entre professora e aluno que não contribui em nada com o ensino-aprendizagem, além de fazer com que as educadoras percam a referência do nome e o seu valor da profissão.

As crianças, com o tempo acabam percebendo por si que professora é a pessoa que educa, ensina brincadeiras, criar, inventar; enquanto que a tia é a irmão da mãe ou do pai.

imagem do google

Paulo Freire (1997) afirma que “a tarefa de ensinar” não deve transformar “a professora em tia de seus alunos da mesma forma como uma tia qualquer não se converte em professora de seus sobrinhos só por ser tia deles. Ensinar é profissão que envolve certa tarefa, certa militância, certa especificidade no seu cumprimento enquanto ser tia é viver uma relação de parentesco”. 


Referência bibliográfica: FREIRE, Paulo. “Professora sim, tia não”. São Paulo: Olho d’Água, 1997. 

Beijocas
Cris Chabes

14 de maio de 2013

Qual o papel do Mediador Escolar?

Um assunto um pouco polêmico e importante para discutirmos é a questão do Mediador Escolar, um educador que pode ser contratado pela escola ou pela família para acompanhar e orientar os trabalhos escolares das crianças com alguma deficiência.

Acredito ser de grande importância a presença desses professores para um melhor desempenho dos alunos no grupo, um apoio para o professor regente e um elo de ligação entre o professor e o aluno.

Muitos professores se preguntam: qual o verdadeiro papel do mediador? O que o mediador escolar pode fazer para ajudar no trabalho em sala?

Tenho participado de alguns encontros com vários educadores aqui no Rio e em um deles recebemos um manual, um norteador para que possamos acompanhar o trabalho deste profissional. Esse documento foi elaborado pelo instituto Priorit (Aline Kabarite-fonoaudióloga e Roberta Marcello-psicóloga) e pela mediadora Vanessa de Freitas Schaffel. 


Qual o papel do mediador escolar?

  • Atuar no ambiente escolar, dentro da sala e demais dependências da escola,e também nos passeios extras (fora da escola) que ocorrerem dentro do horário da mediação.
  • Ser assíduo e pontual, respeitando os horários, as regras e normas da instituição escolar onde faz a mediação.
  • Ser discreto e profissional evitando envolver-se em assuntos que não dizem respeito ao trabalho de mediação.
  • Lembrar sempre que o que ocorre no ambiente escolar deve ser compartilhado e  discutido apenas com os profissionais envolvidos, equipe pedagógica e terapeutas responsáveis pela orientação.
  • Solicitar apoio e supervisão da equipe responsável sempre que sentir necessidade, evitando passar problemas e dificuldades pertinentes à mediação aos responsáveis.
  • Avisar com antecedência, sempre que possível, caso precise faltar para que a equipe terapêutica possa decidir junto à escola e aos responsáveis qual o procedimento indicado.
  • Vestir-se adequadamente, utilizando sempre roupas que possibilitem uma fácil movimentação; evitar usar saias, shorts, blusas decotadas, sandálias, sapatos com salto, relógio, anéis, brincos grandes, colares, pulseiras e unhas grandes que possam vir a machucar a criança.
  • Estabelecer um contato diário com o responsável (família), caso necessário utilizar uma agenda ou um caderno “leva e traz”, para que ambos possam trocar  informações sobre o dia a dia da criança.
  • Entregar os registros semanais e mensais pontualmente, participando das supervisões, grupos de estudo e treinamentos com as terapeutas responsáveis.
  • Conversar com o professor explicando, sempre que necessário, os porquês dos  procedimentos e intervenções realizados no ambiente escolar.
  • Entrar em contato com os terapeutas responsáveis caso perceba a necessidade de uma reunião extra com o professor ou equipe pedagógica.
  • Manter sempre a atenção da criança voltada para as ordens e informações dadas pelo professor.
  • Orientar o grupo de colegas da sala a não valorizar ou mesmo ignorar as estereotipias e outros comportamentos inadequados.
  • Atuar no momento da entrada ou saída escolar, direcionando a criança ao grupo  e ensinando-a como se comportar naquele momento, estimulando o cumprimento da rotina e das ordens dadas pela professora.
  • Durante o recreio mediar à relação da criança com os seus colegas nas brincadeiras e situações sociais.
  • Dirigir-se com a criança ao banheiro, caso haja necessidade, auxiliando-a em seus hábitos de higiene promovendo assim maior independência e autonomia. Caso exista na escola um profissional específico para auxiliar os alunos nesse momento, o mediador estará apenas por perto, intervindo caso ocorra algum conflito ou dificuldade entre eles.
  • Manter-se sempre junto ao grupo e ao professor de sala, cumprindo, dentro do possível, toda a rotina e as atividades pedagógicas.
  • Atuar em parceria com o professor dentro de sala de aula.



13 de maio de 2013

Ética e moral

Ética e Moral são assuntos bem presentes em nosso dia a dia. E de tanto mencionarmos acabamos por esquecer ou mesmo equivocar-nos com seus verdadeiros sentidos.  Há algum tempo venho refletindo sobre estes temas e por volta de dois anos deparei-me com Mário Cortella. Professor, filósofo preocupado com a educação e muitas outras coisas que me fez pensar sobre Ética e moral do ponto de vista filosófico.

Em 2011 ele esteve no Programa do Jô e falou sobre o assunto de forma bem instigante. resolvi compartilhá-lo aqui porque penso que Ética e moral devem seguir firmes em nossa profissão. Afinal lidamos com pessoas, com situações adversas e mais do que nunca precisamos ter uma postura profissional embasada!

Confira o que diz Cortella


E você, o que pensa sobre a Ética e a moral? 
Registre seu pensamento!

Boa semana!
Vanessa Vieira

12 de maio de 2013

Para sempre


Para Sempre

(Carlos Drummond de Andrade)


Imagem daqui.

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Nesse dia em que comemoramos o dia das mães escolhi esse poema de Carlos Drummond para homenagear  as mães do “ Educação em foco” desejando muitas alegrias, saúde e as bênçãos de Deus para todas!
Anne Lieri




imagem daqui

11 de maio de 2013

O que é pior na educação?




A aprovação automática foi um projeto de lei aprovado no fim da década de 90 pelo governo  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) com o nome Progressão Continuada. Segundo o governo, esse projeto visa acabar com a desistência da escola e repetência por parte dos estudantes, porque estar na 6ª série com 16 anos é humilhante causando assim a evasão escolar.

O estudante só pode repetir por falta e quando o mesmo está abaixo da média, faz uma recuperação (trabalhos para recuperar essa nota) e essa repetência só ocorre nos anos terminais (5º e 9º Anos) do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Dizem que com essa lei acabaria com o trauma que a repetência provoca no estudante, elevando assim sua autoestima. Ou seja, o número de reprovação é menor ao invés de 4 anos seguidos é de 1 ano somente.

Convenhamos o estudante tem 1 ano para assimilar conhecimento e se nesse período não o fez não é com uma aprovação qualquer que vai conseguir.

Encontro alunos nos corredores da escola dizendo, “não preciso estudar vou passar de ano mesmo”. Escola tem a finalidade ensinar e formar cidadãos, mas pelo que ando vendo e ouvindo não é bem assim.

E é por isso que nossa Educação está nesse caos. Estudantes chegando no 2º grau e não ter aprendido a disciplinas básicas, não saber ler um texto, tornado-se um analfabeto funcional, ou seja, leem e não conseguem interpretar e entender o que está escrito.

Esses alunos foram induzidos a não estudar desde pequenos e chegam à fase adulta sem qualificação, conhecimento e informação. Não porque sejam incapazes, mas sim porque foram sucateados durante toda fase escolar e as autoridades competentes fecham seus olhos por fazer uma lei que não funciona.




10 de maio de 2013

Assembleia Escolar e a Gestão Democrática da Escola

Na semana de planejamento de 2012, foi apresentado no colégio onde leciono, um vídeo que trata da questão da assembleia escolar. A experiência narrada é muito interessante, pois percebe-se a mudança no comportamento dos alunos, na forma como eles veem e entendem o colégio, como uma "coisa concreta" (não sei se dá para entender o que eu quero dizer). Bom, vou deixar o vídeo aqui para vocês. Ele é um pouco longo, mas é bem interessante:

  
Começamos a implementar a experiência em nosso colégio ainda em 2012, para os alunos de 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II. Na verdade, o projeto foi expandido, pois a professora de Ética já fazia uma "pré-assembleia" nas aulas dela. Alguns dados levantados durante esses encontros foram interessantes: problemas que os pequenos do 6º ano levaram à direção da escola, como a fila da cantina (onde eles eram "esmagados" pelos maiores - palavras deles) e a questão de ficar correndo e se machucar, ou ainda uma campanha feita para homenagear as funcionárias que cuidam da limpeza da escola, arrecadação de alimentos, dentre outros aspectos bem interessantes.

Em 2013, o projeto foi levado também às turmas de 8º ano e os 3ºs e 4ºs anos do Fundamental I já estão iniciando o projeto com a professora de Ética.

Claro que ainda há ajustes a serem feitos, pois o colégio é grande, temos muitos alunos. Infelizmente, ainda há aqueles alunos que usam o espaço dado para fazer críticas que acabam tumultuando o ambiente da sala. Conversei com eles sobre isso nessa semana que passou. Para algumas coisas, eu ainda os acho imaturos, mesmo os meus alunos de 8º e 9º ano, por isso é muito importante a avaliação periódica do projeto: muitos confundem essa questão da democracia e acham que podem falar o que bem entendem. Eu concordo que devemos ouvir as crianças, mas há regras a serem cumpridas, sem dúvida.

Eu fiz uma experiência com eles que se revelou bem produtiva na minha aula, que eu avalio como uma "mini assembleia": no 1º trimestre, eles preencheram uma ficha com a nota de participação deles (que é uma das notas que compõe a média trimestral do aluno): eles reclamaram, acharam difícil, mas, no final, acabaram sendo muito sinceros quanto à postura deles em sala e o que poderiam fazer para melhorar. Gostei bastante do resultado, e os pais acharam bem interessante também.

Vocês já fizeram algum projeto assim? O que acharam da experiência?
Bom fim de semana!
Elaine


9 de maio de 2013

Aula de inglês para Educação Infantil #5 - Little Spider

Você conhece a Dona Aranha?
Ela ganhou espaço nos corações dos adultos e das crianças, não é mesmo?
Trabalhei esta música com as crianças do Maternal (3 anos) e elas simplesmente amaram! Aprenderam a cantar a música perfeitamente e ainda fizemos um lindo mural. Confira!




See you!

8 de maio de 2013

Projeto: Leitura na Educação Infantil



A leitura dos diferentes gêneros textuais na escola não é privilégio somente do ensino fundamental II, ou seja, a partir do 5º ano ao ensino médio, é possível trabalhar com textos informativos mesmo com turmas de crianças da educação infantil. 

Já desenvolvi um projeto na escola em que trabalho com uma turma de 1º ano e mesmo aqueles que ainda não estavam alfabetizados falaram com muita propriedade na apresentação para suas famílias na Feira de Ciências.

Os pais ficaram emocionados com um garoto (com necessidades especiais) que explicou sobre a metamorfose da lagarta em borboleta. Ele aprendeu tudo motivado pelos momentos de leitura realizados em sala.

Assistam o vídeo feito pela Nova Escola com crianças da educação infantil.

Beijocas
Cris Chabes